O seu site de Tecnologia
Digital aplicada à Música. Aqui
você encontra informações
técnicas relativas
à construção de
seqüências MIDI,
gravações de áudio, loops,
compactação de arquivos, manuais traduzidos para
o
português de softwares musicais consagrados, download de
softwares, plug-ins e utilitários para quem utiliza a
informática como ferramenta musical, além das
notícias mais atuais do que está acontecendo no
mundo da
música digital.
A cópia, distribuição deste documento
é permitida sob os termos GNU Free Documentation License,
Version 1.2 ou qualquer versão posterior publicada pela Free
Software Foundation; sendo que a única sessão que
não poderá ser modificada é "Introdução
que vale a pena ler".
O
Objetivo deste manual é incentivar o uso do Sistema
GNU/Linux em PCs Desktops. Aqueles que já utilizam o Windows
lembrarão que em algum momento o Windows também
foi algo desconhecido e que hoje o GNU/Linux pode transforma-se
também em algo conhecido e utilizável. Para poder
compreender este manual não é
necessário possuir grande experiência, os
requisitos são bastante simples: saber utilizar o mouse, o
teclado, manipular janelas, abrir e salvar arquivos, saber utilizar
programas tipo Office e outras aplicações
similares. Ou seja, é necessário que o leitor
alguma vez já tenha usado um computador com um sistema
gráfico ao estilo Microsoft Windows, e que já
tenha usado um sistema DOS em algum momento, pois isto lhe
será de grande utilizade. Este
manual pretende mostrar que se pode possuir instalado um GNU/Linux sem
seu PC Desktop e tirar todo o proveito. Este guia é
meramente para orientação, sem nenhum dado
técnico.
O
manual consiste em uma espécie de FAQ (lista de perguntas
que são ou deveriam ser as mais freqüentes), e na
opinião do autor vem a preencher um espaço
existente na documentação do software livre. Esta
documentação é livre,
poderá ser reproduzida para tanto para fins comerciais como
para fins pessoais, bastando para isso que os direitos da
licença sejam respeitados.
Na
atualidade, existe a crença que o GNU/Linux é uma
tela branca com letras brancas. Muitos imaginam que utilizar Linux
é apenas para iluminados. Já outros
supõem que usar GNU/Linux e/ou software livre os
deixarão isolados, que a sua
vinculação com o mundo depende da
utilização de um único sistema
operacional. E outros crêem que o uso de um desktop
gráfico com uma barra de tarefas e janelas é algo
exclusivo e original do Microsoft Windows. O GNU/Linux é
constitui hoje uma excelente opção para ser
distribuído como Sistema Operacional
pré-instalado, informe-se sobre o novo programa do governo
brasileiro chamado PC Conectado. Desta maneira, pode-se baixar o custo
do produto para poder assim centrar-se na oferta de serviços
. Além disso, o vendedor de hardware pode solucionar o seu
problema de estar vendendo cópias piratas de sistemas
operacionais pagos tais como, Microsoft Windows e Microsoft Office.
Aqueles
que se consideram meramente usuários, poderão ter
uma conquista importantíssima, pois além de
utilizar software livre, poderão promover a venda de
GNU/Linux pré-instalado, transmitir a sua inquietude aos
comerciantes do ramo a que se convertam em distribuidores de software
livre pré-instalado, e assim, lutar para que todos tenham
liberdade de escolher o seu software.É importante considerar
que o software é parte integral das tarefas comuns na vida
cotidiana. Daí a importância de que estes
softwares sejam livres.
Os
leitores das versões anteriores notarão que se
modificou muita coisa. algumas partes foram somente reescritas e
repensadas, de maneira que foram agregadas perguntas e poucas respostas
foram modificadas. Dividimos este guia em três
seções com a finalidade de ajudar o
usuário a encontrar rapidamente as respostas aos seus
questionamentos. A primeira seção trata das
perguntas gerais sobre o GNU/Linux, a segunda se refere aos programas
mais importantes que existem para Sistemas GNU/Linux, e a
última, aborda pura e simplesmente o tema das tarefas mais
comuns do sistema.
Outra
novidade importante é a inclusão do link para
Wikipedia, que servirá para ampliar e clarear muitas
palavras desconhecidas para aqueles que não trabalham em
ambiente de informática.
Desenvolver
este guia leva muito tempo de maneira que serão aceitos de
bom grado todos as contribuições para este
projeto. O desejo do autor é que todos os leitores possam
vir a desfrutar com a leitura deste documento.
Para
perguntas, comentários e/ou sugestões envie uma
mensagem para :
GNU/Linux
é umSistema
Operacionalcujonúcleofoi criado em 1991 pelo
finlandêsLinus
Torvalds. No
entanto antes e depois, muitos programadores ao redor de todo o mundo
contribuíram no desenvolvimento de outros
componentes. Alguns destes programadores são:
É
um conjunto de programas que proporcionam interfaces
gráficas baseadas em janelas para um Sistema Operacional.
Nos Sistemas GNU/Linux se utiliza uma
implementação livre do X. Uma crença
popular, porém errada, é que foi a Microsft quem
inventou o ambiente gráfico (janelas) para sistemas
operacionais. Para elucidar este caso, aqui vão
alguns dados históricos de relevência:
1973: A empresa Xerox
desenvolve o Alto o primeiro computador pessoal com interface
gráfica.
1983: Surge o Macintosh,
que usava janelas.
1984: Sai a primeira
versão do Sistema X Window.
1985: Sai a primeira
versão do Microsoft Windows. Também aparece a
primeira versão do Sistema X sob uma licença
livre.
1995: A Microsoft
lança o Windows 95.
1996: É fundado
o KDE, um dos principais ambientes gráficos de desktop para
os Sistemas GNU/Linux.
1998: Surge o Windows 98.
2001: A Microsoft
lança o Windows XP. É liberada a
versão 1.4 do GNOME.
2004: O KDE atinge a
versão 3.3.x.
Esperamos
que esta breve cronologia tenha esclarecido esta questão de
forma a elucidar todo o tipo de confusão a respeito se a
Microsoft criou ou não o ambiente gráfico para
sistemas operacionais.
O
GNU/Linux é mais seguro que o Microsoft Windows?
