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Guia Rápido para novos usuários de Sistemas GNU/Linux Versão 2.0

     
  A utilização de Sistemas GNU/Linux em PCs Desktops
 
Nota Legal

Copyright © Sergio Belkin 02/2005, Buenos Aires, Argentina.

Tradução em português Copyright © Germano Lins 11/2005, Salvador, Bahia, Brasil.

A cópia, distribuição deste documento é permitida sob os termos GNU Free Documentation License, Version 1.2 ou qualquer versão posterior publicada pela Free Software Foundation; sendo que a única sessão que não poderá ser modificada é  "Introdução que vale a pena ler".


Índice

Guia rápido para novos usuários de Sistemas GNU/Linux
Nota Legal
Introdução que vale a pena ler
Perguntas
O que é GNU/Linux? Quem criou o GNU/Linux?
O que é o Sistema X Window?
O GNU/Linux é mais seguro que o Microsoft Windows?
Qual a diferença entre GNU/GNU/Linux e GNU/Linux?
O GNU/Linux é gratuito?
Qual o ambiente gráfico que mais me convém?
Existem distribuições que fazem uso de softwares proprietários para executar programas
tão sofisticados para Windows como os da Microsoft Office? Não seria então melhor usar eles?
Possui Lixeira para recicalgem de forma a poder recuperar os arquivos apagados?
Como são representados os dispositivos em um Sistema GNU/Linux?
O que é uma distribuição? Quais as diferenças entre as diversas distribuições GNU/Linux?

Que sites de Internet são recomendados para se aprender mais? De onde podemos baixar o GNU/Linux?
O que se pode fazer com o GNU/Linux?
Que programas de Desktop possui?
Buscando o substituto do MS Access
Que programa para editar imagens possui?
Que aplicações multimídia existem?
Pode-se usar o MSN no GNU/Linux?
Que navegador convém usar?
Qual o melhor programa de e-mail?
Como se faz...?
Uma vez ligado o PC: O que fazer a seguir?
Como se trabalha no GNU/Linux?
Como se começa a usar um Sistema GNU/Linux?
Onde estão os programas?
Onde está o "Meu Computador" e o "Meus Documentos"?
Onde está a unidade D correspondente ao CD? E como acesso o drive de disquete?
Como se desliga a máquina?
Como se reinicia a máquina?
Onde está a "Ajuda"?
Como se compacta e descompacta um arquivo?
Como se instala ou desintala um programa?
Em que situações devemos iniciar uma sessão como root?
Putz! Esqueci a senha de root!
Como são executados os programas Windows no GNU/Linux?
É possível acessar os arquivos que foram armazenados nas partições Windows?
Como se encontra um arquivo?
O que se pode fazer caso surja algum problema ou algo não funcione?
GNU Free Documentation License
 

Introdução que vale a pena ler

O Objetivo deste manual é incentivar o uso do Sistema GNU/Linux em PCs Desktops. Aqueles que já utilizam o Windows lembrarão que em algum momento o Windows também foi algo desconhecido e que hoje o GNU/Linux pode transforma-se também em algo conhecido e utilizável. Para poder compreender este manual não é necessário possuir grande experiência, os requisitos são bastante simples: saber utilizar o mouse, o teclado, manipular janelas, abrir e salvar arquivos, saber utilizar programas tipo Office e outras aplicações similares. Ou seja, é necessário que o leitor alguma vez já tenha usado um computador com um sistema gráfico ao estilo Microsoft Windows, e que já tenha usado um sistema DOS em algum momento, pois isto lhe será de grande utilizade.
Este manual pretende mostrar que se pode possuir instalado um GNU/Linux sem seu PC Desktop e tirar todo o proveito. Este guia é meramente para orientação, sem nenhum dado técnico.


O manual consiste em uma espécie de FAQ (lista de perguntas que são ou deveriam ser as mais freqüentes), e na opinião do autor vem a preencher um espaço existente na documentação do software livre. Esta documentação é livre, poderá ser reproduzida para tanto para fins comerciais como para fins pessoais, bastando para isso que os direitos da licença sejam respeitados.


Na atualidade, existe a crença que o GNU/Linux é uma tela branca com letras brancas. Muitos imaginam que utilizar Linux é apenas para iluminados. Já outros supõem que usar GNU/Linux e/ou software livre os deixarão isolados, que a sua vinculação com o mundo depende da utilização de um único sistema operacional. E outros crêem que o uso de um desktop gráfico com uma barra de tarefas e janelas é algo exclusivo e original do Microsoft Windows. O GNU/Linux é constitui hoje uma excelente opção para ser distribuído como Sistema Operacional pré-instalado, informe-se sobre o novo programa do governo brasileiro chamado PC Conectado. Desta maneira, pode-se baixar o custo do produto para poder assim centrar-se na oferta de serviços . Além disso, o vendedor de hardware pode solucionar o seu problema de estar vendendo cópias piratas de sistemas operacionais pagos tais como, Microsoft Windows e Microsoft Office.


Aqueles que se consideram meramente usuários, poderão ter uma conquista importantíssima, pois além de utilizar software livre, poderão promover a venda de GNU/Linux pré-instalado, transmitir a sua inquietude aos comerciantes do ramo a que se convertam em distribuidores de software livre pré-instalado, e assim, lutar para que todos tenham liberdade de escolher o seu software.É importante considerar que o software é parte integral das tarefas comuns na vida cotidiana. Daí a importância de que estes softwares sejam livres.


Os leitores das versões anteriores notarão que se modificou muita coisa. algumas partes foram somente reescritas e repensadas, de maneira que foram agregadas perguntas e poucas respostas foram modificadas. Dividimos este guia em três seções com a finalidade de ajudar o usuário a encontrar rapidamente as respostas aos seus questionamentos. A primeira seção trata das perguntas gerais sobre o GNU/Linux, a segunda se refere aos programas mais importantes que existem para Sistemas GNU/Linux, e a última, aborda pura e simplesmente o tema das tarefas mais comuns do sistema.

Outra novidade importante é a inclusão do link para Wikipedia, que servirá para ampliar e clarear muitas palavras desconhecidas para aqueles que não trabalham em ambiente de informática.

Desenvolver este guia leva muito tempo de maneira que serão aceitos de bom grado todos as contribuições para este projeto. O desejo do autor é que todos os leitores possam vir a desfrutar com a leitura deste documento.

Para perguntas, comentários e/ou sugestões envie uma mensagem para :
 
comercial@musicaudio.net

 

Perguntas

Não deixe de ler a introdução e a explicação da licença sob qual este artigo está publicado
GNU/Linux, do que se trata? O que se pode fazer com o GNU/Linux? Como fazer...?
 

