| ||||||||||
|
Guia Rápido para novos usuários de Sistemas GNU/Linux Versão 2.0
A utilização de
Sistemas GNU/Linux
em PCs
Desktops
Nota LegalCopyright © Sergio Belkin 02/2005, Buenos Aires, Argentina. Tradução em português Copyright © Germano Lins 11/2005, Salvador, Bahia, Brasil.
A
cópia, distribuição deste documento é permitida sob os termos GNU Free
Documentation License, Version 1.2 ou qualquer versão posterior publicada
pela Free Software Foundation; sendo que a única sessão que não poderá ser
modificada é "Introdução que vale a pena ler".
Uma cópia da licença está incluída na seção intitulada GNU "Free Documentation License". ÍndiceGuia rápido para novos usuários de Sistemas GNU/Linux Introdução que vale a pena ler O que é GNU/Linux? Quem criou o GNU/Linux? O GNU/Linux é mais seguro que o Microsoft Windows? Qual a diferença entre GNU/GNU/Linux e GNU/Linux? Qual o ambiente gráfico que mais me convém? Existem distribuições que fazem uso de softwares proprietários para executar programas tão sofisticados para Windows como os da Microsoft Office? Não seria então melhor usar eles? Possui Lixeira para recicalgem de forma a poder recuperar os arquivos apagados? Como são representados os dispositivos em um Sistema GNU/Linux? O que é uma distribuição? Quais as diferenças entre as diversas distribuições GNU/Linux? Que sites de Internet são recomendados para se aprender mais? De onde podemos baixar o GNU/Linux? O que se pode fazer com o GNU/Linux? Que programas de Desktop possui? Buscando o substituto do MS Access Que programa para editar imagens possui? Que aplicações multimídia existem? Pode-se usar o MSN no GNU/Linux? Qual o melhor programa de e-mail? Uma vez ligado o PC: O que fazer a seguir? Como se trabalha no GNU/Linux? Como de começa a usar um Sistema GNU/Linux? Onde está o "Meu Computador" e o "Meus Documentos"? Onde está a unidade D correspondente ao CD? E como acesso o drive de disquete? Como se compacta e descompacta um arquivo? Como se instala ou desintala um programa? Em que situações devemos iniciar uma sessão como root? Putz! Esqueci a senha de root! Como são executados os programas Windows no GNU/Linux? É possível acessar os arquivos que foram armazenados nas partições Windows? O que se pode fazer caso surja algum problema ou algo não funcione? GNU Free Documentation License
Introdução que vale a pena ler
O Objetivo deste manual é incentivar o uso do
Sistema GNU/Linux em PCs Desktops. Aqueles que já utilizam o Windows
lembrarão que em algum momento o Windows também foi algo desconhecido e que
hoje o GNU/Linux pode transforma-se também em algo conhecido e utilizável.
Para poder compreender este manual não é necessário possuir grande
experiência, os requisitos são bastante simples: saber utilizar o mouse, o
teclado, manipular janelas, abrir e salvar arquivos, saber utilizar
programas tipo Office e outras aplicações similares. Ou seja, é necessário
que o leitor alguma vez já tenha usado um computador com um sistema gráfico
ao estilo Microsoft Windows, e que já tenha usado um sistema DOS em algum
momento, pois isto lhe será de grande utilizade.
|
|
Nome |
Resumo |
URL |
|
The Linux Home Page at Linux Online |
Fonte central de informação
sobre Linux |
http://www.Linux.org |
|
Alternativas Livres |
São apresentadas soluções livres
alternativas que são candidatas a substituir os programas mais utilizados. |
http://alts.homeLinux.net |
|
LUGAr |
Um centro de informação da
comunidade GNU/Linux |
http://www.Linux.org.ar |
|
Bisoños Usuarios de Linux de Mallorca y Alrededores |
Site com bastante informação e
documentação técnica. |
http://www.bulman.net |
|
Grupo BioLinux |
Grupo sem fins lucrativos, que
tena apoiar o uso do software livre para a informatização de áreas de saúde. |
http://www.bioLinux.org.ar |
|
GNU Não é Unix! - O Projeto GNU e a Fundação para o Software Livre (FSF) |
Site do projeto GNU e da FSF |
http://www.gnu.org/home.es.html |
|
Asociación Civil Software Libre Argentina |
Site da associação de usuários
de software livre da Argentina |
http://www.solar.org.ar |
|
Escritorio Ya! |
Um espaço em que os usuários
podem intercambiar conhecimentos na aplicação do Linux, ou software livre e
Open Source que comumente se chama de "desktop". |
http://www.escritorioya.com.ar/ |
| LinuxISO.org - A place to learn about, download, and discuss Linux | Site para baixar
imagens ISO de distribuições de Sistemas Linux |
http://www.Linuxiso.org |
O GNU/Linux conta com excelentes programas para Desktop, sendo o principal deles o OpenOffice.org que substitui plenamente o Microsoft Office (Word, Excell, Acces, PowerPoint).