A
resposta que os experts em segurança de
informática é um latente "SIM". Existem diversas
razões para argumentar e sustentar esta
afirmação em favor da maior segurança
proporcionada no GNU/Linux. O fato de que os Sistemas GNU/Linux
utilizam em sua grande maioria software de código aberto
traz consigo duas conseqüências vantajosas. É
muito pouco provável que alguém se atreva a
introduzir algum código malicioso, já que este
ficaria exposto facilmente. Milhares
de experts ao redor do mundo podem solucionar uma vulnerabilidade e
não somente os que são empregados por uma
única empresa. Além
disso o GNU/Linuxé
em geral muito menos suscetível a ser infectado por
vírus.
No
GNU/Linux frequentemente se trabalha com contas de
usuário que possuem menos privilégios que um
administrados de sistema. Isto evita em certa medida que os problemas
se propaguem para todos os usuários de um computador e/ou de
uma rede de computadores. Agora,
a segurança em informática possui duas facetas: a
segurança estática (que tem a ver com a
características próprias do software) e a
segurança dinâmica (como os seres
humanos se relacionam com os softwares). De pouco servirá
possuir um sistema seguro se os usuários não
têm cuidado e responsabilidade no manejo de seus arquivos,
senhas, dispositivos e etc. É importante, realizar
atualizações periódicas do software
utilizado. Mas afirmamos: O mais relevante é possuir em
mente que a segurança de um sistema em última
instância é uma questão de pessoas,
não somente do software que é utilizado.
Qual a
diferença entre o Linux e o GNU/Linux?
Nas
versões anteriores deste guia, tentávamos
explicar a diferença entre Linux e GNU/Linux. A partir desta
versão decidimos abandonar esta discussão. Todos
os interessados podem ler o que está exposto em:
É
importante lembrar que o software se transfere através de
uma determinada licença. Isto quer dizer que o
preço de um programa é uma questão
muito importante, e não é o único
fator que se deve levar em consideração. O
núcleo de um sistema GNU/Linux pertence a categoria
denominada software livre e a licença de
utilização é aGNU GPLe permite:
O Exame e a
modificação do código fonte.
A
distribuição livremente (copiá-lo,
vendê-lo, revendê-lo), etc. A única
imposição que tem a licença GNU GPL
é que ocódigo
fontedeve
estar disponível e que todos os
programas derivados devem ser também GPL.
É
importante lembrar então que o software livre e software
gratuito (freeware) não são necessariamente a
mesma coisa.
Uma
grande quantidade de software que se inclui em um Sistema GNU/Linux
está licenciado segundo os termos da licença GNU
GPL. Não obstante, outros componentes se bem que livres,
são distribuídos sob os termos de outras
licenças. Um sistema GNU/Linux pode então incluir
software que não é livre (muitas vezesfreeware), um
bom exemplo disso
é o plugin flash da Macromedia.
Existem
sistemas GNU/Linux que permitem a livre
distribuição e outros não, isso
dependerá do software que se inclua no sistema. Para mais
informação leia a resposta que se refere
à distribuições.
Qual
ambiente gráfico melhor me atende?
Devemos
lembrar que no GNU/Linux podemos escolher dentre váriosambiente
gráficos,
o principais são:
KDE:
É um ambiente gráfico com aspecto similar ao do
Windows com muitas funcionalidades incorporadas. Ideal para PCs que
possuam no mínimo 128 Mb de memória RAM. Eis aqui
algumas características do KDE:
Painel no qual podemos
adicionar numerosos applets (pequenos programas).
Aspecto e comportamento
altamente configurável.
Explorador de arquivos
muito potente o chamado Konqueror. Centro de Controle similar ao Painel
de Controle do Windows.
KDE
GNOME: É
a principal alternativa existente para o KDE para aqueles que
estão acostumados com a interface gráfica do
Windows. Seguramente o GNOME é uma boa
opção para quem prefere um ambiente mais limpo,
simples, menos barroco que o KDE, apesar de à primeira vista
nos parecer uma interface menos familiar para os usuários do
Windows.
GNOME no
Ubuntu GNU/Linux sem ícones no desktop
XFce: Este
é um ambiente para desktop, bem mais simples que o que KDE e
que o GNOME, mas é uma excelente opção
para PCs que não possuem a memória suficiente
para utilizar KDE ou GNOME.
XFce no
Ubuntu GNU/Linux
FluxBox:
Um
ambiente
de janelas (não possui um desktop ao estilo dos que foram
descritos anteriormente) austero, porém elegante. Utiliza
estritamente o necessário. É
necessário um certo tempo para
adaptação, principalmente para aqueles que
estão vindo do Windows. De qualquer forma, caso o
usuário já tenha trabalhado com DOS ou Windows
3.1 recentemente e caso possua um PC com pouca RAM com certeza esta
é a melhor opção.
IceWM:
É um
ambiente de janelas com uma barra de tarefas e um menu que lembram o
Windows. Consume muito poucos recursos, a ausência de um
desktop com ícones faz com que ele não seja
tão popular como o KDE ou o GNOME.
IceWM no Knoppix
Existem
distribuições que fazem uso de software
privativo para executar programas tão sofisticados como o
Microsoft Office do Windows. Não seria melhor
então utilizar o próprio?
Esta
é uma importante decisão a tomar. Uma
possível pergunta para fazer é: Constitui o uso
dessa distribuição um passo para o software livre
ou é uma mera troca de um software privativo por um outro
que não o é? Para responder esta
questão devemos considerar estes três pontos:
Em
primeiro lugar, as licenças mais caras não fazem
parte do sistema operacional e sim dos pacotes para desktop, assim caso
se queira possuir um sistema legal somente seriam
necessárias as licenças do sistema operacional,
mas no entanto deveriam ser pagos em troca as onerosas
licenças das suítes de desktop privativas.