O que é GNU/Linux? Quem criou o GNU/Linux?

GNU/Linux é um Sistema Operacional cujo núcleo foi criado em 1991 pelo finlandês Linus Torvalds. No entanto antes e depois, muitos programadores ao redor de todo o mundo contribuíram  no desenvolvimento de outros componentes. Alguns destes programadores são:





Linus Torvalds (Fonte Wikipedia)

O que é o Sistema X Window?

É um conjunto de programas que proporcionam interfaces gráficas baseadas em janelas para um Sistema Operacional. Nos Sistemas GNU/Linux se utiliza uma implementação livre do X. Uma crença popular, porém errada, é que foi a Microsft quem inventou o ambiente gráfico (janelas) para sistemas operacionais.  Para elucidar este caso, aqui vão alguns dados históricos de relevência:

  • 1973: A empresa Xerox desenvolve o Alto o primeiro computador pessoal com interface gráfica.
  • 1983: Surge o Macintosh, que usava janelas.
  • 1984: Sai a primeira versão do Sistema X Window.
  • 1985: Sai a primeira versão do Microsoft Windows. Também aparece a primeira versão do Sistema X sob uma licença livre.
  • 1995: A Microsoft lança o Windows 95.
  • 1996: É fundado o KDE, um dos principais ambientes gráficos de desktop para os Sistemas GNU/Linux.
  • 1998: Surge o Windows 98.
  • 2001: A Microsoft lança o Windows XP. É liberada a versão 1.4 do GNOME.
  • 2004: O KDE atinge a versão 3.3.x.

Esperamos que esta breve cronologia tenha esclarecido esta questão de forma a elucidar todo o tipo de confusão a respeito se a Microsoft criou ou não o ambiente gráfico para sistemas operacionais.

 

O GNU/Linux é mais seguro que o Microsoft Windows?

A resposta que os experts em segurança de informática é um latente "SIM". Existem diversas razões para argumentar e sustentar esta afirmação em favor da maior segurança proporcionada no GNU/Linux. O fato de que os Sistemas GNU/Linux utilizam em sua grande maioria software de código aberto traz consigo duas conseqüências vantajosas.
 
É muito pouco provável que alguém se atreva a introduzir algum código malicioso, já que este ficaria exposto facilmente.
Milhares de experts ao redor do mundo podem solucionar uma vulnerabilidade e não somente os que são empregados por uma única empresa.
 
Além disso o GNU/Linux é em geral muito menos suscetível a ser infectado por vírus. No GNU/Linux frequentemente se trabalha com contas de usuário que possuem menos privilégios que um administrados de sistema. Isto evita em certa medida que os problemas se propaguem para todos os usuários de um computador e/ou de uma rede de computadores.
 
Agora, a segurança em informática possui duas facetas: a segurança estática (que tem a ver com a características próprias do software) e a segurança dinâmica  (como os seres humanos se relacionam com os softwares). De pouco servirá possuir um sistema seguro se os usuários não têm cuidado e responsabilidade no manejo de seus arquivos, senhas, dispositivos e etc.  É importante, realizar atualizações periódicas do software utilizado. Mas afirmamos: O mais relevante é possuir em mente que a segurança de um sistema em última instância é uma questão de pessoas, não somente do software que é utilizado.
 

Qual a diferença entre o Linux e o GNU/Linux?

Nas versões anteriores deste guia, tentávamos explicar a diferença entre Linux e GNU/Linux. A partir desta versão decidimos abandonar esta discussão. Todos os interessados podem ler o que está exposto em:

http://es.wikipedia.org/wiki/Controversia_por_la_denominación_GNU/Linux e decidir por si próprios.

O GNU/Linux é grátis

É importante lembrar que o software se transfere através de uma determinada licença. Isto quer dizer que o preço de um programa é uma questão muito importante, e não é o único fator que se deve levar em consideração. O núcleo de um sistema GNU/Linux pertence a categoria denominada software livre e a licença de utilização é a GNU GPL e permite:

  • O Exame e a modificação do código fonte.
  • A distribuição livremente (copiá-lo, vendê-lo, revendê-lo), etc. A única imposição que tem a licença GNU GPL é que o código fonte deve estar disponível e que todos os programas derivados devem ser também GPL.

É importante lembrar então que o software livre e software gratuito (freeware) não são necessariamente a mesma coisa.

Uma grande quantidade de software que se inclui em um Sistema GNU/Linux está licenciado segundo os termos da licença GNU GPL. Não obstante, outros componentes se bem que livres, são distribuídos sob os termos de outras licenças. Um sistema GNU/Linux pode então incluir software que não é livre (muitas vezes freeware), um bom exemplo disso é o plugin flash da Macromedia.

Existem sistemas GNU/Linux que permitem a livre distribuição e outros não, isso dependerá do software que se inclua no sistema. Para mais informação leia a resposta que se refere à distribuições.

Qual ambiente gráfico melhor me atende?

Devemos lembrar que no GNU/Linux podemos escolher dentre vários ambiente gráficos, o principais são:

KDE: É um ambiente gráfico com aspecto similar ao do Windows com muitas funcionalidades incorporadas. Ideal para PCs que possuam no mínimo 128 Mb de memória RAM. Eis aqui algumas características do KDE:

  • Painel no qual podemos adicionar numerosos applets (pequenos programas).
  • Aspecto e comportamento altamente configurável.
  • Explorador de arquivos muito potente o chamado Konqueror. Centro de Controle similar ao Painel de Controle do Windows.

 
KDE

GNOME: É a principal alternativa existente para o KDE para aqueles que estão acostumados com a interface gráfica do Windows. Seguramente o GNOME é uma boa opção para quem prefere um ambiente mais limpo, simples, menos barroco que o KDE, apesar de à primeira vista nos parecer uma interface menos familiar para os usuários do Windows.

 

GNOME no Ubuntu GNU/Linux sem ícones no desktop


XFce:
Este é um ambiente para desktop, bem mais simples que o que KDE e que o GNOME, mas é uma excelente opção para PCs que não possuem a memória suficiente para utilizar KDE ou GNOME.

XFce no Ubuntu GNU/Linux

FluxBox: Um ambiente de janelas (não possui um desktop ao estilo dos que foram descritos anteriormente) austero, porém elegante. Utiliza estritamente o necessário. É necessário um certo tempo para adaptação, principalmente para aqueles que estão vindo do Windows. De qualquer forma, caso o usuário já tenha trabalhado com DOS ou Windows 3.1 recentemente e caso possua um PC com pouca RAM com certeza esta é a melhor opção.

IceWM: É um ambiente de janelas com uma barra de tarefas e um menu que lembram o Windows. Consume muito poucos recursos, a ausência de um desktop com ícones faz com que ele não seja tão popular como o KDE ou o GNOME.