Os módulos mais utilizados são:
Writer: Substitui o Word para Windows.
Writer
Calc: Planilha eletrônica, ideal para substituir o Excel.
Calc
Impress: Aplicação para apresentações na tela ou outro meio. Substitui o PowerPoint sem deixar saudades.
Impress
Duas características notáveis são a capacidade de salvar um arquivo em formato PDF (algo relativamente simples que qualquer aplicação GNU/Linux) e de auto-completar palavras extensas enquanto se digita (esta última no processador de textos).
Existem outras suítes de Desktop para GNU/Linux que são livres. Por exemplo, KOffice, que conta com processador de textos, planilha eletrônica, programa de apresentações, etc. é uma ferramenta muito útil e possui uma compatibilidade aceitável para ler documentos simples gerados no Microsoft Office.
KWord
Um dos poucos pontos contra o OpenOffice.org é que se necessita no mínimo 128 Mb de memória RAM para que se possa utiliza-lo de forma cômoda. Para PCs com menos recursos existem alternativas muito boas, uma é a já mencionada suite KOffice, mas também podemos indicar o Abiword (processador de textos), e o Gnumeric (planilha eletrônica).
Outros pacotes que valem a pena ser mencionados são:
Planner
Em primeiro ligar devemos considerar que migrar bases de dados feitas no MS Access é uma tarefa que somente poderá ser realizada por um especialista em banco de dados e em GNU/Linux.
Segundo, é necessário fazer um esclarecimento, o Microsoft Access na realidade é composto de duas partes distintas: uma interface de usuário para criar tabelas, consultas, formulários, informes, etc. e um motor de banco de dados chamando Microsoft Jet. Caso se queira fazer bases de dados próprias diretamente a partir do GNU/Linux, atualmente poderá se escolher entre várias aplicações:
Rekalh: é um front-end (similar ao MS Access) que se conecta a um programa servidor de base de dados. A diferença importante do Rekalh com respeito ao Access é que de maneira pré-determinada não está ligada a nenhum motor de base de dados em particular. Rekalh pode ser conectado a servidores MySQl, PostgreSQL. Na realidade a maneira mais fácil de utilizar o Rekalh é instalando as correspondentes bibliotecas XBSQL que permitem o acesso a XBase. Para bases de dados pequenas XBase é uma boa alternativa já que de outra maneira se terá que possuir conhecimentos de MySQL ou PostgreSQL. Por enquanto, no que se refere a usuários finais, este é o programa mais fácil para banco de dados.
Rekall
KEXI: Kexi é um projeto
que pretende ser o substituto definitivo para o MS Access. Faz parte dos
projetos KOffice e num futuro bem próximo se espera que integre esta suíte. Se
bem que todavia é ainda um software imaturo, no entanto bastante promissor.
Knoda: Otro software que pretende substituir o Access, apesar de neste caso, ser muito mais útil. Pode-se conectar ao MySQL, PostgreSQL, e sqlite2.
Knoda
OpenOffice.org Base: Um pedido freqüente que se fazia a equipe de desenvolvimento do OpenOffice.org era um módulo ao estilo MS Access. Se bem que nas versões atuais do OpenOffice.org, existe um componente para criar bancos de dados, é ainda um pouco intuitivo para ser utilizado por um neófito. Portanto, já está seguro que na versão 2 da suite este administrador de base de dados será muito mais fácil de usar. Uma novidade de grande relevância é que este administrador possuirá um motor interno de banco de dados, isto evitará a necessidade de se conectar à servidores externos MySQL, PostgreSQL, etc. Por enquanto somente existem versões em desenvolvimento, de forma que somente os usuários avançados estão tendo conhecimento mais próximo dele.