Em
segundo lugar, hoje se encontram alternativas livres para a maioria dos
programas que são utilizados no Windows. Muita gente
já sabe que utilizando o OpenOffice.org se pode compartilhar
documentos de texto, planilhas de cálculo e
apresentações com usuários do MS
Office sem maiores inconvenientes. Em terceiro lugar, se sugere que em
cada caso leia-se as licenças dos programas e assim
decida-se não somente sobre a base das capacidades
técnicas, e sim também sobre as liberdades que se
terá ao usar um determinado programa.O Wineé uma ferramenta
muito inteligente, mas deve ser usada
somente com uma solução temporária
para aplicações das que se está
absolutamente seguro de que sua contraparte livre não
existe. E por definitivo, caso se queira atuar como um
usuário ativo e não como um mero consumidor se
sugere utilizar distribuições que se esforcem e
aderir à liberdade de uso, acesso e desenvolvimento de
software. Possui lixeira para reciclagem de forma a recuperar os
arquivos que foram apagados?Sim, XFce, GNOME e KDE possuem suas
próprias lixeiras. O que ainda não fazem
é restaurar automaticamente os arquivos ao local de onde
foram apagados. Isto deverá ser feito manualmente.Caso se
elimine um arquivo sem o fazer passar pela lixeira, então
este arquivo deve ser considerado como realmente apagado, quase
impossível de ser recuperado, por tanto deve-se atuar com
bastante cuidado com relação à
deleção de arquivos.
Konqueror
mostrando a lixeira do KDE
Como
são representados os dispositivos em um Sistema GNU/Linux? Devemos
considerar
que em um Sistema GNU/Linux tudo, absolutamente tudo está
representado por um arquivo, mesmo os dispositivos de hardware, o que
torna a necessidade de uma mayor abstração. A
seguir
apresentamos os mais importantes:
1.Convenções para Discos:
i.IDE
primário master: /dev/hda ii.IDE
primário escravo /dev/hdb iii.IDE
secundário master: /dev/hdc iv.IDE
secundário escravo /dev/hdd v.Primeiro
Disco SCSI /dev/sda vi.Segundo
Disco SCSI /dev/sdb vii.CD-ROM
SCSI /dev/scd0 viii.CD-ROM
SCSI /dev/scd1 ix.Primeira
e Segunda unidade de disquete: dev/fd0 e /dev/fd1 x.Partições
primárias ou estendidas se nomeiam /dev/hda1 à
/dev/hda4 quando estão presentes. xi.Partições
lógicas se nomeiam /dev/hda5, /dev/hda6, de acordo com a
ordem
de aparição na tabela de
partições
lógicas.
2.Portas Seriais
i.COM1 a COM4 /dev/ttyS0
/dev/ttyS3 ii.Séries
adicionais até /dev/ttyS63
O que
é uma
distribuição? Que diferenças existem
entre as
diferentes distribuições do GNU/Linux? Uma
distribuição não é outra
coisa senão
o núcleo GNU/Linux com um conjunto de programas
selecionados,
com ferramentas específicas de
configuração,
empacotamento, documentação, etc. Algumas
são
comerciais, enquanto que outras são totalmente gratuitas ou
de
muito baixo custo. Existem milhares de
distribuições ao
redor do mundo, mas somente algumas são usadas amplamente. A
seguir faremos referência aos principais aspectos das
distribuições mais importantes que possuem foco
para
Desktop, o que aparecer entre colchetes [ ] é o ambiente
gráfico do Desktop que a distribuição
utiliza.
Nota: É
recomendável
utilizar versões recentes de um Sistema GNU/Linux. O
software
livre avança a velocidade equiparável a da luz, e
em
especial o software de Desktop tem tido progressos de maneira bastante
notável.
Mandrake [KDE]: Esta
é a
melhor opção para principiantes, é um
dos sistemas
que mais se esforça para chegar ao usuário
iniciante.
É muito fácil de instalar. Possui um centro de
controle
muito amigável que permite configurar o sistema e agregar ou
retirar programas de maneira muito simples. Cabe mencionar que requer
microprocessadores tipo Pentium ou superior. A
edição
Download é livre.
Centro
de Controle do MandrakeGNU/Linux
SUSE
GNU/Linux [KDE]: Distribuição
que se caracteriza por contar com grande quantidade de software e
documentação. É bastante
amigável e possui
ferramentas de configuração gerais que
são
chamadas YaST e YaST2. Deve-se levar em
consideração que
não segue o modelo da RedHat e alguns comandos e locais de
arquivos são um pouco diferentes de outros sistemas
GNU/Linux..
Fedora [GNOME]: Fedora
é de
certa forma a versão livre da
distribuição RedHat.
A RedHat foi uma das primeiras distribuições de
GNU/Linux
que consiguiram um tipo de instalação mais
simples nos
primeiros anos do GNU/Linux. A empresa RedHat é uma das
maiores
dentro do mercado do software livre. Muitas
distribuições
se baseiam na RedHat ou na Fedora. A Fedora é de livre
distribuição.
Nota: As
distribuições mencionadas acima utilizam
principalmente o formato .rpm para pacotes de programas.
Knoppix [KDE]: Esta
distribuição (baseada no Debian) desenvolvida por
um
alemão chamado Klaus Knopper vem causando uma grande
sensação nos últimos anos. A causa? A
Knoppix nos
dá a possibilidade de usar GNU/Linux sem a necessidade de
instalá-lo no HD (Live CD). Inicia diretamente a partir do
CD e
conta com uma grande quantidade de aplicações.
Além disso, existem na atualidade muitas
distribuições derivadas da Knoppix que atendem
diferentes
necessidades. Para utilizá-la é
necessário possuir
um computador com no mínimo 128 Mb de memória. Os
CDs
Knoppix podem ser distribuídos livremente.
Knoppix
MEPIS [KDE]: É
uma
distribuição também baseada no Debian.
Igualmente
ao Knoppix funciona como Live CD, mas foi desenvolvida para ser
instalada no HD. Procura atender especialmente usuários
inexperientes. A desvantagem que possui é que conta com
componentes privativos. Os CDs do MEPIS podem ser copiados
ilimitadamente para propósitos não comerciais.
Mepis
Ubuntu Linux [GNOME]: Outra
distribuição baseada no Debian. Possui
instalação em modo texto apesar de ser bastante
automatizada. É uma boa opção para
iniciar. A
Ubuntu pode ser distribuída livremente.
Que sites da Internet são recomendados para se aprender
mais? De onde podemos baixar o GNU/Linux?
Um
espaço em que os usuários podem intercambiar
conhecimentos na aplicação do Linux, ou software livre e
Open Source que comumente se chama de "desktop".
O GNU/Linux conta
com excelentes programas para Desktop, sendo o principal deles o
OpenOffice.org que substitui plenamente o Microsoft Office (Word,
Excell, Acces, PowerPoint).
Os módulos mais utilizados são:
Writer: Substitui o Word para Windows.