IceWM no Knoppix

Existem distribuições que fazem uso de software privativo para executar programas tão sofisticados como o Microsoft Office do Windows. Não seria melhor então utilizar o próprio?

Esta é uma importante decisão a tomar. Uma possível pergunta para fazer é: Constitui o uso dessa distribuição um passo para o software livre ou é uma mera troca de um software privativo por um outro que não o é? Para responder esta questão devemos considerar estes três pontos:

Em primeiro lugar, as licenças mais caras não fazem parte do sistema operacional e sim dos pacotes para desktop, assim caso se queira possuir um sistema legal somente seriam necessárias as licenças do sistema operacional, mas no entanto deveriam ser pagos em troca as onerosas licenças das suítes de desktop privativas.

Em segundo lugar, hoje se encontram alternativas livres para a maioria dos programas que são utilizados no Windows. Muita gente já sabe que utilizando o OpenOffice.org se pode compartilhar documentos de texto, planilhas de cálculo e apresentações com usuários do MS Office sem maiores inconvenientes. Em terceiro lugar, se sugere que em cada caso leia-se as licenças dos programas e assim decida-se não somente sobre a base das capacidades técnicas, e sim também sobre as liberdades que se terá ao usar um determinado programa.O Wine é uma ferramenta muito inteligente, mas deve ser usada somente com uma solução temporária para aplicações das que se está absolutamente seguro de que sua contraparte livre não existe. E por definitivo, caso se queira atuar como um usuário ativo e não como um mero consumidor se sugere utilizar distribuições que se esforcem e aderir à liberdade de uso, acesso e desenvolvimento de software. Possui lixeira para reciclagem de forma a recuperar os arquivos que foram apagados?Sim, XFce, GNOME e KDE possuem suas próprias lixeiras. O que ainda não fazem é restaurar automaticamente os arquivos ao local de onde foram apagados. Isto deverá ser feito manualmente.Caso se elimine um arquivo sem o fazer passar pela lixeira, então este arquivo deve ser considerado como realmente apagado, quase impossível de ser recuperado, por tanto deve-se atuar com bastante cuidado com relação à deleção de arquivos.


Konqueror mostrando a lixeira do KDE

Como são representados os dispositivos em um Sistema GNU/Linux?
Devemos considerar que em um Sistema GNU/Linux tudo, absolutamente tudo está representado por um arquivo, mesmo os dispositivos de hardware, o que torna a necessidade de uma mayor abstração. A seguir apresentamos os mais importantes:

1.Convenções para Discos:

i.IDE primário  master: /dev/hda
ii.IDE primário escravo /dev/hdb
iii.IDE secundário  master: /dev/hdc
iv.IDE secundário escravo /dev/hdd
v.Primeiro Disco SCSI /dev/sda
vi.Segundo Disco SCSI /dev/sdb
vii.CD-ROM SCSI /dev/scd0
viii.CD-ROM SCSI /dev/scd1
ix.Primeira e Segunda unidade de disquete: dev/fd0 e /dev/fd1
x.Partições primárias ou estendidas se nomeiam /dev/hda1 à /dev/hda4 quando estão presentes.
xi.Partições lógicas se nomeiam /dev/hda5, /dev/hda6, de acordo com a ordem de aparição na tabela de partições lógicas.
 
2.Portas Seriais

i.COM1 a COM4 /dev/ttyS0 /dev/ttyS3
ii.Séries adicionais até /dev/ttyS63
 

3.Portas Paralelas

i.LPT1 a LPT3 /dev/lp0 a /lp2

 

4.Porta PS/2 /dev/psaux


Para obter mais informação consulte:
 http://structio.sourceforge.net/guias/AA_Linux_colegio/dispositivos-y-Linux.html


Centro de Informação do KDE


O que é uma distribuição? Que diferenças existem entre as diferentes distribuições do GNU/Linux?
Uma distribuição não é outra coisa senão o núcleo GNU/Linux com um conjunto de programas selecionados, com ferramentas específicas de configuração, empacotamento, documentação, etc. Algumas são comerciais, enquanto que outras são totalmente gratuitas ou de muito baixo custo. Existem milhares de distribuições ao redor do mundo, mas somente algumas são usadas amplamente. A seguir faremos referência aos principais aspectos das distribuições mais importantes que possuem foco para Desktop, o que aparecer entre colchetes [ ] é o ambiente gráfico do Desktop que a distribuição utiliza.

Nota: É recomendável utilizar versões recentes de um Sistema GNU/Linux. O software livre avança a velocidade equiparável a da luz, e em especial o software de Desktop tem tido progressos de maneira bastante notável.

Mandrake [KDE]: Esta é a melhor opção para principiantes, é um dos sistemas que mais se esforça para chegar ao usuário iniciante. É muito fácil de instalar. Possui um centro de controle muito amigável que permite configurar o sistema e agregar ou retirar programas de maneira muito simples. Cabe mencionar que requer microprocessadores tipo Pentium ou superior. A edição Download é livre.

 
Centro de Controle do MandrakeGNU/Linux

SUSE GNU/Linux [KDE]: Distribuição que se caracteriza por contar com grande quantidade de software e documentação. É bastante amigável e possui ferramentas de configuração gerais que são chamadas YaST e YaST2. Deve-se levar em consideração que não segue o modelo da RedHat e alguns comandos e locais de arquivos são um pouco diferentes de outros sistemas GNU/Linux..

Fedora [GNOME]: Fedora é de certa forma a versão livre da distribuição RedHat. A RedHat foi uma das primeiras distribuições de GNU/Linux que consiguiram um tipo de instalação mais simples nos primeiros anos do GNU/Linux. A empresa RedHat é uma das maiores dentro do mercado do software livre. Muitas distribuições se baseiam na RedHat ou na Fedora. A Fedora é de livre distribuição.

Nota: As distribuições mencionadas acima utilizam principalmente o formato .rpm para pacotes de programas.

Knoppix [KDE]: Esta distribuição (baseada no Debian) desenvolvida por um alemão chamado Klaus Knopper vem causando uma grande sensação nos últimos anos. A causa? A Knoppix nos dá a possibilidade de usar GNU/Linux sem a necessidade de instalá-lo no HD (Live CD). Inicia diretamente a partir do CD e conta com uma grande quantidade de aplicações. Além disso, existem na atualidade muitas distribuições derivadas da Knoppix que atendem diferentes necessidades. Para utilizá-la é necessário possuir um computador com no mínimo 128 Mb de memória. Os CDs Knoppix podem ser distribuídos livremente.