OpenOffice.org Base
São várias as opções:
GIMP: Esta é sem dúvida alguma a ferramenta para manipulação de imagens. Possui uma alta funcionalidade, grande quantidade de filtros, e é possível manipular uma grande quantidade de formatos. É sem dúvida alguma um substituto a altura para o Photoshop da Adobe.
GIMP no GNOME
KolourPaint: Um programa simples para desenhar e pintar ao estilo MS Paint.
KolourPaint
Inkscape: Um excelente programa para realizar desenhos vetoriais como no Corel Draw.
PixiePlus: É um estupendo visualizador de imagens que se integra muito bem ao KDE.
PixiePlus
XMMS: Este programa é principlamente um reprodutor de arquivos de MP3. Possui uma interface bastante amigável e pode ter a sua aprância modificada através de "skins" ("peles", aspecto visual do programa).
XMMS en KDE
amaroK: Este é o novo reprodutor de áudio do ambiente KDE.
amarok
Noatun: Reprodutor de arquivos WAV, OggVorbis, MP3, DivX, etc.
Noatun
xine: Reprodutor de vídeo livre.
xine
mplayer: Reprodutor de filmes. Suporta uma grande quantidade de formatos inclusive os formatos proprietários do Windows (*.wmv).
mplayer
Podemos usar o MSN no GNU/Linux?
Uma resposta rápida é sim. Existem aplicações tais como o Gaim, Kopete, aMSN, etc. que permitem utilizar o protocolo de mensagens instantâneas MSN. No entanto é importante saber que a Microsoft somente possui uma série de programas autorizados. Utilizar outras aplicações pode acarretar problemas legais. Existe um protocolo livre de mensagens instantâneas sem esse tipo de problema e que pode ser bem utilizado com o Gaim ou com o Kopete chamado Jabber.

Kopete usando o protocolo Jabber (com filtros de distorções aplicados para para
proteger a privacidade) em ambiente KDE
Mozilla: Na realidade é um conjunto de programas para Internet, entre os quais se destacam, o próprio navegador e seu cliente de mensagens de correio eletrônico.
Navegador Mozilla
Mozilla Firefox: Também conhecido como Firefox. Este navegador é desenvolvido por uma comunidade de programadores da Mozilla, muitos o consideram como a melhor alternativa para o Internet Explorer. Possui mais de 120 extensões que podem ser agregadas para aumentar as funcionalidades da versão standard. E igualmente ao Mozilha se pode baixar novos temas para modificar o aspecto visual do programa.
Firefox
Konqueror: Além de ser um administrador de arquivos, serve para navegar na Web. Portanto pode-se passar facilmente de um diretório local para uma página web. Muito útil para ser usado no ambiente KDE.
Konqueror
Esclarecimento: Devido ao fato do Internet Explorer ser o navegador de fato durante vários anos, os desenvolvedores de páginas web, possuem o mau costume de fazer páginas que somente podem ser bem visualizadas no navegador da Microsoft. Isto significa que muitos sites se distanciaram dos standards propostos pelo World Wide Web Consortium. A idéia original da Internet é que qualquer página possa ser visualizada corretamente independente do software que se esteja usando. Isto significa que quando uma página web não abre corretamente em um determinado navegador não quer dizer que seja uma deficiência do navegador. Caso um site não esteja sendo visualizado corretamente em um navegador diferente do Internet Explorar, deve-se notificar o WebMaster para que este venha a solucionar o problema. Em especial se tratando de uma empresa de serviços a qual se está pagando.
Não obstante há que se dizer que o número de sites que não são bem visualizados com o Mozilla ou Firefox é relativamente baixo e a cada dia diminui mais.
Os programas para correio eletrônico recomendados são os seguintes:
Kontact: Na realidade é uma suíte que inclui vários módulos de administração pessoal (ao estilo Microsoft Outlook): O módulo correspondente ao correio eletrônico (KMail) apesar de uma aparência básica, é um dos melhores. Além das funções básicas, possui um catálogo de endereços, filtros de correio, marcador de mensagens, utilização de servidores que necessitam autenticação de correio, suporte para "identidades" GPG.
