O seu site de Tecnologia
Digital aplicada à Música. Aqui
você encontra informações
técnicas relativas
à construção de
seqüências MIDI,
gravações de áudio, loops,
compactação de arquivos, manuais traduzidos para
o
português de softwares musicais consagrados, download de
softwares, plug-ins e utilitários para quem utiliza a
informática como ferramenta musical, além das
notícias mais atuais do que está acontecendo no
mundo da
música digital.
No
seu site oficialwww.audacity.org, serão
encontradas as versões para Windows, Linux e Mac, bem como
os plugins necessários para suporte a WAV e MP3.
São encontrados também todos os pacotes
necessários para a
instalação, como também um manual, que
informa de maneira bem adequada os formatos suportados, o programa em
si, plugins e uma excelente explicação sobre
ondas sonoras, conceitos básicos de áudio e etc.
Para
baixar o manual, coloque a linha abaixo no seu browser para efetivar o
download automático:
Baixe tudo o que for
possível, plugins, pacotes e bibliotecas, para posteriores
necessidades e consultas aleatórias, nada vai ser
perdido.
Instalando,
ou não instalando o Audacity
Agora o
mais interessante. O que seria realmente melhor em uma
instalação? Com certeza o o fato de
não ser necessário instalar o programa.
Pois é ! Qualquer programa similar no Windows , como o
já citado Sound Forge, seus arquivos de setup consomem 1 CD
completo para a versão 8.0, diferente do Audacity , que
possui apenas 2.1MB de tamanho no seu pacote de
instalação.
Isso
se deve à interface gráfica do Sound Forge e sua
biblioteca de exemplos, que realmente podem ser desprezados pelo
usuário que deseja apenas criar e editar áudios,
como músicas de um CD qualquer, cortar finais de
músicas ao vivo, colocar efeitos, etc.
Ou
seja, temos à mão um pacote de
instalação "enxuto". Só instala-se o
programa em si.
Ainda
comparando com o Sound Forge, que leva tempo para ser
instalado, dependendo das configurações, tendo
ainda (para os que utilizam-se do programa ilegalmente) que criar a
chave (keygen.exe), inserir a chave, tornando assim o programa legal
"ilegalmente", etc, o que toma outro rumo totalmente diferente no
Audacity, por ser totalmente free!! E , como novidade, não
há necessidade de instalação.
Caso
queira, o programa poderá ser instalado no HD em modo
"full", sendo preciso, além do pacote a ser utilizado na
forma não-instalável todos os outros pacotes que
foram baixados, maiores informações no README.
Vamos nos deter apenas ao modo não instalável.
audacity-linux-i386-1.2.0.tar.bz2
Este
é o pacote, com o qual não é
necessário a instalação. Com uma
simples descompactação em seu
diretório /home/seu_diretório ou no /tmp:
$
tar -xjvf audacity-linux-i386-1.2.0.tar.bz2
Será
criada uma pasta audacity-linux-i386-1.2.0, que possuirá o
executável audacity, sendo carregado pelo comando:
$
./audacity
Portanto,
entre na pasta criada e digite o comando para iniciar o programa.
É
muito importante descompactar o pacote em um local que esteja longe de
arquivos temporários, para que possa ser deletado
posteriormente; se você vive limpando a pasta /tmp, logo
é melhor não descompactá-lo
aí, pois um dia ela pode ir junto com o lixo, o que
não é um problema, pois se você possui
o pacote guardado em um local seguro, poderá
descompactá-lo novamente. No entanto, caso você
salve as música editadas nesta pasta ....ela irá
junto!
Usando
o programa
Após ter dado o comando
./audacity , a janela inicial
será aberta. Aproveite e faça uma
cópia de uma mp3 qualquer em outra pasta (ou use a original
mesmo) e abra-a no AUDACITY. Você verá que ao
pressionar a tecla <space> do seu teclado (o que
é padrão em outros programas de
edição de áudio), a música
será reproduzida. Mova-se nas "waves" da música
com a opção "zoom in" e "zoom out".
Aplique seu primeiro efeito na música selecionando uma parte
específica da música e indo ao menu
Effect>Echo>, fazendo as
modificações necessárias.
Daí você verá que a grande
diferença começa agora: as
modificações são MANUAIS (o que
já era de se esperar num sistema do "Pinguim").
Após suas modificações,
faça um teste com o botão
<preview>. Se te agrada, <OK>.