 
Knoppix
 
 
MEPIS [KDE]: É uma distribuição também baseada no Debian. Igualmente ao Knoppix funciona como Live CD, mas foi desenvolvida para ser instalada no HD. Procura atender especialmente usuários inexperientes. A desvantagem que possui é que conta com componentes privativos. Os CDs do MEPIS podem ser copiados ilimitadamente para propósitos não comerciais.

 
Mepis
 
 
Ubuntu Linux [GNOME]: Outra distribuição baseada no Debian. Possui instalação em modo texto apesar de ser bastante automatizada. É uma boa opção para iniciar. A Ubuntu pode ser distribuída livremente.

 
Que sites da Internet são recomendados para se aprender mais? De onde podemos baixar o GNU/Linux?

Nome
 
Resumo URL
 
The Linux Home Page at Linux Online
 
Fonte central de informação sobre Linux
 
http://www.Linux.org
 
Alternativas Livres
 
São apresentadas soluções livres alternativas que são candidatas a substituir os programas mais utilizados.
 
http://alts.homeLinux.net
 
LUGAr
 
Um centro de informação da comunidade GNU/Linux
 
http://www.Linux.org.ar
 
Bisoños Usuarios de Linux de Mallorca y Alrededores
 
Site com bastante informação e documentação técnica.
 
http://www.bulman.net
 
Grupo BioLinux
 
Grupo sem fins lucrativos, que tena apoiar o uso do software livre para a informatização de áreas de saúde.
 
http://www.bioLinux.org.ar
 
GNU Não é Unix! - O Projeto GNU e a Fundação para o Software Livre (FSF)
 
Site do projeto GNU e da FSF
 
http://www.gnu.org/home.es.html
 
Asociación Civil Software Libre Argentina
 
Site da associação de usuários de software livre da Argentina
 
http://www.solar.org.ar
 
Escritorio Ya!
 
Um espaço em que os usuários podem intercambiar conhecimentos na aplicação do Linux, ou software livre e Open Source que comumente se chama de "desktop".
 
http://www.escritorioya.com.ar/
LinuxISO.org - A place to learn about, download, and discuss Linux Site para baixar imagens ISO de distribuições de Sistemas Linux
 
http://www.Linuxiso.org
 

O Que se pode fazer com GNU/Linux?

Que programas de Desktop possui?

O GNU/Linux conta com excelentes programas para Desktop, sendo o principal deles o OpenOffice.org que substitui plenamente o Microsoft Office (Word, Excell, Acces, PowerPoint).

Os módulos mais utilizados são:

Writer: Substitui o Word para Windows.

 
Writer

Calc: Planilha eletrônica, ideal para substituir o Excel.

 
Calc
 
Impress: Aplicação para apresentações na tela ou outro meio. Substitui o PowerPoint sem deixar saudades.


 Impress

Duas características notáveis são a capacidade de salvar um arquivo em formato PDF (algo relativamente simples que qualquer aplicação GNU/Linux) e de auto-completar palavras extensas enquanto se digita (esta última no processador de textos).

Existem outras suítes de Desktop para GNU/Linux que são livres. Por exemplo, KOffice, que conta com processador de textos, planilha eletrônica, programa de apresentações, etc. é uma ferramenta muito útil e possui uma compatibilidade aceitável para ler documentos simples gerados no Microsoft Office.

 
KWord

Um dos poucos pontos contra o OpenOffice.org é que se necessita no mínimo 128 Mb de memória RAM para que se possa utiliza-lo de forma cômoda. Para PCs com menos recursos existem alternativas muito boas, uma é a já mencionada suite KOffice, mas também podemos indicar o Abiword (processador de textos), e o Gnumeric (planilha eletrônica).

 
Outros pacotes que valem a pena ser mencionados são:

KOrganizer (um organizador para utilizar tanto em casa como no trabalho que na atulaidade está integrado à suíte de informação Kontact), Planner (um gerenciador de projetos), Dia (software para realizar diagramas de fluxo), entre outros.
 
 
Planner
 

Buscando um substituto para o MS Access

Em primeiro ligar devemos considerar que migrar bases de dados feitas no MS Access é uma tarefa que somente poderá ser realizada por um especialista em banco de dados e em GNU/Linux.

Segundo, é necessário fazer um esclarecimento, o Microsoft Access na realidade é composto de duas partes distintas: uma interface de usuário para criar tabelas, consultas, formulários, informes, etc. e um motor de banco de dados chamando Microsoft Jet. Caso se queira fazer bases de dados próprias diretamente a partir do GNU/Linux, atualmente poderá se escolher entre várias aplicações:

Rekalh: é um front-end (similar ao MS Access) que se conecta a um programa servidor de base de dados. A diferença importante do Rekalh com respeito ao Access é que de maneira pré-determinada não está ligada a nenhum motor de base de dados em particular. Rekalh pode ser conectado a servidores MySQl, PostgreSQL. Na realidade a maneira mais fácil de utilizar o Rekalh é instalando as correspondentes bibliotecas XBSQL que permitem o acesso a XBase. Para bases de dados pequenas XBase é uma boa alternativa já que de outra maneira se terá que possuir conhecimentos de MySQL ou PostgreSQL. Por enquanto, no que se refere a usuários finais, este é o programa mais fácil para banco de dados.


 Rekall
 
KEXI: Kexi é um projeto que pretende ser o substituto definitivo para o MS Access. Faz parte dos projetos KOffice e num futuro bem próximo se espera que integre esta suíte. Se bem que todavia é ainda um software imaturo, no entanto bastante promissor.
 

 
Knoda: Outro software que pretende substituir o Access, apesar de neste caso, ser muito mais útil. Pode-se conectar ao MySQL, PostgreSQL, e sqlite2.

 
Knoda
 
 
OpenOffice.org Base: Um pedido freqüente que se fazia a equipe de desenvolvimento do OpenOffice.org era um módulo ao estilo MS Access. Se bem que nas versões atuais do OpenOffice.org, existe um componente para criar bancos de dados, é ainda um pouco intuitivo para ser utilizado por um neófito. Portanto, já está seguro que na versão 2 da suite este administrador de base de dados será muito mais fácil de usar. Uma novidade de grande relevância é que este administrador possuirá um motor interno de banco de dados, isto evitará a necessidade de se conectar à servidores externos MySQL, PostgreSQL, etc. Por enquanto somente existem versões em desenvolvimento, de forma que somente os usuários avançados estão tendo conhecimento mais próximo dele.

 
OpenOffice.org Base
 

Quais são os programas para editar imagens?

São várias as opções:

GIMP: Esta é sem dúvida alguma a ferramenta para manipulação de imagens. Possui uma alta funcionalidade, grande quantidade de filtros, e é possível manipular uma grande quantidade de formatos. É sem dúvida alguma um substituto a altura para o Photoshop da Adobe.