Kontact
Evolution: Muito similar ao Kontact, no entanto desenvolvido para ser usado no GNOME. Possui uma grande desvantagem: requer mais de 128 Mb de RAM para que as janelas do programa se abram com uma velocidade razoável.
Evolution
Mozilla Thunderbird: É um cliente de correio eletrônico similar ao Microsoft Outlook Express. Possui um potente sistema de filtros anti-spam.
Mozilla Thunderbird
Caso somente possua GNU/Linux, espere que o processo de inicialização termine, caso também possua o Windows no PC, preste atenção ao programa de inicialização do computador, pois ele lhe informará da possibilidade de selecionar por qual sistema operacional a máquina deverá ser iniciada.
Caso tenha decidido conservar o Windows haverá uma opção correspondente para ele. Seguramente existirá uma opção para o Windows e outra para o GNU/Linux (poderá haver mais opções, que agora não vem ao caso). Pode-se escolher utilizando-se as setas acima/abaixo e teclar Enter. A opção que se encontrar em primeiro na lista apresentada á a opção de inicialização padrão.
Dependendo da distribuição GNU/Linux que você esteja utilizando, será possível empregar diferentes combinações de teclas para deter a contagem regressiva ou passar para um menu de texto.
Existem programas gerenciadores de boot que são muito utilizados: GRUB e LILO. Muitas distribuições na atualidade preferem o GRUB.
LILO
Um sistema GNU/Linux possui duas maneiras de se trabalhar: o modo texto e o modo gráfico.
Os terminais e/ou consoles representam o modo texto de GNU/Linux. Quando se está no modo gráfico podemos acessar as telas negras de texto puro denominadas terminais virtuais. Para passar para um terminal se usa o atalho de teclado Ctrl+Alt+Fn, onde n é o número do terminal virtual. Geralmente são até seis terminais. Para passar entre terminais se utiliza a combinação de teclas Alt+Fn.
Para passar de um terminal para o ambiente gráfico emprega-se o atalho Alt+F7. Em cada um dos terminais pode-se iniciar uma sessão para diferentes usuários, ingressando seu nome de usuário e logo após sua senha. Apesar do usuário Windows temer o modo texto não razão para isso, o GNU/Linux em seu modo textual possui uma linha de comandos muito mais poderosa e amigável que o velho MS DOS. Se bem que não é imprescindível ser um expert no uso do modo texto, conhecer algumas coisas básicas poderá resultar de grande ajuda. Além disso, existem tarefas que são mais rápidas e fáceis de se fazer através de um terminal. Se recomenda testar o mc (Midnight Commander), o qual é um clone do antigo programa Norton Commander, que é um administrador de arquivos de grande utilidade. O modo gráfico permite trabalhar com janelas de maneira similar ao MS Windows. Mesmo a partir do ambiente gráfico é possível abrir terminais virtuais, pode-se encontrar nos diferentes menus que se encontram em cada ambiente gráfico. Alguns exemplos de programas de consoles são: rxvt, konsole, Eterm, xterm, etc. O interessante é que são terminais fechados em janelas.
Em GNU/Linux é obrigatório ingressar o nome do usuário (login) e a senha (password).
O processo de início de uma sessão por parte de um usuário no sistema se chama login.
São dois os tipos de Login:
1.Modo texto: Se introduz o nome de usuário e após a senha
(password).
Aqui é apresentada uma uma interface de texto puro. Para passar ao modo gráfico,
deve-se ingressar o comando startx.
Importante:
Para GNU/Linux "A" não é o mesmo que "a", ou seja, é feita uma diferença entre
maiúsculas e minúsculas.