Quer tirar aquele "xiadinho" da sua gravação ou
mp3 gravada apartir de LP? Selecione a parte a ser
modificada (ou a música toda, se for o caso) e vá
em Effect>Equalization> e modifique a
equalização da sua "Mpeg" ou escolha um modo
pré-definido e carregue-o para teste (Load Predefined
Curve), dando um <preview>, se agradou,
<OK>, senão, escolha outro ou dê um
<clear> e faça suas próprias
modificações.
Deseja separar as músicas daquele arquivo completo que
você baixou com seu "Lime Wire" ou qualquer outro P2P
aí "da vida"? Então abra o tal arquivo (com muita
paciência né.... pois estamos falando de um
álbum completo, tipo uns 150MB de mp3), daí
você pode, por exemplo, mandar abrir o arquivo e sair pra
tomar um banho, almoçar, ou dar uma volta, azarar um pouco
umas gatinhas e quando voltar, o arquivo vai estar aberto... :-)
Esse trabalho é feito com paciência
também, pois você vai cortar faixa por faixa.
Daí , se você der um <Zoom>,
será possível ver que há alguns
espaços vazios entre alguns blocos de "waves". Pois
é justamente aí onde você vai "cortar"
a música, sendo em tal momento onde termina uma faixa e
começa outra... O ideal é você cortar
bem pertinho do final deste silêncio, para que, a
música anterior tenha um final razoavelmente completo e a
próxima faixa comece imediatamente ao ser executada, que
é o que acontece com todos os nossos CDs de
áudio. Daí você vai cortando (veja,
é "cortar" e não "copiar"), e colando em um novo
arquivo, gravando com o nome e número da faixa atual. E
quando você voltar para o "arquivo-mãe", a
primeira música já será a
próxima depois daquela que você acabou de salvar
com um novo nome, entendido?
É
simples, porém se torna um pouco cansativo, mas é
melhor do que ir "arrastando" o botãozinho no seu Mplayer
até o "canto" que você quer ouvir numa
música de aproximadamente 150MB de tamanho. Aproveite para
ir salvando no formato Ogg Vorbis, que é uma
opção de Mp3, um pouco maior e qualidade um pouco
inferior (em outros casos melhor que nossas "MP3's") porém
é uma opção free, sendo até
então um formato novo para a maioria de nós.
Caso você deseje salvar no formato padrão do
programa, para posteriores modificações,
será aberta uma janela com uma mensagem de alerta, dizendo
que salvando neste formato, você será INcapaz de
abrí-lo em outros programas e, se desejar, a melhor
opção para tal é salvar no modo
"Export as..." e escolher o formato de saída que
você quer (Wav, Mp3 ou Ogg).
Bem, isso
não é um problema, pois todos os programas
possuem formatos específicos e próprios; logo o
formato padrão do Audacity é o .aup (Audacity
Projects).
Para salvar
em outros formatos Escolha menu File>Export as... e escolha uma
das três opções presentes no
próprio menu File. Para o formato MP3, é
necessário um plugin que você poderá
encontrar em um dos mirrors do site oficial.
Logo, a
lógica é a seguinte: ao abrir um arquivo
(independente do formato) ele cria um arquivo temporário, no
formato de trabalho, daí, ao salvar, dependendo de sua
escolha, ele reescreve as alterações feitas por
você em um novo arquivo (aup, Wav, Mp3 ou Ogg). Sendo assim,
ele não reutiliza o arquivo de áudio original.
Por isso você irá notar uma certa demora (para
outros, uma eternidade) para criar o arquivo solicitado (para os casos
de Wav, Mp3 e Ogg).
Conclusão
Verdadeiramente,
o programa não deixa a desejar no que ele pode fazer. De
certo que muitas outras funções, que seriam
também necessárias, cairiam bem no programa se
este as tivesse. Só que explanei muito pouco do que ele pode
realmente fazer.
Se
você estava procurando por um programa de
edição de áudio, o artigo foi somente
para expor o programa e dar algumas dicas de algumas
funções básicas. Claro e
Óbvio que ele não faz apenas o que foi exposto
neste artigo.
Cabe ao
novo usuário explorar todos os efeitos e técnicas
sonoras dispostas pelo programa. Seja no modo não-instalado
ou no instalado, estamos falando de edição de
waves no Linux, isso é o que importa. E o que é
mais interessante é que o Linus nunca imaginava que um dia
seu sistema poderia chegar a fazer tais façanhas e
você há de concordar que o Linux como desktop
superou os próprios planos do Linus Torvalds.
Assista
a
nossa Revista Eletrônica. A cada dia um novo artigo
é publicado
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