Writer
Calc: Planilha eletrônica, ideal para substituir o Excel.
Calc
Impress: Aplicação para apresentações na tela ou outro meio. Substitui o PowerPoint sem deixar saudades.
Impress
Duas
características notáveis são a capacidade de
salvar um arquivo em formato PDF (algo relativamente simples que
qualquer aplicação GNU/Linux) e de auto-completar
palavras extensas enquanto se digita (esta última no processador
de textos).
Existem outras
suítes de Desktop para GNU/Linux que são livres. Por
exemplo, KOffice, que conta com processador de textos, planilha
eletrônica, programa de apresentações, etc.
é uma ferramenta muito útil e possui uma compatibilidade
aceitável para ler documentos simples gerados no Microsoft
Office.
KWord
Um dos poucos
pontos contra o OpenOffice.org é que se necessita no
mínimo 128 Mb de memória RAM para que se possa utiliza-lo
de forma cômoda. Para PCs com menos recursos existem alternativas
muito boas, uma é a já mencionada suite KOffice, mas
também podemos indicar o Abiword (processador de textos), e o
Gnumeric (planilha eletrônica).
Outros pacotes que valem a pena ser mencionados são:
KOrganizer (um organizador para
utilizar tanto em casa como no trabalho que na atulaidade está
integrado à suíte de informação Kontact),
Planner (um gerenciador de projetos), Dia (software para realizar
diagramas de fluxo), entre outros.
Planner
Buscando um substituto para o MS Access
Em primeiro
ligar devemos considerar que migrar bases de dados feitas no MS Access
é uma tarefa que somente poderá ser realizada por um
especialista em banco de dados e em GNU/Linux.
Segundo,
é necessário fazer um esclarecimento, o Microsoft Access
na realidade é composto de duas partes distintas: uma interface
de usuário para criar tabelas, consultas, formulários,
informes, etc. e um motor de banco de dados chamando Microsoft Jet.
Caso se queira fazer bases de dados próprias diretamente a
partir do GNU/Linux, atualmente poderá se escolher entre
várias aplicações:
Rekalh: é um front-end
(similar ao MS Access) que se conecta a um programa servidor de base de
dados. A diferença importante do Rekalh com respeito ao Access
é que de maneira pré-determinada não está
ligada a nenhum motor de base de dados em particular. Rekalh pode ser
conectado a servidores MySQl, PostgreSQL.
Na realidade a maneira mais fácil de utilizar o Rekalh é
instalando as correspondentes bibliotecas XBSQL que permitem o acesso a
XBase. Para bases de dados pequenas XBase é uma boa alternativa
já que de outra maneira se terá que possuir conhecimentos
de MySQL ou PostgreSQL. Por enquanto, no que se refere a
usuários finais, este é o programa mais fácil para
banco de dados.
Rekall
KEXI: Kexi é um projeto que
pretende ser o substituto definitivo para o MS Access. Faz parte dos
projetos KOffice e num futuro bem próximo se espera que integre
esta suíte. Se bem que todavia é ainda um software
imaturo, no entanto bastante promissor.
Knoda: Outro software que pretende
substituir o Access, apesar de neste caso, ser muito mais útil.
Pode-se conectar ao MySQL, PostgreSQL, e sqlite2.
Knoda
OpenOffice.org Base: Um pedido
freqüente que se fazia a equipe de desenvolvimento do
OpenOffice.org era um módulo ao estilo MS Access. Se bem que nas
versões atuais do OpenOffice.org, existe um componente para
criar bancos de dados, é ainda um pouco intuitivo para ser
utilizado por um neófito. Portanto, já está seguro
que na versão 2 da suite este administrador de base de dados
será muito mais fácil de usar. Uma novidade de grande
relevância é que este administrador possuirá um
motor interno de banco de dados, isto evitará a necessidade de
se conectar à servidores externos MySQL, PostgreSQL, etc. Por
enquanto somente existem versões em desenvolvimento, de forma
que somente os usuários avançados estão tendo
conhecimento mais próximo dele.
OpenOffice.org Base
Quais são os programas para editar imagens?
São várias as opções:
GIMP: Esta é sem
dúvida alguma a ferramenta para manipulação de
imagens. Possui uma alta funcionalidade, grande quantidade de filtros,
e é possível manipular uma grande quantidade de formatos.
É sem dúvida alguma um substituto a altura para o
Photoshop da Adobe.
GIMP no GNOME
KolourPaint: Um programa simples para desenhar e pintar ao estilo MS Paint.
KolourPaint
Inkscape: Um excelente programa para realizar desenhos vetoriais como no Corel Draw.
PixiePlus: É um estupendo visualizador de imagens que se integra muito bem ao KDE.
PixiePlus
Que aplicações multimídia existem?
XMMS: Este programa é
principlamente um reprodutor de arquivos de MP3. Possui uma interface
bastante amigável e pode ter a sua aprância modificada
através de "skins" ("peles", aspecto visual do programa).
XMMS en KDE
amaroK: Este é o novo reprodutor de áudio do ambiente KDE.
amarok
Noatun: Reprodutor de arquivos WAV, OggVorbis, MP3, DivX, etc.
Noatun
xine: Reprodutor de vídeo livre.
xine
mplayer: Reprodutor de filmes. Suporta uma grande quantidade de formatos inclusive os formatos proprietários do Windows (*.wmv).
mplayer
Podemos usar o MSN no GNU/Linux?
Uma resposta
rápida é sim. Existem aplicações tais como
o Gaim, Kopete, aMSN, etc. que permitem utilizar o protocolo de
mensagens instantâneas MSN. No entanto é importante saber
que a Microsoft somente possui uma série de programas
autorizados. Utilizar outras aplicações pode acarretar
problemas legais. Existe um protocolo livre de mensagens
instantâneas sem esse tipo de problema e que pode ser bem
utilizado com o Gaim ou com o Kopete chamado Jabber.
Kopete usando o
protocolo Jabber (com filtros de distorções aplicados
para para proteger a privacidade) em ambiente KDE
Qual navegador convém utilizar?
São várias as possibilidades, as principais são:
Mozilla: Na realidade é um
conjunto de programas para Internet, entre os quais se destacam, o
próprio navegador e seu cliente de mensagens de correio
eletrônico.