2.Modo gráfico (que pode apresentar três variantes)
i.XDM: É para entrar no ambiente gráfico. Aqui se ingressa também o nome de usuário e a senha. É provável que o teclado numérico esteja desativado. Caso o usuário ou a senha possuam números, deve-se utilizar as teclas que estão no teclado alfanumérico. O XDM geralmente tem sido substituído pelo KDM ou pelo GDM.
ii.KDM: Aqui se procede de maneira similar à anterior. O teclado numérico está disponível. Caso possua um menu de onde se pode escolher o ambiente de desktop ou o administrador de janelas. (O Mandrake usa uma variante do KDM).
iii.GDM: É similar ao anterior, com somente a diferença que se ingressa o nome de usuário e a senha em dois passos distintos.
GDM no Ubuntu GNU/Linux
Mas além do que já foi explicado, algumas distribuições GNU/Linux permitem de uma maneira bastante simples que os usuários não utilizem senhas.
Ao usar um ambiente gráfico geralmente não será necessário saber onde os programas estão localizados. Simplesmente bastará clicar algumas vezes nos menus do ambiente gráfico escolhido.
Somente no caso em que se queira saber com maior profundidade, é conveniente saber que os programas estão nos seguintes diretórios:
/usr/bin
/usr/X11R6/bin
/usr/local/bin
/usr/games
/home/usuario/bin
Além destes, existem outros diretórios com programas, que são executados automaticamente pelo sistema ou então para ser usados pelo administrador. Estas pastas são:
/bin
/sbin
/usr/sbin
/usr/local/sbin
O menu K no KDE
A pasta Meu Computador que se utiliza no Windows e em algumas distribuições e ambientes gráficos GNU/Linux é um tipo de pasta especial que permite acessar rapidamente pastas e/ou ferramentas do sistema que são frequentemente usadas.
Os sistemas GNU/Linux utilizam uma estrutura de pastas (diretórios) diferente do MS Windows. Cada diretório está relacionado com arquivos específicos o que permite manter um sistema organizado e a possibilidade de administrar melhor o sistema. Dentro do diretório home se encontra uma pasta para cada usuário do sistema, que por sua vez possui seus documentos e arquivos de configuração.
Todos os diretórios estão no diretório raiz que simplesmente se simboliza com uma barra "/". Desta maneira, quando se faz alusão a um local de um arquivo, por exemplo:
/home/sergio/Documents/planificacion.sxw
Significa que o arquivo planificacion.sxw está dentro do diretório Documents, o qual está dentro da pasta sergio que está dentro da pasta home, e esta última dentro do diretório raiz.
Caso queira saber mais sobre a hierarquia do sistema de arquivos no GNU/Linux leia este artigo: http://es.wikipedia.org/wiki/FHS.
Árvore de diretórios no Konqueror
Tradicionalmente nos sistemas GNU/Linux os discos e partições são montados. Montar um sistema de arquivos significa basicamente unir um sistema de arquivos à árvore de diretórios. Isto se relaciona com a abstração que se tenta conseguir no GNU/Linux, já que tudo é manipulado como se fossem arquivos, tudo pode ser montado e desmontado (ou seja retirar ou adicionar na árvore de diretórios). Ou seja, existe algo que se monta e um ponto de montagem. O ponto de montagem é sempre um diretório. Os ambientes gráficos GNOME e KDE no desktop possuem ícones referentes à unidade de CD e à unidade de disquetes que ao serem clicados montam automaticamente o dispositivo. Simplesmente deve-se apenas ter o cuidado de trocar o disquete antes de retirar da unidade, visto que desmontando e após poderá ser inserido um novo disquete.
Caso queira montar um CD a partir de um terminal de texto, isto será muito simples de fazer:
mount /dev/cdrom /mnt/cdrom
ou então
mount /dev/cdrom /cdrom
de acordo com a distribuição em uso.
De acordo com o primeiro exemplo os arquivos de um CD estarão em /mnt/cdrom
Atenção: os CD de áudio NÃO precisam ser montados.
Para um disquete poderão existir as seguintes possibilidades, de acordo com a distribuição ou houver mais de uma unidade de dissquetes:
mount /dev/fd0 /mnt/floppy
ou
mount /dev/fd0 /floppy
ou então
mount /dev/fd1 /mnt/floppy
ou ainda
mount /dev/fd1 /floppy
Para desmontar um CD:
umount /mnt/cdrom
ou
umount /cdrom
Para desmontar um disquete, existe duas possibilidades:
umount /mnt/floppy
ou então
umount /floppy
Hoje já existem distribuições tais como SUSE GNU/Linux e MandrakeLinux que permitem o acesso transparente à unidades que se podem extrair, isto é, as tarefas de montar e desmontar são feitas automaticamente pelo sistema. Para obter mais informações sobre isso veja submount e supermount.
