O seu site de Tecnologia
Digital aplicada à Música. Aqui
você encontra informações
técnicas relativas
à construção de
seqüências MIDI,
gravações de áudio, loops,
compactação de arquivos, manuais traduzidos para
o
português de softwares musicais consagrados, download de
softwares, plug-ins e utilitários para quem utiliza a
informática como ferramenta musical, além das
notícias mais atuais do que está acontecendo no
mundo da
música digital.
O sistema de som é a parte do Kernel que cuida do hardware
de áudio e sua interação com os
programas. No Linux, o sistema de som padrão sempre foi o
OSS/Free ( o OSS aqui significa Open Sound System), mas recentemente o
ALSA (Advanced Linux Sound Architecture) foi adotado. O ALSA
é hoje o sistema de som padrão de kernel das
séries 2.5 e 2.6 em diante. É possível
usar plugins LADSPA e VST no sistema antigo. Entretanto, essa
prática é severamente desaconselhada. Use o ALSA
como base para seu sistema de áudio e MIDI. Muitas dores de
cabeça serão evitadas.
O ALSA possui seu próprio sistema de plugins, que estendem
sua paleta de recursos. Não é uma API
genérica, mas serve para propósitos bastante
úteis. Por exemplo, o plugin dmix permite que se
faça mixagem por software em sistemas cujo hadware
não reconhece fontes de áudio multiplexadas.
Desse modo, sob condições normais, um laptop pode
rodar apenas um programa de cada vez, mas se o módulo dmix
for "enxertado" no ALSA (mais precisamente no arquivo ~/.asoundrc;
consulte a documentação do ALSA para mais
detalhes) é possível tocar um número
impressionante de arquivos ao mesmo tempo.
Comunicando-se como o sistema de som no kernel, há uma outra
entidade chamada servidor de som. Todos os aplicativos devem conversar
com o servidor porque apenas ele tem permissão para "falar"
com o kernel. Nessa categoria de software, uma das estrelas brilha mais
que as outras.
O JACK é um dos mais belos e impressionantes exemplos de
software de áudio para Linux. Originalmente desenvolvido por
Paul Davis (Adour, Softwerk), o Jack evoluiu a ponto de se tornar o
servidor de som do Linux, sem competidores. Robusto e de
baixíssima latência, permite
interconexão para operação
síncrona entre aplicativos compatíveis. Caso suas
necessidades de áudio tendem para o profissional,
você precisa do JACK.
O artsd (analog Real time syntheziser daemon) e o esd (Enlightened
Sound Daemon) são os servidores de som oficiais
dos ambientes desktop KDE e GNOME, respectivamente. Foram desenvolvidos
para propósitos relativamente simples, embora ambos possuam
um potencial bastante interessante para eventos sonoros
típicos de estações de trabalho (como
aquele barulhinho chato quando você clica em alguma coisa ou
alertas do seu cliente de mensagens instantâneas). O aRts
inclui até uma API para criação de
plugins. Entretanto, nenhum desses servidores foi desenvolvido pensando
em um ambiente profissional de áudio e devem ser
desabilitados caso queira usar o KDE ou o GNOME em seu
estúdio de gravação Linux.
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