 
GIMP no GNOME
  
KolourPaint: Um programa simples para desenhar e pintar ao estilo MS Paint.
 
 
KolourPaint
 
Inkscape: Um excelente programa para realizar desenhos vetoriais como no Corel Draw.
 

 
PixiePlus: É um estupendo visualizador de imagens que se integra muito bem ao KDE.


 PixiePlus
 
 
Que aplicações multimídia existem?

XMMS: Este programa é principlamente um reprodutor de arquivos de MP3. Possui uma interface bastante amigável e pode ter a sua aprância modificada através de "skins" ("peles", aspecto visual do programa).

 
XMMS en KDE
  
amaroK: Este é o novo reprodutor de áudio do ambiente KDE.

amarok
 
Noatun: Reprodutor de arquivos WAV, OggVorbis, MP3, DivX, etc.

 
Noatun

xine: Reprodutor de vídeo livre.

 
xine

mplayer: Reprodutor de filmes. Suporta uma grande quantidade de formatos inclusive os formatos proprietários do Windows (*.wmv).

 
mplayer

Podemos usar o MSN no GNU/Linux?

Uma resposta rápida é sim. Existem aplicações tais como o Gaim, Kopete, aMSN, etc. que permitem utilizar o protocolo de mensagens instantâneas MSN. No entanto é importante saber que a Microsoft somente possui uma série de programas autorizados. Utilizar outras aplicações pode acarretar problemas legais. Existe um protocolo livre de mensagens instantâneas sem esse tipo de problema e que pode ser bem utilizado com o Gaim ou com o Kopete chamado Jabber.

 
Kopete usando o protocolo Jabber (com filtros de distorções aplicados para para proteger a privacidade) em ambiente KDE
 

Qual navegador convém utilizar?

São várias as possibilidades, as principais são:
 
Mozilla: Na realidade é um conjunto de programas para Internet, entre os quais se destacam, o próprio navegador e seu cliente de mensagens de correio eletrônico.

 
Navegador Mozilla
 
Mozilla Firefox: Também conhecido como Firefox. Este navegador é desenvolvido por uma comunidade de programadores da Mozilla, muitos o consideram como a melhor alternativa para o Internet Explorer. Possui mais de 120 extensões que podem ser agregadas para aumentar as funcionalidades da versão standard. E igualmente ao Mozilha se pode baixar novos temas para modificar o aspecto visual do programa.
 

 Firefox
 
Konqueror: Além de ser um administrador de arquivos, serve para navegar na Web. Portanto pode-se passar facilmente de um diretório local para uma página web. Muito útil para ser usado no ambiente KDE.


 Konqueror

Esclarecimento: Devido ao fato do Internet Explorer ser o navegador de fato durante vários anos, os desenvolvedores de páginas web, possuem o mau costume de fazer páginas que somente podem ser bem visualizadas no navegador da Microsoft. Isto significa que muitos sites se distanciaram dos standards propostos pelo World Wide Web Consortium. A idéia original da Internet é que qualquer página possa ser visualizada corretamente independente do software que se esteja usando. Isto significa que quando uma página web não abre corretamente em um determinado navegador não quer dizer que seja uma deficiência do navegador. Caso um site não esteja sendo visualizado corretamente em um navegador diferente do Internet Explorar, deve-se notificar o WebMaster para que este venha a solucionar o problema. Em especial se tratando de uma empresa de serviços a qual se está pagando.

Não obstante há que se dizer que o número de sites que não são bem visualizados com o Mozilla ou Firefox é relativamente baixo e a cada dia diminui mais.

 
Qual programa de correio eletrônico é o melhor?

Os programas para correio eletrônico recomendados são os seguintes:

Kontact: Na realidade é uma suíte que inclui vários módulos de administração pessoal (ao estilo Microsoft Outlook): O módulo correspondente ao correio eletrônico (KMail) apesar de uma aparência básica, é um dos melhores. Além das funções básicas, possui um catálogo de endereços, filtros de correio, marcador de mensagens, utilização de servidores que necessitam autenticação de correio, suporte para "identidades" GPG.

 
Kontact

Evolution: Muito similar ao Kontact,  no entanto desenvolvido para ser usado no GNOME. Possui uma grande desvantagem: requer mais de 128 Mb de RAM para que as janelas do programa se abram com uma velocidade razoável.

 
Evolution
 

Mozilla Thunderbird: É um cliente de correio eletrônico similar ao Microsoft Outlook Express. Possui um potente sistema de filtros anti-spam.


 Mozilla Thunderbird
 
Como fazer ...?

Uma vez ligado o PC : O que fazer após?

Caso somente possua GNU/Linux, espere que o processo de inicialização termine, caso também possua o Windows no PC, preste atenção ao programa de inicialização do computador, pois ele lhe informará da possibilidade de selecionar por qual sistema operacional a máquina deverá ser iniciada.

Caso tenha decidido conservar o Windows haverá uma opção correspondente para ele. Seguramente existirá uma opção para o Windows e outra para o GNU/Linux (poderá haver mais opções, que agora não vem ao caso). Pode-se escolher utilizando-se as setas acima/abaixo e teclar Enter. A opção que se encontrar em primeiro na lista apresentada á a opção de inicialização padrão.

Dependendo da distribuição GNU/Linux que você esteja utilizando, será possível empregar diferentes combinações de teclas para deter a contagem regressiva ou passar para um menu de texto.

Existem programas gerenciadores de boot que são muito utilizados: GRUB e LILO. Muitas distribuições na atualidade preferem o GRUB.

 
LILO
 
 
Como se trabalha no GNU/Linux?

Um sistema GNU/Linux possui duas maneiras de se trabalhar: o modo texto e o modo gráfico.

Os terminais e/ou consoles representam o modo texto de GNU/Linux. Quando se está no modo gráfico podemos acessar as telas negras de texto puro denominadas terminais virtuais. Para passar para um terminal se usa o atalho de teclado Ctrl+Alt+Fn, onde n é o número do terminal virtual. Geralmente são até seis terminais. Para passar entre terminais se utiliza a combinação de teclas Alt+Fn.

