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Linux - EFEITOS!!!



Os plugins de áudio se tornaram componentes essenciais em qualquer estúdio moderno de som e os usuários do Linux podem, agora, desfrutar tanto de seus excelentes plugins nativos LADSPA quanto d imenso acervo de plugins VST/VSTi antes disponíveis só para usuários do Windows. Ou seja, os músicos que utilizam Linux têm à sua disposição, numa só tacada, muito mais plugins que todos os outros.

Os plugins VST tornaram-se componentes muito bem-vindos em estúdios profissionais de gravação e produção de som, sejam baseados em Windows ou Mac. Alguns plugins de altíssima qualidade e preço são, hoje, pedras fundamentais na produção sonora profissional. Além deles, muitos plugins ainda de alta qualidade mas de baixo preço ou mesmo gratuitos permitem que estúdios menores e músicos em seu estúdio caseiro possam produzir peças de um nível impressionante - às vezes até rivalizando com o dos caríssimos grandes estúdios.

A API dos plugins VSTi estendem implementação VST por permitir que o plugin seja um instrumento, ou seja , um sintetizador, sampler ou seqüenciador e não apenas um modificador de som. Da mesma forma como na API do VST, os plugins VSTi tornaram-se componentes padrão em programas de música e tratamento sonoro nas plataformas Windows e Mac.





Como mostrado na figura acima, um instrumento VSTi típico é um sintetizador por software, "tocável" via protocolo MIDI, com um controle paramétrico em tempo real, manual ou via MIDI e, possivelmente, com saídas multicanais.

Qualquer software moderno de produção de áudio para Windows ou Mac está preparado para receber plugins VST e VSTi. O número de aplicativos que aderem ao padrão é simplesmente grande demais para que possamos enumerá-los aqui - O Google é mais eficiente nisso. Entretanto, os últimos itens a serem incluídos nessa lista são de nosso especial interesse: finalmente os plugins VST/VSTi podem ser usados nos aplicativos de som e música no Linux.

A possibilidade de usar plugins VST e VSTi no pingüim foi desenvolvida primeiramente por Kjetil Matheussen. O esforço inicial resultou no promissor vstserver, o marco inicial de uma arquitetura cliente/servidor para execução de plugins VST. O servidor é baseado na capacidade da onipresente biblioteca Wine, cujo objetivo é recriar a API do Windows dentro do Linux. Foram criados também dois clientes para uso com o vstserver. O primeiro foi um "objeto" para o Pure Data, o conhecido Pd, um ambiente para sintetização e composição musical. O segundo foi um plugin para o LADSPA (Linux Audio Developers Simple Plugin), uma espécie de "VST livre" para o Linux. O plugin VST do LADSPA age como um programa hospedeiro para os plugins VST de verdade e pode ser usado em conjunto com os plugins LADSPA nativos.

Recentemente, foi desenvolvido um terceiro plugin, que permite o uso de instrumentos VST, os chamados VSTi. É claro, poderíamos usar plugins de instrumentos nativos no padrão DSSI, mas ter milhares de instrumentos VSTi à disposição é altamente desejável. Portanto, graças ao vstserver, é possível rodar efeitos e instrumentos VST no Linux.

Para instalar o ambiente vstserver em seu sistema, siga os passos abaixo:

  • Baixe, compile e instale o pacote do Wine modificado por Kjetil, disponível em All Things LADSPA.
  • Baixe, compile e instale os pacotes vst-server, k_vst~, ladspavst e vsti mais atuais que encontrar, eles também estão disponíveis no site acima.
  • Ajuste a variável de ambiente VST_PATH exatamente como descrito na documentação do vstserver - só assim o servidor saberá onde encontrar os plugins VST.
  • Inicie o servidor a partir do diretório onde estão os códigos fonte.
  • Execute um dos clientes. O PD é necessário para o k_vst~. Para o plugin VSTLADSPA, é necessário um aplicativo hospedeiro LADSPA. Uma boa pedida é o velho editor de áudio Snd, modificado por Kjetil como prova de conceito. O cliente VSti é um aplicativo completo - não precisa de um hospedeiro - do qual falaremos mais adiante.

Cada pacote inclui instruções bastante detalhadas sobre a compilação e a instalação do software. Por sinal, quem quiser usar o sistema de Kjetil deve baixar e compilar a versão modificada do Wine disponível no site do vstserver. O servidor é muito sensível à versão do Wine instalada. Outras versões que não a de Kjetil podem não funcionar ou causar instabilidades no servidor.

Nota: conforme indicado na documentação do vstserver, a segunda etapa (compilação) requer o pacote de desenvolvimento da Steinberg, o VST SDK (System Development Kit). Apenas dois arquivos são necessários para compilar o servidor. Embora o SDK seja gratuito, não é de livre distribuição e deve ser baixado em separado, diretamente da Steinberg. Além disso, se o caminho até os plugins VST estiver configurado corretamente, mas o servidor vstserver se recusa a encontrá-los, tente fazer um link simbólico para o servidor e o objeto vstservant.so no mesmo diretório determinado pela variável de ambiente VST_PATH.

Servidor e cliente
O vstserver foi projetado para "escutar" requisições de um aplicativo cliente. Como já foi mencionado anteriormente, foram criados dois clientes para o vstserver.

  • um objeto para o ambiente de síntese e composição Pure Data, também conhecido como PD;
  • um plugin LADSPA que age como hospedeiro para plugins VST.

