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Dicas MIDI
O que são softwares plug-ins ?
São softwares que necessitam de um
programa "hospedeiro" para trabalhar. A instalação de
plug-ins em seu software acrescenta janelas e funções e
principalmente efeitos ou processamentos nos arquivos de áudio.
Existem plug-ins específicos para certos softwares, como por
exemplo o CD Architect, que permite a criação de
Cd’s de áudio a partir do Sound Forge. Existem
também os plug-ins que funcionam com um determinado
padrão, como os Direct X ou VST. Estes plug-ins podem funcionar
em vários softwares que também são
compatíveis com esse padrão. Por exemplo, o Native Power
Pack, o Sonic Foundry SFX, o Cakewalk FX, o Autotune VST, podem
funcionar em diversos softwares "hospedeiros" como o Sound Forge, o
Cakewalk e o Logic Audio (Direct X e VST).
Indicações para softwares MIDI.
- Trabalhos
de sequenciamento, edição e gravação de
poucas pistas de áudio: Cakewalk Home Studio, Micrologic AV
- Trabalhos
de sequenciamento, edição e gravação de
várias pistas de áudio: Cakewalk Pro Audio, Logic Audio
Gold ou Platinum,
- Trabalhos de notação: Finale, Finale Allegro, Cakewalk Overture 2, Cakewalk Score Writer
- Software arranjadores: The Jammer Pro, Cakewalk In Concert, Fruit Loops, Band in a Box
- Gerenciador de timbres MIDI: Sound Diver, Ntonix
Quais tipos de software MIDI existem no mercado ?
Atualmente, existem vários tipos de software para MIDI. Vamos
falar das características principais de alguns deles :
- Seqüenciadores:
Como já dissemos, os software seqüenciadores são,
basicamente, aqueles que permitem a criação e
edição de uma música MIDI e também a
execução de músicas MIDI já prontas. A
maioria deles possuem, às vezes com nomes diferentes, uma tela
de arranjo, onde é possível visualizar toda a
música em termos de pistas, canais, portas MIDI, lista de
eventos, onde todos os eventos MIDI são listados (notas,
mudanças de controles de volume, troca de timbres, etc.); uma
tela de notação (score), onde é possível
visualizar a partitura da música; uma tela de piano-roll, onde
pode-se inserir ou alterar o tempo de duração de cada
nota ou sua posição dentro da seqüência e
também um editor que permite criar ou alterar graficamente
comandos de velocidade, volume, panorâmico em cada um dos canais.
Hoje, a maioria dos software seqüenciadores possuem
funções de gravação, edição e
reprodução de áudio em seus recursos. Software de
notação: são os software específicos para
criação, impressão de partituras e
edição gráfica da música. A
definição gráfica e a variedade de sinais, faz a
diferença entre a parte de notação encontrada nos
software seqüenciadores. Estes software são indicados
principalmente para professores e músicos profissionais que
necessitam registrar seus trabalhos de forma fiel.
- Software arranjadores:
são software que permitem a realização de um
arranjo automático a partir de determinadas
informações fornecidas. Funcionam como os teclados
arranjadores, porém, com muito mais recursos. É
possível criar-se música de vários estilos a
partir de determinado estilo, andamento e tonalidade. Também
é possível escolher o formato do conjunto e as vezes
até o estilo de determinado instrumentista virtual.
- Gerenciadores de timbres:
estes software servem para gerenciar de forma mais simples as
informações de Sistema Exclusivo (SysEx). Com eles, fica
fácil alterar timbres de seus teclados ou módulos e
salvar essas informações dentro do computador, ao
invés de limitar-se apenas ao banco de usuário do
teclado. Indicado principalmente para músicos que necessitam
lidar com muitas informações SysEx.
O que é SPP, MIDI Clock, SMPTE/MTC ?
Todos eles são sinais de sincronismo e servem para "amarrar"
dois ou mais equipamentos e/ou software, para que executem uma
música juntos, por exemplo. O típico uso destes sinais se
faz quando temos partes da música no software seqüenciador
MIDI e queremos gravar outras partes com instrumentos reais num
gravador de áudio multipista. Vamos dizer que temos uma bateria
seqüenciada no software e precisamos gravar um baixo real com um
baixista de verdade no gravador de fita . Primeiro geramos o sinal de
sincronismo através de um equipamento MIDI que tenha SMPTE/MTC
(quer dizer : Society of Motion Picture and Television Engineers / MIDI
Time Code. Nossa !), como os 4x4s, Syncman, MIDI Express XT, etc..
O SMPTE é o sinal de sincronismo como áudio, ou seja,
dá para ouvir ou gravar este sinal em qualquer equipamento de
áudio, e o MTC é o mesmo sinal convertido em MIDI, para
usar com o computador ou outros equipamentos MIDI. Gravamos o sinal de
sincronismo SMPTE numa das pistas do gravador, voltamos a fita e
acionamos Rec no gravador enviando este sinal de volta ao equipamento.
O equipamento converte o sinal SMPTE para MTC e envia este sinal para o
computador.