Para passar de um terminal para o ambiente gráfico emprega-se o atalho Alt+F7. Em cada um dos terminais pode-se iniciar uma sessão para diferentes usuários, ingressando seu nome de usuário e logo após sua senha. Apesar do usuário Windows temer o modo texto não razão para isso, o GNU/Linux em seu modo textual possui uma linha de comandos muito mais poderosa e amigável que o velho MS DOS. Se bem que não é imprescindível ser um expert no uso do modo texto, conhecer algumas coisas básicas poderá resultar de grande ajuda. Além disso, existem tarefas que são mais rápidas e fáceis de se fazer através de um terminal. Se recomenda testar o mc (Midnight Commander), o qual é um clone do antigo programa Norton Commander, que é um administrador de arquivos de grande utilidade. O modo gráfico permite trabalhar com janelas de maneira similar ao MS Windows. Mesmo a partir do ambiente gráfico é possível abrir terminais virtuais, pode-se encontrar nos diferentes menus que se encontram em cada ambiente gráfico. Alguns exemplos de programas de consoles são: rxvt, konsole, Eterm, xterm, etc. O interessante é que são terminais fechados em janelas.

 


Como se começa a utilizar um Sistema GNU/Linux?

Em GNU/Linux é obrigatório ingressar o nome do usuário (login) e a senha (password).

O processo de início de uma sessão por parte de um usuário no sistema se chama login.

São dois os tipos de Login:

1.Modo texto: Se introduz o nome de usuário e após a senha (password).
Aqui é apresentada uma uma interface de texto puro. Para passar ao modo gráfico, deve-se ingressar o comando startx.
Importante: Para GNU/Linux "A" não é o mesmo que "a", ou seja, é feita uma diferença entre maiúsculas e minúsculas.

2.Modo gráfico (que pode apresentar três variantes)

i.XDM: É para entrar no ambiente gráfico. Aqui se ingressa também o nome de usuário e a senha. É provável que o teclado numérico esteja desativado. Caso o usuário ou a senha possuam números, deve-se utilizar as teclas que estão no teclado alfanumérico. O XDM geralmente tem sido substituído pelo KDM ou pelo GDM.

ii.KDM: Aqui se procede de maneira similar à anterior. O teclado numérico está disponível. Caso possua um menu de onde se pode escolher o ambiente de desktop ou o administrador de janelas. (O Mandrake usa uma variante do KDM).

iii.GDM: É similar ao anterior, com somente a diferença que se ingressa o nome de usuário e a senha em dois passos distintos.

 
GDM no Ubuntu GNU/Linux
 
 
Mas além do que já foi explicado, algumas distribuições GNU/Linux permitem de uma maneira bastante simples que os usuários não utilizem senhas.

 

Onde estão os programas?

Ao usar um ambiente gráfico geralmente não será necessário saber onde os programas estão localizados. Simplesmente bastará clicar algumas vezes nos menus do ambiente gráfico escolhido.

Somente no caso em que se queira saber com maior profundidade, é conveniente saber que os programas estão nos seguintes diretórios:

/usr/bin

/usr/X11R6/bin

/usr/local/bin

/usr/games

/home/usuario/bin

Além destes, existem outros diretórios com programas, que são executados automaticamente pelo sistema ou então para ser usados pelo administrador. Estas pastas são:

/bin

/sbin

/usr/sbin

/usr/local/sbin
 

 O menu K no KDE
 
 
Onde está o ícone Meu Computador e os Meus Documentos?

A pasta Meu Computador que se utiliza no Windows e em algumas distribuições e ambientes gráficos GNU/Linux é um tipo de pasta especial que permite acessar rapidamente pastas e/ou ferramentas do sistema que são frequentemente usadas.

Os sistemas GNU/Linux utilizam uma estrutura de pastas (diretórios) diferente do MS Windows. Cada diretório está relacionado com arquivos específicos o que permite manter um sistema organizado e a possibilidade de administrar melhor o sistema. Dentro do diretório home se encontra uma pasta para cada usuário do sistema, que por sua vez possui seus documentos e arquivos de configuração.

Todos os diretórios estão no diretório raiz que simplesmente se simboliza com uma barra "/". Desta maneira, quando se faz alusão a um local de um arquivo, por exemplo:

/home/sergio/Documents/planificacion.sxw

Significa que o arquivo planificacion.sxw está dentro do diretório Documents, o qual está dentro da pasta sergio que está dentro da pasta home, e esta última dentro do diretório raiz.

Caso queira saber mais sobre a hierarquia do sistema de arquivos no GNU/Linux leia este artigo: http://es.wikipedia.org/wiki/FHS



Árvore de diretórios no Konqueror

Onde está a unidade D correspondente ao CD? E como acesso o drive de disquetes?

Tradicionalmente nos sistemas GNU/Linux os discos e partições são montados. Montar um sistema de arquivos significa basicamente unir um sistema de arquivos à árvore de diretórios. Isto se relaciona com a abstração que se tenta conseguir no GNU/Linux, já que tudo é manipulado como se fossem arquivos, tudo pode ser montado e desmontado (ou seja retirar ou adicionar na árvore de diretórios). Ou seja, existe algo que se monta e um ponto de montagem. O ponto de montagem é sempre um diretório. Os ambientes gráficos GNOME e KDE no desktop possuem ícones referentes à unidade de CD e à unidade de disquetes que ao serem clicados montam automaticamente o dispositivo. Simplesmente deve-se apenas ter o cuidado de trocar o disquete antes de retirar da unidade, visto que desmontando e após poderá ser inserido um novo disquete.

Caso queira montar um CD a partir de um terminal de texto, isto será muito simples de fazer:

mount /dev/cdrom /mnt/cdrom

ou então

mount /dev/cdrom /cdrom

de acordo com a distribuição em uso.

De acordo com o primeiro exemplo os arquivos de um CD estarão em /mnt/cdrom

Atenção: os CD de áudio NÃO precisam ser  montados.

Para um disquete poderão existir as seguintes possibilidades, de acordo com a distribuição ou houver mais de uma unidade de dissquetes:

mount /dev/fd0 /mnt/floppy

ou

mount /dev/fd0 /floppy

ou então

mount /dev/fd1 /mnt/floppy

ou ainda

mount /dev/fd1 /floppy

Para desmontar um CD:

umount /mnt/cdrom

ou

umount /cdrom

Para desmontar um disquete, existe duas possibilidades:

umount /mnt/floppy

ou então

umount /floppy

Hoje já existem distribuições tais como SUSE GNU/Linux e MandrakeLinux que permitem o acesso transparente à unidades que se podem extrair, isto é, as tarefas de montar e desmontar são feitas automaticamente pelo sistema. Para obter mais informações sobre isso veja submount e supermount.

 
Ícone da unidade de CD no KDE
 
Como se desliga a máquina?

Caso deseje desligar a máquina poderão se apresentar dois cenários:

1. Modo gráfico:

Neste caso dependendo do ambiente gráfico, haverá alguma opção em alguns dos menus, barras ou painéis para terminar a sessão gráfica. Algumas das distribuições mais atuais possuem opções do tipo "Terminar sessão atual", "Reiniciar o computador", "Desligar o computador". Caso se escolha a última opção se iniciará o fechamento do sistema.