Navegador Mozilla
Mozilla Firefox: Também
conhecido como Firefox. Este navegador é desenvolvido por uma
comunidade de programadores da Mozilla, muitos o consideram como a
melhor alternativa para o Internet Explorer.
Possui mais de 120 extensões que podem ser agregadas para
aumentar as funcionalidades da versão standard. E igualmente ao
Mozilha se pode baixar novos temas para modificar o aspecto visual do
programa.
Firefox
Konqueror: Além de ser um
administrador de arquivos, serve para navegar na Web. Portanto pode-se
passar facilmente de um diretório local para uma página
web. Muito útil para ser usado no ambiente KDE.
Konqueror
Esclarecimento: Devido ao fato do
Internet Explorer ser o navegador de fato durante vários anos,
os desenvolvedores de páginas web, possuem o mau costume de
fazer páginas que somente podem ser bem visualizadas no
navegador da Microsoft. Isto significa que muitos sites se distanciaram
dos standards propostos pelo World Wide Web Consortium. A idéia
original da Internet é que qualquer página possa ser
visualizada corretamente independente do software que se esteja usando.
Isto significa que quando uma página web não abre
corretamente em um determinado navegador não quer dizer que seja
uma deficiência do navegador. Caso um site não esteja
sendo visualizado corretamente em um navegador diferente do Internet
Explorar, deve-se notificar o WebMaster para que este venha a
solucionar o problema. Em especial se tratando de uma empresa de
serviços a qual se está pagando.
Não
obstante há que se dizer que o número de sites que
não são bem visualizados com o Mozilla ou Firefox
é relativamente baixo e a cada dia diminui mais.
Qual programa de correio eletrônico é o melhor?
Os programas para correio eletrônico recomendados são os seguintes:
Kontact: Na realidade é uma
suíte que inclui vários módulos de
administração pessoal (ao estilo Microsoft Outlook): O
módulo correspondente ao correio eletrônico (KMail) apesar
de uma aparência básica, é um dos melhores.
Além das funções básicas, possui um
catálogo de endereços, filtros de correio, marcador de
mensagens, utilização de servidores que necessitam
autenticação de correio, suporte para "identidades" GPG.
Kontact
Evolution: Muito similar ao
Kontact, no entanto desenvolvido para ser usado no GNOME. Possui
uma grande desvantagem: requer mais de 128 Mb de RAM para que as
janelas do programa se abram com uma velocidade razoável.
Evolution
Mozilla Thunderbird: É um
cliente de correio eletrônico similar ao Microsoft Outlook
Express. Possui um potente sistema de filtros anti-spam.
Mozilla Thunderbird
Como fazer ...?
Uma vez ligado o PC : O que fazer após?
Caso somente
possua GNU/Linux, espere que o processo de inicialização
termine, caso também possua o Windows no PC, preste
atenção ao programa de inicialização do
computador, pois ele lhe informará da possibilidade de
selecionar por qual sistema operacional a máquina deverá
ser iniciada.
Caso tenha
decidido conservar o Windows haverá uma opção
correspondente para ele. Seguramente existirá uma
opção para o Windows e outra para o GNU/Linux
(poderá haver mais opções, que agora não
vem ao caso). Pode-se escolher utilizando-se as setas acima/abaixo e
teclar Enter. A opção que se encontrar em primeiro na
lista apresentada á a opção de
inicialização padrão.
Dependendo da
distribuição GNU/Linux que você esteja utilizando,
será possível empregar diferentes
combinações de teclas para deter a contagem regressiva ou
passar para um menu de texto.
Existem programas gerenciadores de boot que são muito utilizados: GRUB e LILO. Muitas distribuições na atualidade preferem o GRUB.
LILO
Como se trabalha no GNU/Linux?
Um sistema GNU/Linux possui duas maneiras de se trabalhar: o modo texto e o modo gráfico.
Os terminais e/ou
consoles representam o modo texto de GNU/Linux. Quando se está
no modo gráfico podemos acessar as telas negras de texto puro
denominadas terminais virtuais. Para passar para um terminal se usa o
atalho de teclado Ctrl+Alt+Fn, onde n é o número do
terminal virtual. Geralmente são até seis terminais. Para
passar entre terminais se utiliza a combinação de teclas
Alt+Fn.
Para passar de um
terminal para o ambiente gráfico emprega-se o atalho Alt+F7. Em
cada um dos terminais pode-se iniciar uma sessão para diferentes
usuários, ingressando seu nome de usuário e logo
após sua senha. Apesar do usuário Windows temer o modo
texto não razão para isso, o GNU/Linux em seu modo
textual possui uma linha de comandos muito mais poderosa e amigável que o velho MS DOS.
Se bem que não é imprescindível ser um expert no
uso do modo texto, conhecer algumas coisas básicas poderá
resultar de grande ajuda. Além disso, existem tarefas que
são mais rápidas e fáceis de se fazer
através de um terminal. Se recomenda testar o mc (Midnight
Commander), o qual é um clone do antigo programa Norton
Commander, que é um administrador de arquivos de grande
utilidade. O modo gráfico permite trabalhar com janelas de
maneira similar ao MS Windows. Mesmo a partir do ambiente
gráfico é possível abrir terminais virtuais,
pode-se encontrar nos diferentes menus que se encontram em cada
ambiente gráfico. Alguns exemplos de programas de consoles
são: rxvt, konsole, Eterm, xterm, etc. O interessante é
que são terminais fechados em janelas.
Como se começa a utilizar um Sistema GNU/Linux?
Em GNU/Linux é obrigatório ingressar o nome do usuário (login) e a senha (password).
O processo de início de uma sessão por parte de um usuário no sistema se chama login.
São dois os tipos de Login:
1.Modo texto: Se introduz o nome de usuário e após a senha (password). Aqui é apresentada uma uma interface de texto puro. Para passar ao modo gráfico, deve-se ingressar o comando startx. Importante:
Para GNU/Linux "A" não é o mesmo que "a", ou seja,
é feita uma diferença entre maiúsculas e
minúsculas.
2.Modo gráfico (que pode apresentar três variantes)
i.XDM: É
para entrar no ambiente gráfico. Aqui se ingressa também
o nome de usuário e a senha. É provável que o
teclado numérico esteja desativado. Caso o usuário ou a
senha possuam números, deve-se utilizar as teclas que
estão no teclado alfanumérico. O XDM geralmente tem sido
substituído pelo KDM ou pelo GDM.
ii.KDM: Aqui se
procede de maneira similar à anterior. O teclado numérico
está disponível. Caso possua um menu de onde se pode
escolher o ambiente de desktop ou o administrador de janelas. (O
Mandrake usa uma variante do KDM).
iii.GDM: É
similar ao anterior, com somente a diferença que se ingressa o
nome de usuário e a senha em dois passos distintos.