Ícone da unidade de CD no KDE
Caso deseje desligar a máquina poderão se apresentar dois cenários:
1. Modo gráfico:
Neste caso dependendo do ambiente gráfico, haverá alguma opção em alguns dos menus, barras ou painéis para terminar a sessão gráfica. Algumas das distribuições mais atuais possuem opções do tipo "Terminar sessão atual", "Reiniciar o computador", "Desligar o computador". Caso se escolha a última opção se iniciará o fechamento do sistema.
Caso apreça somente a possibilidade de sair da sessão, aparecerá após a saída o login gráfico com alguma destas três possibilidades:
i. XDM: Não se pode sair diretamente a partir deste ponto. Deve-se ir a algum terminal e usar o atalho de teclado Alt+Fn, onde n é o número do terminal virtual. Geralmente o número de terminais virtuais é seis. Então para ir ao primeiro terminal use Alt+F1.
ii.KDM: Neste caso se possui geralmente um quadro de opções muito parecido ao que existe no Windows.
iii.GDM: O caso é praticamente igual ao anterior.
Lembre-se que sempre deve-se esperar as mensagens citadas mais abaixo para poder desligar o sistema (de qualquer maneira as últimas versões GNU/Linux possuem a característica de desligar por software, assim que lo mais provável e que seja necessário utilizar o botão Power).
2.Modo texto
Para poder sair do sistema em modo texto (quando se vê uma tela que lembra o MS DOS, sem janelas) será necessário possuir as atribuições de administrador do sistema. Para obter as atribuições do administrador na linha de comando deve-se ingressar com o comando su. Após se pedirá a senha do administrador do sistema.
Uma vez feito isto teremos permissão para sair, então entra-se com o comando halt.
O sistema iniciará o processo de fechamento do sistema, onde aparecerão as seguintes mensagens:
*Power Down.
*System Halted.
*Runlevel 0 has reached.
Encerramento do sistema no KDE
Será quase impossível que você tenha que utilizar isso no GNU/Linux, mas se pode consultar a pergunta que se refere a desligamento do sistema, a única diferença é que deverá ser escolhida a opção "Reiniciar..." e caso esteja em um terminal de texto, o comando a ser empregado é reboot.
Se existe alguma coisa que caracteriza o GNU/Linux com certeza é a grande quantidade de documentação que ele possui. São quatro lugares para consultar:
1. Tanto o GNOME como o KDE, assim como o XFce possuem ajuda no mesmo ambiente gráfico que servirá para apresentar muitas respostas para suas dúvidas.
2. Documentação dos Sistemas GNU/Linux: Esta documentação geralmente se encontra em alguns destes diretórios (dependerá da versão instalada):
Nesses diretórios se encontra uma grande quantidade de informação geralmente técnica para aqueles que desejam aprender mais a fundo o sistema (será necessário logicamente um tempo para entendê-la). É importante esclarecer que estes documentos são na sua grande maioria técnicos, e provavelmente o usuário de desktop não terá necessidade de lê-la.
3. Cada programa possui geralmente seu próprio sistema de Ajuda, habitualmente no menu "Help" ou "Ajuda" dos mesmos.
4. Caso esteja trabalhando com modo texto, operando sobre um terminal e queira saber como se usa um determinado comando, digite: "man nome_do_comando". Por exemplo: mam ls.
5. Várias distribuições trazem documentação adicional através de manuais em formato digital.
6. O software livre tem avançado muito ultimamente graças a uma comunidade de usuários ativa. Uma fonte importante de ajuda será subscrever-se em fóruns ou listas de discussão, desta maneira se terá a possibilidade de ajudar e ser ajudado. Também se pode colaborar e pedir colaboração em um grupo de usuários localizados em determinada localidade geográfica.
