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Dicas
Áudio Digital
Montando um Sistema de Gravação digital em HD:
Se você está escolhendo um sistema de áudio para
gravação em Hard Disk, existem basicamente 3 caminhos a
serem seguidos:
a - Você não decidiu nada ?
Existem
várias formas de optar por um equipamento. A primeira é o
orçamento. Se não for possível comprar o
equipamento que você precisa com o orçamento que
dispõe, escolha por um mais barato, mas tome cuidado, às
vezes é melhor não comprar nada à comprar algo que
não serve para nada. Resolvido o problema do orçamento,
decida exatamente para que vai ser utilizado o equipamento.
Você
deve saber de antemão se vai trabalhar conjugado à outros
equipamentos (DAT, ADAT, Minidisk, Mesas Digitais), quantas pistas deve
gravar e reproduzir simultaneamente, se os efeitos serão
colocados dentro ou fora do computador, qualidade do áudio,
qualidade dos drivers, etc. Decida sobre o conjunto de fatores e
equipamentos disponíveis no mercado, procure ater-se ao conjunto
e não apenas à um único equipamento. Nunca se
esqueça de investigar qual é a configuração
de computador recomendada (não a mínima, mas a ideal)
para o que quer fazer.
No
caso de DATs, ADATs, Minidisks e outros equipamentos com entrada e/ou
saída digital, é aconselhável uma placa de
áudio também com entrada e saída digital. Existem
alguns protocolos digitais diferentes ( S/PDIF coaxial, S/PDIF
óptico, AES/EBU, ADAT litepipe) e incompatíveis entre si
(veja nossa seção DICAS DE ÁUDIO). Nem todos os
produtos trabalham com todos os protocolos. Verifique sempre se o
protocolo digital do seu equipamento e da placa de áudio
são iguais.
Se
você precisa de mais de 2 entradas ou saídas de
áudio, também precisa verificar quais placas e software
aceitam esta função. No caso de mixagens externas ou
adição de efeitos através de processadores
externos isto pode ser indispensável.
O
número de pistas para playback pode ser limitado pelo software
ou placa, e ainda pelo seu computador. Verifique quantas pistas
simultâneas de playback precisa. A qualidade do áudio
é responsabilidade da placa, o software normalmente não
tem nada a ver com isso. Em se utilizando entradas ou saídas
digitais, a qualidade do áudio fica por conta do aparelho
conversor analógico digital (DAT, ADAT, Minidisc, etc.).
Os
"Drivers" são programinhas que controlam a placa. Juntamente com
o hardware, são cruciais para o desempenho do sistema como um
todo. Normalmente sistemas dedicados (Pro Tools) e placas com software
especialmente desenvolvidos para elas (AudioWerk, Audiomedia)
são mais rápidos e mais estáveis. Os software
podem ser escolhidos por funcionarem melhor com esta ou aquela placa ou
por possuírem características melhores para este ou
aquele trabalho. Analise o "conjunto" antes de escolher. Agora que
já escolheu um software ou placa, vamos adiante...
b - Você já tem ou já decidiu por determinado(s) software(s)?
Esta
talvez seja a melhor opção, decidir primeiro pelo
software que atende melhor as suas necessidades para depois verificar
como serão seus complementos. Basta saber se o seu micro tem a
"configuração recomendada" para este software e escolher
a placa mais adequada para ele. Note que a configuração
recomendada não é a configuração
mínima, que normalmente vem descrita na caixa do produto. Em
geral esse mínimo não permite utilizar toda a capacidade
do software, por isso, é bom perguntar ao suporte técnico
qual a configuração recomendada, para evitar
frustrações.
A
escolha da placa em função do software é
fácil. Em geral os software têm um suporte melhor para
este ou aquele hardware. Alguns exemplos são:
Logic Áudio Gold ou Platinum c/:
1º
- Audiowerk8, que são do mesmo fabricante (EMAGIC), assim sendo
há um interesse da própria Emagic de que eles trabalhem
perfeitamente juntos. Obs.: essa placa não tem MIDI, portanto
é preciso levar em consideração a compra de uma
segunda placa para o MIDI.
2º - Audiomedia III. O Logic Áudio é o melhor produto áudio/MIDI para a Audiomedia III.
Obs.:
essa placa não tem MIDI, portanto é preciso levar em
consideração a compra de uma segunda placa para o MIDI.
3º
- Placas MME (Fortíssimo, Maxi Studio ISIS). Esta
opção deve ser considerada para um sistema mais barato,
mas não é o mais recomendado, pois o desempenho é
muito inferior aos anteriores.
4º
- Outras: Considere também, de acordo com suas necessidades de
MIDI e entradas e saídas, as placas da série DELTA
(Midiman) e as placas Gina, Darla e Layla (Echo), além da
Wavecenter/PCI e Dakota (Frontier)
Cakewalk Pro Áudio 9.0 c/:
1º
- Placas MME (Fortíssimo, Maxi Studio ISIS). O Cakewalk é
o melhor produto quando se trata de economizar. Ele consegue trabalhar
num nível muito aceitável com placas MME, além
disso pode tirar proveito de uma placa como a ISIS que possui 8
entradas e 4 saídas.