GDM no Ubuntu GNU/Linux
Mas além do
que já foi explicado, algumas distribuições
GNU/Linux permitem de uma maneira bastante simples que os
usuários não utilizem senhas.
Onde estão os programas?
Ao usar um
ambiente gráfico geralmente não será
necessário saber onde os programas estão localizados.
Simplesmente bastará clicar algumas vezes nos menus do ambiente
gráfico escolhido.
Somente no caso em
que se queira saber com maior profundidade, é conveniente saber
que os programas estão nos seguintes diretórios:
/usr/bin
/usr/X11R6/bin
/usr/local/bin
/usr/games
/home/usuario/bin
Além
destes, existem outros diretórios com programas, que são
executados automaticamente pelo sistema ou então para ser usados
pelo administrador. Estas pastas são:
/bin
/sbin
/usr/sbin
/usr/local/sbin
O menu K no KDE
Onde está o ícone Meu Computador e os Meus Documentos?
A pasta Meu
Computador que se utiliza no Windows e em algumas
distribuições e ambientes gráficos GNU/Linux
é um tipo de pasta especial que permite acessar rapidamente
pastas e/ou ferramentas do sistema que são frequentemente usadas.
Os sistemas
GNU/Linux utilizam uma estrutura de pastas (diretórios)
diferente do MS Windows. Cada diretório está relacionado
com arquivos específicos o que permite manter um sistema
organizado e a possibilidade de administrar melhor o sistema. Dentro do
diretório home se encontra uma pasta para cada usuário do
sistema, que por sua vez possui seus documentos e arquivos de
configuração.
Todos os
diretórios estão no diretório raiz que
simplesmente se simboliza com uma barra "/". Desta maneira, quando se
faz alusão a um local de um arquivo, por exemplo:
/home/sergio/Documents/planificacion.sxw
Significa que o
arquivo planificacion.sxw está dentro do diretório
Documents, o qual está dentro da pasta sergio que está
dentro da pasta home, e esta última dentro do diretório
raiz.
Caso queira saber mais sobre a hierarquia do sistema de arquivos no GNU/Linux leia este artigo: http://es.wikipedia.org/wiki/FHS
Árvore de diretórios no Konqueror
Onde está a unidade D correspondente ao CD? E como acesso o drive de disquetes?
Tradicionalmente
nos sistemas GNU/Linux os discos e partições são
montados. Montar um sistema de arquivos significa basicamente unir um
sistema de arquivos à árvore de diretórios. Isto
se relaciona com a abstração que se tenta conseguir no
GNU/Linux, já que tudo é manipulado como se fossem
arquivos, tudo pode ser montado e desmontado (ou seja retirar ou
adicionar na árvore de diretórios). Ou seja, existe algo
que se monta e um ponto de montagem. O ponto de montagem é
sempre um diretório. Os ambientes gráficos GNOME e KDE no
desktop possuem ícones referentes à unidade de CD e
à unidade de disquetes que ao serem clicados montam
automaticamente o dispositivo. Simplesmente deve-se apenas ter o
cuidado de trocar o disquete antes de retirar da unidade, visto que
desmontando e após poderá ser inserido um novo disquete.
Caso queira montar um CD a partir de um terminal de texto, isto será muito simples de fazer:
mount /dev/cdrom /mnt/cdrom
ou então
mount /dev/cdrom /cdrom
de acordo com a distribuição em uso.
De acordo com o primeiro exemplo os arquivos de um CD estarão em /mnt/cdrom
Atenção: os CD de áudio NÃO precisam ser montados.
Para um disquete
poderão existir as seguintes possibilidades, de acordo com a
distribuição ou houver mais de uma unidade de dissquetes:
mount /dev/fd0 /mnt/floppy
ou
mount /dev/fd0 /floppy
ou então
mount /dev/fd1 /mnt/floppy
ou ainda
mount /dev/fd1 /floppy
Para desmontar um CD:
umount /mnt/cdrom
ou
umount /cdrom
Para desmontar um disquete, existe duas possibilidades:
umount /mnt/floppy
ou então
umount /floppy
Hoje já
existem distribuições tais como SUSE GNU/Linux e
MandrakeLinux que permitem o acesso transparente à unidades que
se podem extrair, isto é, as tarefas de montar e desmontar
são feitas automaticamente pelo sistema. Para obter mais
informações sobre isso veja submount e supermount.
Ícone da unidade de CD no KDE
Como se desliga a máquina?
Caso deseje desligar a máquina poderão se apresentar dois cenários:
1. Modo gráfico:
Neste caso
dependendo do ambiente gráfico, haverá alguma
opção em alguns dos menus, barras ou painéis para
terminar a sessão gráfica. Algumas das
distribuições mais atuais possuem opções do
tipo "Terminar sessão atual", "Reiniciar o computador",
"Desligar o computador". Caso se escolha a última
opção se iniciará o fechamento do sistema.
Caso apreça
somente a possibilidade de sair da sessão, aparecerá
após a saída o login gráfico com alguma destas
três possibilidades:
i. XDM: Não
se pode sair diretamente a partir deste ponto. Deve-se ir a algum
terminal e usar o atalho de teclado Alt+Fn, onde n é o
número do terminal virtual. Geralmente o número de
terminais virtuais é seis. Então para ir ao primeiro
terminal use Alt+F1.
ii.KDM: Neste caso se possui geralmente um quadro de opções muito parecido ao que existe no Windows.
iii.GDM: O caso é praticamente igual ao anterior.
Lembre-se que sempre deve-se esperar as mensagens citadas mais abaixo
para poder desligar o sistema (de qualquer maneira as últimas
versões GNU/Linux possuem a característica de desligar
por software, assim que lo mais provável e que seja
necessário utilizar o botão Power).
2.Modo texto
Para poder sair do
sistema em modo texto (quando se vê uma tela que lembra o MS DOS,
sem janelas) será necessário possuir as
atribuições de administrador do sistema. Para obter as
atribuições do administrador na linha de comando deve-se
ingressar com o comando su. Após se pedirá a senha do administrador do sistema.
