A Arte da Mixagem
Este
livro foi criado para explicar como criar boas mixagens. No entanto, a boa
mixagem é somente um dos aspectos de uma gravação. Outros fatores também
contribuem para o que é reconhecido como uma gravação e uma mixagem de
qualidade. Veja os assuntos que são abordados detalhadamente em todos os
capítulos de A Arte da Mixagem.
Capítulo 1
“Todos os aspectos da
Gravação de uma Peça Musical” inicia cobrindo os onze aspectos de uma
gravação: conceito, melodia, ritmo, harmonia, letra, arranjo, instrumental,
estrutura da canção, performance, qualidade dos equipamentos envolvidos, e
finalmente a mixagem.
Cada um destes aspectos
deve ao menos possuir uma boa qualidade. Mesmo que apenas um dos aspectos
não possua uma boa qualidade isso com certeza comprometerá a qualidade da
gravação como um todo. A mixagem é somente um dos onze aspectos, no entanto
podemos considerá-la como a mais poderosa, pois ela pode esconder aspectos
defeituosos e realçar a os aspectos mais fortes.
Neste
primeiro capítulo iremos explorar o que o engenheiro pode fazer para refinar
cada um destes componentes. O restante do livro com o que pode ser feito
somente com cada aspecto da mixagem.
Capitulo 2
“Representações Visuais
da cena de Mixagem” introduz a estrutura visual para representar a “cena da
mixagem” posicionando os sons entre os alto-falantes.
A seção A mostra as
diferenças entre a percepção física das ondas sonoras que saem dos
alto-falantes e a percepção imaginada da cena de mixagem.

Isto é importante, pois
algumas vezes estas duas percepções são confundidas, e os gráficos
representam somente as ondas sonoras na “cena da mixagem” e não fisicamente.
A seção B introduz
visualmente o volume, a freqüência e o pan. Define os limites da “cena de
mixagem”, ou seja, o espaço limitado entre os alto-falantes onde a mixagem
ocorre.
A seção C explica como e
porque específicos Visuais foram escolhidos para cada som e efeito no
estúdio.
Capítulo 3
“Guia para mixagem”
explica todas as razões para escolha de um determinado tipo de mixagem.
A seção A explica como o
estilo da música afeta a forma como uma canção deve ser mixada.
A seção B descreve como
a canção e todos os seus detalhes são mixados. Cobre cada detalhe de uma
canção e explica como cada aspecto pode afetar o posicionamento de volume,
EQ, Pan e efeitos.
A seção C discute como
as pessoas envolvidas: o engenheiro, o produtor, a banda e o público alvo
contribuem na forma em que uma canção é mixada. Explica as tarefas mais
difíceis do engenheiro: exames de valores, sugestões e idéias que são dados
pelas pessoas que estão envolvidas no projeto, ajudando na decisão do que é
melhor para o projeto, como trabalhar com diplomacia com todos de forma a
conseguir os melhores resultados.
Capítulo 4
“Funções dos
Equipamentos do Estúdio e representação Visual de Todos os Parâmetros”,
utiliza as imagens apresentadas no capítulo 2 para descrever a função
específica de cada equipamento individual do estúdio na mixagem. De forma
rápida, porém bastante técnica, explica o que cada equipamento faz. (Como
você poderá ver, os Visuais tornarão bem fácil a compreensão das
funções mais complexas).
A
seção A explica as funções básicas dos faders, do compressor/limiter, noise
gate, e como ajustá-los em diferentes instrumentos de vários estilos
musicais.
A seção B explica as
diferenças entre vários tipos de equalizadores-gráficos, paramétricos e
rolloffs e descreve todas as faixas de freqüências dos sons.
Além das freqüências
individuais, é também importante compreender como as diferentes freqüências
trabalham em conjunto para criar sons ou timbres. Esta estrutura harmônica é
a base do som. Este conhecimento é muito importante, pois quando você
utiliza um equalizador, na realidade você está alterando o volume do
harmônico do som em que o equalizador está sendo aplicado.
E o mais importante
ainda é que esta seção lhe dará um passo a passo de como utilizar um
equalizador corretamente.
A seção C cobre os
princípios de posicionamento à esquerda e à direita em uma mixagem.
A seção D descreve cada
uma das funções mais comuns e os parâmetros de delay, flanger, chorus,
phaser shifts (deslocadores de fase), reverbs e processadores harmônicos.
Neste ponto todos os
detalhes do equipamento terão sido cobertos de forma Visual. As
representações visuais serão utilizadas agora para mostrar como todo o
equipamento é utilizado para criar estilos diferentes de mixagens.
Capítulo 5
“Tradição,
Dinâmica Musical Comum criada com o equipamento do Estúdio”, discute
primeiramente a dinâmica diferente encontrada na música e na incrivelmente
larga faixa de de possíveis dinâmicas que as diferentes pessoas percebem na
música, incluindo sentimentos e emoções, maneiras de pensar, reações
psicológicas, reações fisiológicas e físicas, culturais e até mesmo
espirituais. A mixagem e os equipamentos do estúdio também podem criar
dinâmicas musicais e emocionais. Consequentemente o engenheiro não deve
somente saber o que cada equipamento faz, mas também deve se familiarizar
com as complexas dinâmicas que podem ser criadas com o equipamento numa
mixagem. Este capítulo faz um exame de como cada parte do equipamento pode
criar uma dinâmica musical e emocional baseada no estilo musical, no estilo
da canção e de seus detalhes, e acima de tudo baseada no que as pessoas
querem. O capítulo começa definindo os três níveis de dinâmica que podem
ser cridos com cada uma das ferramentas do control room – volume, EQ, pan e
efeitos. Descreve cada ferramenta do control room, explicando, tomando como
base, os três níveis de dinâmica para volume, equalização, pann e efeitos
baseados em andamento/tempo: posicionamento individual e ajustes relativos,
padrões de posicionamento e configuração de ajustes.
Uma vez que você tenha
entendido tudo o que pode ser realizado com o equipamento do estúdio, um
novo mundo será aberto para você.
Capítulo 6
“Estilos de Mixagem” é a
exploração a fundo das dinâmicas que podem ser criadas com todos os
equipamentos sendo utilizados juntos. Explica como dinâmicas de alto nível
podem ser criadas utilizando-se de combinações de uma grande variedade
de
múltiplos ajustes e configurações.
Uma vez você tenha
criado um contexto ou um estilo de mixagem próprio, as dinâmicas mais
intensas poderão ser criadas, alterando-se todos os ajustes de todo o
equipamento de forma a permitir sua criação. Não há nada mais intenso e
poderoso do que isso. Este capítulo discute esta técnica.
Capítulo 7
“A Relação da Dinâmica
Musical Criada pelo Equipamento com a Dinâmica Musical Encontrada nas
Músicas e Canções”, este capítulo visa ajudá-lo à sua maneira nesta
exploração de todos os relacionamentos existentes entre a dinâmica que você
criou com sua mixagem e as outras mixagens encontradas em música similares
ou de mesmo estilo.
Neste momento você terá
condição de lembrar de tudo o que pode ser feito numa mixagem. Você
entenderá o que os outros engenheiros fizeram nas músicas no momento em que
as estiver ouvindo. E perguntará a si próprio: “Eu posso fazer o que eles
fazem?”. E chegará a conclusão que sim, e terá a segurança necessária para
desenvolver o seu próprio estilo de mixagem.
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