O software seqüenciador com a nossa bateria deve estar esperando
pelo SMPTE (normalmente isso é ajustado em cada software
seqüenciador de maneira fácil, desde que o software tenha
suporte para sincronismo). Quando o gravador de fita "anda", em play ou
rec, o seqüenciador anda junto com o sinal de sincronismo enviado.
Assim, enquanto gravamos nosso contrabaixo "de verdade", numa das
pistas do gravador de fita, a bateria MIDI toca "junto".
Pode-se usar o SMPTE/MTC para sincronismo com vídeo,
áudio, seqüenciadores externos, ou qualquer equipamento que
tenha suporte para tal. O SMPTE/MTC é o tipo de sincronismo mais
indicado, porém, nem todos os equipamentos o suportam. Muitos
seqüenciadores ou baterias eletrônicas trabalham com MIDI
Clock ou SPP (Song Position Pointer), mas não com SMPTE. Alguns
equipamentos usam o MTC "direto", dispensando a conversão em
SMPTE.
Todos eles são sinais de sincronismo e servem para "amarrar"
dois ou mais equipamentos e/ou software, para que executem uma
música juntos, por exemplo. O típico uso destes sinais se
faz quando temos partes da música no software sequenciador MIDI
e queremos gravar outras partes com instrumentos reais num gravador de
áudio multipista. Vamos dizer que temos uma bateria
seqüenciada no software e precisamos gravar um baixo real com um
baixista de verdade no gravador de fita . Primeiro geramos o sinal de
sincronismo através de um equipamento MIDI que tenha SMPTE/MTC
(quer dizer : Society of Motion Picture and Television Engineers / MIDI
Time Code. Nossa !), como os 4x4s, Syncman, MIDI Express XT, etc.
O SMPTE é o sinal de sincronismo como áudio, ou seja,
dá para ouvir ou gravar este sinal em qualquer equipamento de
áudio, e o MTC é o mesmo sinal convertido em MIDI, para
usar com o computador ou outros equipamentos MIDI. Gravamos o sinal de
sincronismo SMPTE numa das pistas do gravador, voltamos a fita e
acionamos Rec no gravador enviando este sinal de volta ao equipamento.
O equipamento converte o sinal SMPTE para MTC e envia este sinal para o
computador.
O software seqüenciador com a nossa bateria deve estar esperando
pelo SMPTE (normalmente isso é ajustado em cada software
seqüenciador de maneira fácil, desde que o software tenha
suporte para sincronismo). Quando o gravador de fita "anda", em play ou
rec, o seqüenciador anda junto com o sinal de sincronismo enviado.
Assim, enquanto gravamos nosso contrabaixo "de verdade", numa das
pistas do gravador de fita, a bateria MIDI toca "junto".
Pode-se usar o SMPTE/MTC para sincronismo com vídeo,
áudio, seqüenciadores externos, ou qualquer equipamento que
tenha suporte para tal. O SMPTE/MTC é o tipo de sincronismo mais
indicado, porém, nem todos os equipamentos o suportam. Muitos
seqüenciadores ou baterias eletrônicas trabalham com MIDI
Clock ou SPP (Song Position Pointer), mas não com SMPTE. Alguns
equipamentos usam o MTC "direto", dispensando a conversão em
SMPTE.
O que é polifonia de um instrumento MIDI ? E Teclado Multitimbral ?
Polifonia é o número máximo de vozes que um
instrumento pode executar ao mesmo tempo e varia de placa para placa ou
de instrumento para instrumento. Se um instrumento possuir polifonia de
oito vozes, significa que poderão ser executadas simultaneamente
apenas oito notas. Ao tocar a nona nota a primeira deixa de soar ou
simplesmente não soa. Alguns timbres são formados por
mais de uma voz (exemplo : um piano com strings), isto significa que ao
tocar uma nota você estará utilizando 2 vozes. Atualmente,
a maioria dos instrumentos e placas já possuem polifonia entre
32 a 64 vozes, o que é considerado um número bem
razoável e que dificilmente é ultrapassado.
Já a expressão "multimbral" indica o número de
timbres que o teclado pode executar ao mesmo tempo. No início
existiram os sintetizadores monofônicos e monotimbrais, como o
famoso Minimoog. Logo após foram criados os teclados
polifônicos, que permitiram a execução de
várias notas ao mesmo tempo (acordes). O próximo passo
foi a criação do instrumento multitimbral, ou seja,
além de ser polifônico, comportaria a
execução de várias partes diferentes. Hoje, a
grande maioria dos teclados são multitimbrais, o que indica que
eles podem receber informações MIDI em vários
canais ao mesmo tempo. Alguns exemplos? O M-1 da Korg, possuía
oito partes, o que significa que ele podia tocar 8 canais / timbres
diferentes ao mesmo tempo. Hoje, quase todos os teclados são
multitimbrais de 16 partes (exceto alguns modelos, como os "analog
modelling"; Roland JP-8000, Yamaha AN1X, Korg Prophecy, etc.).
O que são portas e canais MIDI ?