Uma vez feito isto teremos permissão para sair, então entra-se com o comando halt.
O sistema iniciará o processo de fechamento do sistema, onde aparecerão as seguintes mensagens:
*Power Down.
*System Halted.
*Runlevel 0 has reached.
Encerramento do sistema no KDE
Como se reinicia a máquina?
Será quase
impossível que você tenha que utilizar isso no GNU/Linux,
mas se pode consultar a pergunta que se refere a desligamento do sistema,
a única diferença é que deverá ser
escolhida a opção "Reiniciar..." e caso esteja em um
terminal de texto, o comando a ser empregado é reboot.
Onde está o Help?
Se existe alguma
coisa que caracteriza o GNU/Linux com certeza é a grande
quantidade de documentação que ele possui. São
quatro lugares para consultar:
1. Tanto o GNOME
como o KDE, assim como o XFce possuem ajuda no mesmo ambiente
gráfico que servirá para apresentar muitas respostas para
suas dúvidas.
2. Documentação dos Sistemas GNU/Linux:
Esta documentação geralmente se encontra em alguns destes
diretórios (dependerá da versão instalada):
/usr/share/doc/HOWTO/HTML/es/ /usr/share/doc/HOWTO/HTML/es/mini/ /usr/share/doc/HOWTO/HTML/en/ /usr/share/doc/HOWTO/HTML/en/mini/ Nesses
diretórios se encontra uma grande quantidade de
informação geralmente técnica para aqueles que
desejam aprender mais a fundo o sistema (será necessário
logicamente um tempo para entendê-la). É importante
esclarecer que estes documentos são na sua grande maioria
técnicos, e provavelmente o usuário de desktop não
terá necessidade de lê-la.
3. Cada programa possui geralmente seu próprio sistema de Ajuda, habitualmente no menu "Help" ou "Ajuda" dos mesmos.
4. Caso esteja
trabalhando com modo texto, operando sobre um terminal e queira saber
como se usa um determinado comando, digite: "man nome_do_comando". Por
exemplo: mam ls.
5. Várias
distribuições trazem documentação adicional
através de manuais em formato digital.
6. O software
livre tem avançado muito ultimamente graças a uma
comunidade de usuários ativa. Uma fonte importante de ajuda
será subscrever-se em fóruns ou listas de
discussão, desta maneira se terá a possibilidade de
ajudar e ser ajudado. Também se pode colaborar e pedir
colaboração em um grupo de usuários localizados em
determinada localidade geográfica.
7. Devemos
recordar que grande parte da documentação foi realizada
por voluntários. É possível que existam algumas
lacunas em vários documentos. Caso queira realmente se
aprofundar nos aspectos técnicos (e não somente no uso
das aplicações), você terá que investir
algum tempo em ler a documentação, listas de
discussão, e exercitar o que for tomando conhecimento. Caso
queira ganhar tempo será interessante contratar um expert para
assessorá-lo.
8. Caso o que
você necessita seja uma assistência mais personalizada,
mais profissional para projetos de grande envergadura, o
recomendável é que se contrate profissionais experientes
em serviços relacionados com software livre. O software livre
baseia-se no equilíbrio entre experts e usuários ativos.
Ao estar adquirindo um serviço como este você
também estará permitindo a difusão e a
promoção do software livre.
O centro de Ajuda do KDE
Como se faz para compactar ou descompactar um arquivo?
Menu de contexto no Konqueror
As tarefas de
descompactação e compactação de arquivos se
vêem facilitadas enormemente nestes últimos tempos. No
KDE, por exemplo, a partir do Konqueror bastará clicar-direito
sobre um arquivo compactado e selecionar as opções do
menu que permitem explorá-lo como uma pasta normal. Assim mesmo,
no Konqueror pode-se selecionar um o mais arquivos e após
compactá-los em diferentes formatos: .gz, .bz2, ou .zip;
.tar.bz2, .tar.gz, ou .zip.
Caso o ambiente empregado seja o GNOME o administrador Nautilus possui capacidades similares às do Konqueror.
No caso de que se
queira utilizar uma aplicação específica ao estilo
WinZip, pode-se usar o programa Ark (de preferência no KDE) ou
File-Rolher (para GNOME).
Como se instala ou desinstala um programa?
A maneira em que
os programas são instalados e desinstalados, em geral difere
bastante de como se faz no Windows. É diferente, mas não
é mais difícil. Para instalar um programa é
necessário saber os seguintes conceitos:
Obviamente, o mais natural e recomendável é que seja um programa para GNU/Linux, e não para Windows.
É
conveniente (pra não dizer obirgatório) instalar um
programa sempre e quando se cumpram as dependências. E o que
são as dependências? São arquivos que devem estar
no sistema para que se possa utilizar corretamente o programa.
Existem
três formatos principais de arquivos de instalação:
.deb, .rpm, e .tar.gz (sim, também podem estar como como
.tar.bz2, no entanto representam o mesmo tipo). A maioria das
distribuições utilizam .rpm.
Em geral,
deve-se instalar programas que tenham sido feitos especificamente para
a distribuição que se está utilizando.
O mais mais
fácil é começar utilizando os próprios
utilitários para instalar programas que a
distribuição preferida possui. A maioria das
distribuições modernas já possuem ferramentas
bastante potentes para instalar e desinstalar um programa de maneira
bem simples.
Existem
certos programas que talvez não se enquadrem nas três
categorias citadas acima, por exemplo, caso se efetue um download do
OpenOffice.org diretamente de seu site, neste caso existe um arquivo
chamado setup para instalar. Então a maneira de instalar
é mais parecida com a que é utilizada no Windows.
Em poucas ocasiões se terá que compilar
o software. O arquivo nesse caso vem compactado e é
recomendável ler a documentação que acompanha o
programa, quase sempre haverá dois arquivos chamados README
(Instruções específicas para instalar e usar esse
programa) e INSTALL (Instruções genéricas de
instalação).
rpmdrake no Centro de Controle do Mandrake
Guardião do sistema KDE
Em que situações deve-se iniciar uma sessão como root?