7. Devemos recordar que grande parte da documentação foi realizada por voluntários. É possível que existam algumas lacunas em vários documentos. Caso queira realmente se aprofundar nos aspectos técnicos (e não somente no uso das aplicações), você terá que investir algum tempo em ler a documentação, listas de discussão, e exercitar o que for tomando conhecimento. Caso queira ganhar tempo será interessante contratar um expert para assessorá-lo.
8. Caso o que você necessita seja uma assistência mais personalizada, mais profissional para projetos de grande envergadura, o recomendável é que se contrate profissionais experientes em serviços relacionados com software livre. O software livre baseia-se no equilíbrio entre experts e usuários ativos. Ao estar adquirindo um serviço como este você também estará permitindo a difusão e a promoção do software livre.
Menu de contexto no Konqueror
As tarefas de
descompactação e compactação de arquivos se vêem facilitadas enormemente
nestes últimos tempos. No KDE, por exemplo, a partir do Konqueror bastará
clicar-direito sobre um arquivo compactado e selecionar as opções do menu que
permitem explorá-lo como uma pasta normal. Assim mesmo, no Konqueror pode-se
selecionar um o mais arquivos e após compactá-los em diferentes formatos: .gz,
.bz2, ou .zip; .tar.bz2, .tar.gz, ou .zip.
Caso o ambiente empregado seja o GNOME o administrador Nautilus possui capacidades similares às do Konqueror.
No caso de que se queira utilizar uma aplicação específica ao estilo WinZip, pode-se usar o programa Ark (de preferência no KDE) ou File-Rolher (para GNOME).
A maneira em que os programas são instalados e desinstalados, em geral difere bastante de como se faz no Windows. É diferente, mas não é mais difícil. Para instalar um programa é necessário saber os seguintes conceitos:
rpmdrake no Centro de Controle do Mandrake
Lembre-se que root nada mais é que uma conta de usuário empregada pelo administrador do sistema. Deve-se levar em consideração que é altamente conveniente possuir uma conta de usuário comum. A razão é que o usuário root possui poder quase absoluto sobre o sistema, então um erro poderá custar muito caro. Necessita-se iniciar uma sessão como root, ou possuir as atribuições do mesmo para:
1.Instalar e desinstalar programas.
2.Configurar dispositivos de hardware.
3.Criar e modificar contas de usuário.
4.Apagar o sistema em modo texto.
5.Modificar (ou em alguns casos somente ler) arquivos do sistema.
6.Ver e/ou modificar arquivos de outros usuários.
7.Executar programas especiais.
8.Em alguns sistemas será necessário também atribuições para montar certos sistemas de arquivos.
Existem mais funções derivadas das citadas acima, que neste momento não vem ao caso.
Como se pode notar, desta maneira é mais fácil preservar a integridade do sistema. Um usuário comum ao cometer erros, somente afeta os seus próprios documentos, portanto sem perigo nenhum para o restante do sistema. Esta também é uma das razões porque vírus de computadores quase não trazem risco para sistemas LINUX.
Pode-se utilizar o CD da instalação da distribuição em modo resgate ou um Live CD.
Nas versões anteriores deste guia explicávamos o procedimento para entrar com uma nova senha de root. Isto não será mais explicado aqui, pelas seguintes razões:
Importante: Uma boa senha deve ser complexa para outras pessoas, porém fácil de lembrar.
Existe um programa chamado Wine que permite executar alguns programas do Windows em GNU/Linux. Este programa está ainda em fase de desenvolvimento, mas pode ser usado por qualquer usuário de nível intermediário. Caso haja uma partição Windows as aplicações nela contidas poderão ser visualizadas e executadas. Para abrir um programa Windows, deverá se abrir um terminal virtual no X Window, e digitar:
wine /rota/do/programa/programa.exe
Por exemplo, supondo que se possui a partição Windows em /mnt/windows e se deseja abrir o jogo paciência:
wine /mnt/windows/windows/patience.exe
As janelas que o Wine abre poderão ser independentes do administrador de janelas que se está usando o que quer dizer que talvez não se poderá efetuar alternâncias de janelas com o atalho de teclado (Alt+Tab). Este recurso, no entanto deve ser utilizado com cautela visto que a aplicação Wine ainda está em fase de desenvolvimento, portanto esta deve ser usada através de uma conta root.
Wine no KDE
A ma