Ambos os clientes merecem explicações mais aprofundadas, que serão colocadas aqui.

PD e o objeto k_vst~

Inicie o servidor com o comando vst-server em um terminal. Você verá uma breve mensagem indicando que o servidor está pronto para receber dados dos clientes. Caso você possua o maravilhoso PD instalado em seu sistema, inicie-o como o comando a seguir, que adiciona o objeto k_vst~ a suas funções internas:
# pd -lib k_vst~

Estamos considerando que o comando foi emitido em seu diretório pessoal, ou seja, dentro de /home. Caso seja rodado em qualquer outro lugar é preciso incluir o caminho completo para o objeto.

 


A figura acima mostra um plugin VST de efeito utilizado dentro de um banco PD, que roteia o sinal de entrada pelo objeto k_vst~object, ou seja, o plugin VST, e, depois, joga o som modificado em sua placa de áudio. O plugin VST pode ser operado da mesma forma que no Windows ou no Mac; os parâmetros dos efeitos são ajustados simplesmente movendo os controles deslizantes, girando os botões e ligando ou desligando chaves.


Detalhes sobre o "banco" citado podem ser encontrados aqui. Recomendamos usar o JACK como sistema de som em vez do ALSA, pois foi dele que obtivemos os melhores resultados no que toca ao desempenho de entrada e saída. (Clique aqui para saber mais). Ao se deparar com problemas de intermitência no som quando estiver usando o ALSA, experimente usar o JACK. Você nunca será mais o mesmo.


O cliente ladspavst
Usar um plugin LADSPA como hospedeiro para um plugin VST pode parecer bastante esquisito - afinal, são dois plugins, um dentro do outro. O ladspavst realmente cria uma instância de plugin que age como hospedeiro de outros. O ladspavst em si é transparente para os usuários, já que apenas suas funções são importantes e não há necessidade de interface.


A figura acima mostra o plugin de filtro NorthPole, chamado do menu LADSPA em um editor de som Snd. Como podemos ver na figura, os plugins VST estão listados como VST Plugin[plugin_name.dll] available from vstserver. Não há diferença na forma de uso; os plugins VST são plugados em seu software da mesma forma que qualquer plugin LADSPA nativo. O plugin ladspavst permite dois modos de operação: os plugins VST podem adotar o visual do seu ambiente hospedeiro, no exemplo acima o Motif - ou podem mostrar o plugin em sua própria interface original, idêntica à que seria vista em um sistema Windows.


Usando um plugin VSTi
Como já foi dito anteriormente o sistema vstserver também inclui um cliente chamado vsti, que permite o uso de instrumentos VST, os chamados VSTi. A sintaxe do cliente vsti é bem simples, veja a seguir:
# vsti /caminho/para/o/plugin_vsti.dll

Repare novamente na primeira figura desta página. Lá vemos o vsti rodando o sintetizador Crystal. O servidor vstserver está aberto e vemos o painel de conexões MIDI - o excelente qjackctl, de autoria de Nuno Capela - ligando o teclado MIDI externo ao Crystal. Além de conexões MIDI, o qjackctl também oferece um painel para interligar entidades de áudio.


O projeto FST
O sistema FST - FreeST é uma maneira alternativa de usar plugins VST e VSTi no Linux. Em vez de um servidor, implementou-se uma biblioteca. O desenvolvedor Paul Davis diz que o FST é " ... uma solução mais apropriada para aplicações de áudio que pode trabalhar com muitos plugins VST, já que os chaveamentos de contexto do vstserver não trabalham muito bem quando diversos plugins VST são usados ao mesmo tempo". A desvantagem é que " ... um plugin malcriado pode travar o hospedeiro, coisa que o vstserver evita".

O sistema inclui no momento a biblioteca libfst e o jack_fst, um utilitário de demonstração para carregar e rodar plugins VSY/VSTi. Assim como no vstserver, compilar o FST requer as instalações completas do Wine e do JACK, incluindo seus códigos fontes e os arquivos AEffect.h e aeffectx.h, do VST SDK da Steinberg.


As funções da biblioteca libfst podem ser compiladas em aplicativos como o gravador multipistas em disco rígido Ardour, o sistema de processamento e síntese de som gAlan e o seqüenciador MIDI Muse. Os plugins VST ficam disponíveis para esses programas da mesma forma que os plugins nativos LADSPA.

O cliente jack_fst possui um "lançador" na linha de comando para rodar plugins VSTi como instrumentos independentes. O exemplo a seguir demonstra o processo como sintetizador Crystal:

# jack_fst Crystal

A extensão do arquivo não é necessária, mas talvez seja preciso especificar o caminho completo para o diretório de plugins. O servidor JACK deve estar rodando e as conexões de áudio e MIDI necessárias já devem ter sido feitas pelo usuário - elas não são automáticas.


Alguns Problemas conhecidos
Tanto o vstserver quanto o libfst dependem fortemente de versões específicas do Wine. Como já foi dito anteriormente, o site do vstserver oferece uma versão modificada do Wine que funciona a contento com o sistema. Entretanto, ele é baseado em código-fonte relativamente antigo; se por algum motivo você quiser uma versão mais nova do Wine pode se arriscar a perder a estabilidade do vstserver. O sistema FST é menos enjoado no tocante a versões do Wine, mas ainda assim falha em algumas delas. Consulte o tutorial sobre VST no Linux, disponível aqui, para saber as última notícias sobre a compatibilidade entre o Wine e o FreeST, além de informações sobre outros problemas já detectados.









         
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