Caso apreça somente a possibilidade de sair da sessão, aparecerá após a saída o login gráfico com alguma destas três possibilidades:

i. XDM: Não se pode sair diretamente a partir deste ponto. Deve-se ir a algum terminal e usar o atalho de teclado Alt+Fn, onde n é o número do terminal virtual. Geralmente o número de terminais virtuais é seis. Então para ir ao primeiro terminal use Alt+F1.

ii.KDM: Neste caso se possui geralmente um quadro de opções muito parecido ao que existe no Windows.

iii.GDM: O caso é praticamente igual ao anterior.

Lembre-se que sempre deve-se esperar as mensagens citadas mais abaixo para poder desligar o sistema (de qualquer maneira as últimas versões GNU/Linux possuem a característica de desligar por software, assim que lo mais provável e que seja necessário utilizar o botão Power).

2.Modo texto

Para poder sair do sistema em modo texto (quando se vê uma tela que lembra o MS DOS, sem janelas) será necessário possuir as atribuições de administrador do sistema. Para obter as atribuições do administrador na linha de comando deve-se ingressar com o comando su. Após se pedirá a senha do administrador do sistema.

Uma vez feito isto teremos permissão para sair, então entra-se com o comando halt.

O sistema iniciará o processo de fechamento do sistema, onde aparecerão as seguintes mensagens:

*Power Down.

*System Halted.

*Runlevel 0 has reached.


Encerramento do sistema no KDE


Como se reinicia a máquina?

Será quase impossível que você tenha que utilizar isso no GNU/Linux, mas se pode consultar a pergunta que se refere a desligamento do sistema, a única diferença é que deverá ser escolhida a opção "Reiniciar..." e caso esteja em um terminal de texto, o comando a ser empregado é reboot.

 
Onde está o Help?

Se existe alguma coisa que caracteriza o GNU/Linux com certeza é a grande quantidade de documentação que ele possui. São quatro lugares para consultar:

1. Tanto o GNOME como o KDE, assim como o XFce possuem ajuda no mesmo ambiente gráfico que servirá para apresentar muitas respostas para suas dúvidas.

2. Documentação dos Sistemas GNU/Linux: Esta documentação geralmente se encontra em alguns destes diretórios (dependerá da versão instalada):

/usr/share/doc/HOWTO/HTML/es/
/usr/share/doc/HOWTO/HTML/es/mini/
/usr/share/doc/HOWTO/HTML/en/
/usr/share/doc/HOWTO/HTML/en/mini/
Nesses diretórios se encontra uma grande quantidade de informação geralmente técnica para aqueles que desejam aprender mais a fundo o sistema (será necessário logicamente um tempo para entendê-la). É importante esclarecer que estes documentos são na sua grande maioria técnicos, e provavelmente o usuário de desktop não terá necessidade de lê-la.

3. Cada programa possui geralmente seu próprio sistema de Ajuda, habitualmente no menu "Help" ou "Ajuda" dos mesmos.

4. Caso esteja trabalhando com modo texto, operando sobre um terminal e queira saber como se usa um determinado comando, digite: "man nome_do_comando". Por exemplo: mam ls.

5. Várias distribuições trazem documentação adicional através de manuais em formato digital.

6. O software livre tem avançado muito ultimamente graças a uma comunidade de usuários ativa. Uma fonte importante de ajuda será subscrever-se em fóruns ou listas de discussão, desta maneira se terá a possibilidade de ajudar e ser ajudado. Também se pode colaborar e pedir colaboração em um grupo de usuários localizados em determinada localidade geográfica.

7. Devemos recordar que grande parte da documentação foi realizada por voluntários. É possível que existam algumas lacunas em vários documentos. Caso queira realmente se aprofundar nos aspectos técnicos (e não somente no uso das aplicações), você terá que investir algum tempo em ler a documentação, listas de discussão, e exercitar o que for tomando conhecimento. Caso queira ganhar tempo será interessante contratar um expert para assessorá-lo.

8. Caso o que você necessita seja uma assistência mais personalizada, mais profissional para projetos de grande envergadura, o recomendável é que se contrate profissionais experientes em serviços relacionados com software livre. O software livre baseia-se no equilíbrio entre experts e usuários ativos. Ao estar adquirindo um serviço como este você também estará permitindo a difusão e a promoção do software livre.

 
 O centro de Ajuda do KDE


Como se faz para compactar ou descompactar um arquivo?

 
 Menu de contexto no Konqueror

As tarefas de descompactação e compactação de arquivos se vêem facilitadas enormemente nestes últimos tempos. No KDE, por exemplo, a partir do Konqueror bastará clicar-direito sobre um arquivo compactado e selecionar as opções do menu que permitem explorá-lo como uma pasta normal. Assim mesmo, no Konqueror pode-se selecionar um o mais arquivos e após compactá-los em diferentes formatos: .gz, .bz2, ou .zip; .tar.bz2,  .tar.gz, ou .zip.
 
Caso o ambiente empregado seja o GNOME o administrador Nautilus possui capacidades similares às do Konqueror.

No caso de que se queira utilizar uma aplicação específica ao estilo WinZip, pode-se usar o programa Ark (de preferência no KDE) ou File-Rolher (para GNOME).

 
Como se instala ou desinstala um programa?

A maneira em que os programas são instalados e desinstalados, em geral difere bastante de como se faz no Windows. É diferente, mas não é mais difícil. Para instalar um programa é necessário saber os seguintes conceitos:

  1. Obviamente, o mais natural e recomendável é que seja um programa para GNU/Linux, e não para Windows.
  2. É conveniente (pra não dizer obirgatório) instalar um programa sempre e quando se cumpram as dependências. E o que são as dependências? São arquivos que devem estar no sistema para que se possa utilizar corretamente o programa.
  3. Existem três formatos principais de arquivos de instalação: .deb, .rpm, e .tar.gz (sim, também podem estar como como .tar.bz2, no entanto representam o mesmo tipo). A maioria das distribuições utilizam .rpm.
  4. Em geral, deve-se instalar programas que tenham sido feitos especificamente para a distribuição que se está utilizando.
  5. O mais mais fácil é começar utilizando os próprios utilitários para instalar programas que a distribuição preferida possui. A maioria das distribuições modernas já possuem ferramentas bastante potentes para instalar e desinstalar um programa de maneira bem simples.
  6. Existem certos programas que talvez não se enquadrem nas três categorias citadas acima, por exemplo, caso se efetue um download do OpenOffice.org diretamente de seu site, neste caso existe um arquivo chamado setup para instalar. Então a maneira de instalar é mais parecida com a que é utilizada no Windows.
  7. Em poucas ocasiões se terá que compilar o software. O arquivo nesse caso vem compactado e é recomendável ler a documentação que acompanha o programa, quase sempre haverá dois arquivos chamados README (Instruções específicas para instalar e usar esse programa) e INSTALL (Instruções genéricas de instalação).
 

 rpmdrake no Centro de Controle do Mandrake

   
Guardião do sistema KDE


Em que situações deve-se iniciar uma sessão como root?