Lembre-se que root
nada mais é que uma conta de usuário empregada pelo
administrador do sistema. Deve-se levar em consideração
que é altamente conveniente possuir uma conta de usuário
comum. A razão é que o usuário root possui poder
quase absoluto sobre o sistema, então um erro poderá
custar muito caro. Necessita-se iniciar uma sessão como root, ou
possuir as atribuições do mesmo para:
1.Instalar e desinstalar programas.
2.Configurar dispositivos de hardware.
3.Criar e modificar contas de usuário.
4.Apagar o sistema em modo texto.
5.Modificar (ou em alguns casos somente ler) arquivos do sistema.
6.Ver e/ou modificar arquivos de outros usuários.
7.Executar programas especiais.
8.Em alguns
sistemas será necessário também
atribuições para montar certos sistemas de arquivos.
Existem mais funções derivadas das citadas acima, que neste momento não vem ao caso.
Como se pode
notar, desta maneira é mais fácil preservar a integridade
do sistema. Um usuário comum ao cometer erros, somente afeta os
seus próprios documentos, portanto sem perigo nenhum para o
restante do sistema. Esta também é uma das razões
porque vírus de computadores quase não trazem risco para
sistemas LINUX.
Putz!, esqueci a senha de root!
Pode-se utilizar o CD da instalação da distribuição em modo resgate ou um Live CD.
Nas versões
anteriores deste guia explicávamos o procedimento para entrar
com uma nova senha de root. Isto não será mais explicado
aqui, pelas seguintes razões:
Implicaria em afastar-se do alcance a que este guia se propõe.
Questões
de segurança, na maioria das versões mais atuais das
distribuições não é possível
ingressar diretamente como root em modo monousuário.
Os passos diferem de acordo com o programa de inicialização.
Importante: Uma boa senha deve ser complexa para outras pessoas, porém fácil de lembrar.
Como os programas Windows são executados em GNU/Linux?
Existe um programa chamado Wine
que permite executar alguns programas do Windows em GNU/Linux. Este
programa está ainda em fase de desenvolvimento, mas pode ser
usado por qualquer usuário de nível intermediário.
Caso haja uma partição Windows as
aplicações nela contidas poderão ser visualizadas
e executadas. Para abrir um programa Windows, deverá se abrir um
terminal virtual no X Window, e digitar:
wine /rota/do/programa/programa.exe
Por exemplo, supondo que se possui a partição Windows em /mnt/windows e se deseja abrir o jogo paciência:
wine /mnt/windows/windows/patience.exe
As janelas que o
Wine abre poderão ser independentes do administrador de janelas
que se está usando o que quer dizer que talvez não se
poderá efetuar alternâncias de janelas com o atalho de
teclado (Alt+Tab). Este recurso, no entanto deve ser utilizado com
cautela visto que a aplicação Wine ainda está em
fase de desenvolvimento, portanto esta deve ser usada através de
uma conta root.
Wine no KDE
É possível acessar arquivos antigos que foram armazenados nas partições Windows?
A maioria das
distribuições no momento de instalar detecta as
partições Windows ou que estejam com o seu formato de
arquivo e as colocam na árvore de diretórios. Caso se
saiba onde estão, deve-se abrir um terminal virtual e executar o
comando less /etc/fstab, o qual mostrará todas as
partições e as unidades do disco. Encontre a linha que
diz vfat ou ntfs (este último no caso de ser Windows NT, 2000,
ou XP), e alí se encontrará o diretório que
corresponde às partições Windows à direita
de /dev/hdxn; onde x representa o disco e n o número da
partição.
Identificado o
diretório, este poderá ser explorado abrindo-se o
administrador de arquivos do ambiente gráfico, que poderá
ser o Konqueror, Nautilus, etc. Caso se trate de Windows XP, o mais
provável é que somente se possa acessar estes arquivos,
porém sem modificá-los.
Como se encontra um arquivo?
Use a combinação de teclas Alt+F2 e após digite dentro do quadro de diálogo:
kfind (se for no KDE), gnome-search-tool (caso seja GNOME), após pressione a tecla Enter.Será aberta uma ferramenta similar à que o Windows possui para buscar arquivos.
O que se pode fazer caso surja algum problema ou algo não funcione?
Como estamos
falando de problemas de forma geral aqui daremos alguns conselhos
gerais para que possam ser aplicados em todo e qualquer tipo de
situação problemática:
1. É
importante não atribuir características humanas aos
computadores. Apesar de parecer o contrário, as máquinas
não podem enlouquecer. Menos ainda se pode convencer por
insistência que um programa se feche. De nada vale clicar um
milhão de vezes no botão de fechar para terminar uma
janela travada.
2. Não
subestime o seu conhecimento, se você leu este guia até
aqui e se decidiu em utilizar GNU/Linux você já adquiriu
conhecimentos elementares de computação que lhe
serão bastante úteis daqui por diante, e justamente a
instalação de um sistema GNU/Linux será uma boa
oportunidade para poder colocá-los em prática.
3. Use o sentido
comum, por exemplo, caso tenha usado um programa que está em
fase de desenvolvimento e que tenha provocado erros, utilize outra
aplicação, evidentemente o problema é do programa
e não do computador ou do sistema.
4. É de
vital importância ler. Caso não tenha ficado claro:
é imprescindível ler as mensagens que aparecem na tela.
Algo que caracteriza o GNU/Linux é que as mensagens de erro
são bastante descritivas e lógicas (apesar de muitas
vezes estarem em inglês). Tome nota das mensagens de erro que
aparecem na tela. Caso tenha a possibilidade de ir a um terminal de
texto, examine os seguintes arquivos de registro do sistema, para
acessá-los você terá que executar o comando dmesg,
less, tail, etc; aqui seguem alguns exemplos:
dmesg | grep -i error
dmesg | grep -i fail
dmesg | grep -i problem
less /var/log/boot.log
tail /var/log/messages
5. Caso você
não consiga resolver o problema por conta própria,
solicite ajuda em alguma lista de discussão ou fórum.
É uma regra de cortesia perguntar dando a maior quantidade de
detalhes possível. É muito importante lembrar que
ninguém tem a obrigação de responder sua pergunta
com rapidez. Caso deseje suporte que responda de maneira personalizada
em um determinado prazo, contrate alguém ou uma empresa para
este serviço.
Assista
a
nossa Revista Eletrônica. A cada dia um novo artigo
é publicado
Assista
os previews de nossos cursos em vídeo. A grande maioria
deles
é constituída de capítulos
completos