Canal MIDI é o caminho por onde transitam as
informações MIDI entre os controladores e os geradores de
timbres. Quando da criação do padrão MIDI foi
possível obter um trânsito de informações
que permitiu um máximo de 16 canais simultâneos.
Como você já sabe, o padrão MIDI comporta
informações em até 16 canais diferentes,
simultaneamente. Mas, isso não indica que você esteja
limitado a utilizar apenas 16 instrumentos diferentes, ou ficar
comandando trocas de instrumentos dentro de um mesmo canal. Para
solucionar este problema, foi criado um sistema de portas MIDI dentro
dos software, assim, um software poderia comportar mais de uma porta,
enviando conseqüentemente mais que os 16 canais iniciais. Por
exemplo : uma placa MIDI com duas saídas pode enviar
informações para a porta 1 relativa aos canais 1 ao 16 e
na porta 2 aos canais 1 a 16 também. Para isso é
necessário possuir dois geradores de timbres diferentes.
Atualmente, o máximo de canais possíveis com os
equipamentos disponíveis no mercado é de 128 (8 portas
com 16 canais cada).
Como configurar um software MIDI ?
Cada software possui suas propriedades para este tipo de
operação. O primeiro passo é habilitar a
placa/interface MIDI que trabalhará com o seu computador. No
painel de controle de multimídia sua placa deve aparecer na
janela de MIDI. Se a placa não aparecer, você teve
problemas com a instalação.
Se tudo estiver bem, você deve abrir seu software e
configurá-lo para trabalhar com as portas MIDI que deseja. O
menu dependerá de seu software, e alguns, como o Cakewalk
já pedem para você selecionar as portas MIDI que deseja
utilizar caso nenhuma ainda esteja habilitada.
Após configurada a placa é hora de configurar a porta com
a qual se deseja trabalhar. Ainda utilizando o Cakewalk como exemplo
temos a janela "track properties". Esta janela possui campos de source,
port, channel, bank e outros. Source indica a fonte de onde virá
o sinal a ser gravado naquela pista. Neste caso você terá
MIDI omni e MIDI channel 1 a 16. Selecionando MIDI Omni você
estará preparado para gravar qualquer dado em qualquer canal. Se
desejar, escolha um canal específico.
O campo Port indica a porta MIDI por onde o sinal gravado sairá.
Nas placas ou interfaces com várias entradas e saídas
é necessário selecionar uma destas portas para a track.
Assim, apenas aquela porta estará transmitindo aquele sinal.
Já o campo channel seleciona o canal para onde serão
transmitidos todos os dados da porta selecionada. Confundiu-se com as
palavras canal e porta? Para saber a diferença entre porta e
canal leia a questão abaixo.
O que é uma placa/interface MIDI ?
Placas
MIDI são aquelas instaladas dentro do computador para permitir a
troca de informações entre o controlador e o gerador de
timbres. Interfaces têm a mesma função,
porém, são externas, ligadas ao computador através
das portas paralelas ou USB. As placas e interfaces possuem diversas
configurações e devem ser utilizadas de acordo com a sua
necessidade, quanto ao número de portas/canais
necessários.
O que é um software seqüenciador ?
É aquele que permite criar
músicas MIDI em tempo real ou passo a passo. Estes software
permitem gravar diretamente a execução de um instrumento
MIDI (teclado controlador, por exemplo) enviando essas
informações para um gerador de timbres (a própria
placa de som ou um teclado/módulo externo). Seqüenciador
porque permite a gravação seqüencial em
várias pistas, possibilitando gravar um piano, uma bateria, um
contrabaixo, uma flauta, etc. Além disso, estes software
permitem a edição com inúmeros recursos (alterar a
duração de apenas uma nota, sua velocidade, etc.) e
até a inserção de certos efeitos (delay, controles
de cutoff e resonance, etc.), além de automações
de volume e balanço.
O Que é MIDI? O que é SysEx? E General MIDI ?
MIDI significa Musical Instrument Digital
Interface. Este sistema foi criado em 1983. Consiste em um sistema de
troca de informações muito simples na verdade, mas que
fascina os usuários e permite as mais diversas
aplicações.
Cada fabricante desenvolveu seu sistema de troca de
informações, denominado SysEx, (Sistema Exclusivo, em
português). Com a popularização do sistema MIDI,
foi ficando complicada a situação dos músicos, que
ficavam impedidos de trocar informações entre
equipamentos de fabricantes diferentes de uma forma mais ágil e
simplificada.
Com a confusão entre informações MIDI de diversos
fabricantes verificou-se a necessidade de adoção de um
padrão internacional. Este padrão foi denominado General
MIDI (GM). Isto possibilitou uma total uniformidade entre os diferentes
fabricantes e modelos, que passaram a obedecer uma regra geral de
comandos e programações.
Graças ao General MIDI é possível, hoje, obter
músicas prontas na Internet ou em revistas e lojas
especializadas e executá-las em sua placa de som ou teclado,
controlar vários parâmetros MIDI de diferentes
equipamentos e trocar informações/músicas com
praticamente todo o mundo.
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