Lembre-se que root nada mais é que uma conta de usuário empregada pelo administrador do sistema. Deve-se levar em consideração que é altamente conveniente possuir uma conta de usuário comum. A razão é que o usuário root possui poder quase absoluto sobre o sistema, então um erro poderá custar muito caro. Necessita-se iniciar uma sessão como root, ou possuir as atribuições do mesmo para:

1.Instalar e desinstalar programas.

2.Configurar dispositivos de hardware.

3.Criar e modificar contas de usuário.

4.Apagar o sistema em modo texto.

5.Modificar (ou em alguns casos somente ler) arquivos do sistema.

6.Ver e/ou modificar arquivos de outros usuários.

7.Executar programas especiais.

8.Em alguns sistemas será necessário também atribuições para montar certos sistemas de arquivos.

Existem mais funções derivadas das citadas acima, que neste momento não vem ao caso.

Como se pode notar, desta maneira é mais fácil preservar a integridade do sistema. Um usuário comum ao cometer erros, somente afeta os seus próprios documentos, portanto sem perigo nenhum para o restante do sistema. Esta também é uma das razões porque vírus de computadores quase não trazem risco para sistemas LINUX.
 

Putz!, esqueci a senha de root!

Pode-se utilizar o CD da instalação da distribuição em modo resgate ou um Live CD.

Nas versões anteriores deste guia explicávamos o procedimento para entrar com uma nova senha de root. Isto não será mais explicado aqui, pelas seguintes razões:

  1. Implicaria em afastar-se do alcance a que este guia se propõe.
  2. Questões de segurança, na maioria das versões mais atuais das distribuições não é possível ingressar diretamente como root em modo monousuário.
  3. Os passos diferem de acordo com o programa de inicialização.

Importante:
Uma boa senha deve ser complexa para outras pessoas, porém fácil de lembrar.



Como os programas Windows são executados em GNU/Linux?

Existe um programa chamado Wine que permite executar alguns programas do Windows em GNU/Linux. Este programa está ainda em fase de desenvolvimento, mas pode ser usado por qualquer usuário de nível intermediário. Caso haja uma partição Windows as aplicações nela contidas poderão ser visualizadas e executadas. Para abrir um programa Windows, deverá se abrir um terminal virtual no X Window, e digitar:

wine /rota/do/programa/programa.exe

Por exemplo, supondo que se possui a partição Windows em /mnt/windows e se deseja abrir o jogo paciência:

wine /mnt/windows/windows/patience.exe

As janelas que o Wine abre poderão ser independentes do administrador de janelas que se está usando o que quer dizer que talvez não se poderá efetuar alternâncias de janelas com o atalho de teclado (Alt+Tab). Este recurso, no entanto deve ser utilizado com cautela visto que a aplicação Wine ainda está em fase de desenvolvimento, portanto esta deve ser usada através de uma conta root.

 
Wine no KDE
 

É possível acessar arquivos antigos que foram armazenados nas partições Windows?

A maioria das distribuições no momento de instalar detecta as partições Windows ou que estejam com o seu formato de arquivo e as colocam na árvore de diretórios. Caso se saiba onde estão, deve-se abrir um terminal virtual e executar o comando less /etc/fstab, o qual mostrará todas as partições e as unidades do disco. Encontre a linha que diz vfat ou ntfs (este último no caso de ser Windows NT, 2000, ou XP), e alí se encontrará o diretório que corresponde às partições Windows à direita de /dev/hdxn; onde x representa o disco e n o número da partição.

Identificado o diretório, este poderá ser explorado abrindo-se o administrador de arquivos do ambiente gráfico, que poderá ser o Konqueror, Nautilus, etc. Caso se trate de Windows XP, o mais provável é que somente se possa acessar estes arquivos, porém sem modificá-los.

 
 

Como se encontra um arquivo?

Use a combinação de teclas Alt+F2 e após digite dentro do quadro de diálogo:

kfind (se for no KDE), gnome-search-tool (caso seja GNOME), após pressione a tecla Enter.Será aberta uma ferramenta similar à que o Windows possui para buscar arquivos.
 
 

O que se pode fazer caso surja algum problema ou algo não funcione?

Como estamos falando de problemas de forma geral aqui daremos alguns conselhos gerais para que possam ser aplicados em todo e qualquer tipo de situação problemática:

1. É importante não atribuir características humanas aos computadores. Apesar de parecer o contrário, as máquinas não podem enlouquecer. Menos ainda se pode convencer por insistência que um programa se feche. De nada vale clicar um milhão de vezes no botão de fechar para terminar uma janela travada.

2. Não subestime o seu conhecimento, se você leu este guia até aqui e se decidiu em utilizar GNU/Linux você já adquiriu conhecimentos elementares de computação que lhe serão bastante úteis daqui por diante, e justamente a instalação de um sistema GNU/Linux será uma boa oportunidade para poder colocá-los em prática.

3. Use o sentido comum, por exemplo, caso tenha usado um programa que está em fase de desenvolvimento e que tenha provocado erros, utilize outra aplicação, evidentemente o problema é do programa e não do computador ou do sistema.

4. É de vital importância ler. Caso não tenha ficado claro: é imprescindível ler as mensagens que aparecem na tela. Algo que caracteriza o GNU/Linux é que as mensagens de erro são bastante descritivas e lógicas (apesar de muitas vezes estarem em inglês). Tome nota das mensagens de erro que aparecem na tela. Caso tenha a possibilidade de ir a um terminal de texto, examine os seguintes arquivos de registro do sistema, para acessá-los você terá que executar o comando dmesg, less,  tail, etc; aqui seguem alguns exemplos:


dmesg | grep -i error

dmesg | grep -i fail

dmesg | grep -i problem

less /var/log/boot.log

tail /var/log/messages

5. Caso você não consiga resolver o problema por conta própria, solicite ajuda em alguma lista de discussão ou fórum. É uma regra de cortesia perguntar dando a maior quantidade de detalhes possível. É muito importante lembrar que ninguém tem a obrigação de responder sua pergunta com rapidez. Caso deseje suporte que responda de maneira personalizada em um determinado prazo, contrate alguém ou uma empresa para este serviço.

 

 

 

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