2º
- Audiomedia III, o suporte do Cakewalk para a Audiomedia não
permitia full duplex. Isto até o lançamento do driver
Wavedriver versão 1.3 da Digidesign (para Windows 95 e 98), que
permitiu utilizar a Audiomedia III como uma placa MME. Já
está disponível no site da Digidesign (www.digidesign.com)
esse driver e também o Wavedriver 1.5 (somente para Windows 98)
Obs.: Essa placa não tem MIDI, portanto é preciso levar
em consideração a compra de uma segunda placa para MIDI.
3º
- Outras: Considere também, de acordo com suas necessidades de
MIDI e entradas e saídas, as placas da série DELTA
(Midiman) e as placas Gina, Darla e Layla (Echo), além da
Wavecenter/PCI e Dakota (Frontier)
Sound Forge c/:
Este
é um software de uma pista (mono ou estéreo) por vez, e
não exige muito da placa de áudio ou do micro. Funciona
bem com qualquer placa que tenha driver MME, mesmo que não sejam
dos melhores.
1º - Placas MME ( Fortíssimo, Maxi Studio ISIS, Midiman Delta 44 ou Delta 66).
Logic Áudio + Sound Forge c/:
1° DELTA série ou Gina, Darla ou Layla (Echo)
Samplitude + Sound Forge + Cakewalk c/:
1º - DELTA série ou Gina, Darla, Layla (Echo).
2º - Placas MME ( Fortíssimo, Maxi Studio ISIS) funcionam bem com todos os software.
c - Você já tem ou já decidiu por determinada(s) placa(s)?
Não existem muitas diferenças entre esta e a opção anterior. Na verdade, basta inverter o caminho.
1º
- Placas MME (Fortíssimo, Maxi Studio ISIS, Delta 44, Delta 66,
Delta 1010). Placas indicadas para rodar com quase todos os software do
mercado. São as mais compatíveis com produtos como:
Cakewalk, Samplitude, Sound Forge, etc. Obs.: no caso de placas com
mais de uma entrada ou saída (EWS, ARC44, Wave Center) deve ser
escolhido um software que permita usá-las (Cakewalk Pro
Áudio, Samplitude).
2º
- Audiowerk8, se você optou por esta placa, só podem haver
duas razões. Ou quer trabalhar com o Logic Áudio, ou
precisa de 8 saídas de áudio, mixando "na mesa".
3º
- Audiomedia III, trabalha bem e tem excelente qualidade de
áudio, porém tendo apenas duas entradas e saídas,
é preferida apenas para masterização.
O que é o Pro Tools ?
O Pro Tools
é um software para Macintosh ou PC. Dependendo do hardware
(placas/interfaces) a capacidade do sistema Pro Tools pode ser ampliado
de acordo com suas necessidades. Do mais simples ao mais
avançado sistema, o Pro Tools tem sido utilizado por anos, tanto
por home-studios como pelos maiores estúdios musicais e de
cinema do Brasil e de todo o mundo.
Atualmente existem
várias opções para configuração de
um sistema Pro Tools, com as versões Pro Tools 5.1 e Pro Tools
LE 5.1 (uma versão mais simples): Para o software Pro Tools
existem 4 opções de interfaces de áudio, descritas
ao final deste texto.
- Tool
Box: Software Pro Tools LE e placa de áudio Audiomedia III.
Possui 2 entradas e saídas analógicas e 2 entradas e
saídas digitais (S/Pdif coaxial). Permite a
gravação de até 24 pistas de áudio, possui
recursos básicos de MIDI e plug-ins em tempo real pelo novo
sistema RTAS (Real Time Audio Suite). A Audiomedia III não
possui conexões MIDI, portanto é necessário usar
uma placa ou interface que realize a função de
gravação e reprodução dos dados MIDI.
Disponível na versão Macintosh e Windows 98 SE ou Windows
ME.
- Digi
001: Software Pro Tools LE e interface de áudio externa Digi 001
(24-bit) com 8 entradas e saídas analógicas (2 delas com
pré-amplificação e phantom power), 8 entradas e
saídas digitais no formato ADAT e mais 2 entradas e
saídas digitais (S/Pdif coaxial ou óptico). Saída
de monitor e saída de fone de ouvido com volume individual no
painel frontal. Possui ainda entrada e saída MIDI, permitindo a
conexão de teclados controladores, módulos de som ou
superfícies de controle (como a Motormix) Permite a
gravação/reprodução de até 24 pistas
de áudio. possui recursos básicos de MIDI e plug-ins em
tempo real pelo novo sistema RTAS (Real Time Audio Suite).
Disponível na versão Macintosh e Windows 98 SE ou Windows
ME.
- Pro
Tools 24: Software Pro Tools e várias opções entre
interfaces de áudio. O sistema é composto de software e
duas placas, a D24 (responsável pela conexão à
interface) e a DSP Farm (responsável pelo processamento dos
plug-ins em tempo real). O sistema pode possuir várias
configurações e permite o uso de várias placas DSP
Farm, para aumento da capacidade de processamento em tempo real.
Permite a gravação/reprodução de 32 pistas
de áudio em 16 ou 24-bit (expansível até 64
pistas), possui recursos básicos de MIDI e plug-ins em tempo
real pelo sistema TDM. Disponível na versão Macintosh e
Windows NT.
- Pro
Tools 24 Mix: Software Pro Tools e várias opções
entre interfaces de áudio. O sistema é composto de
software e uma placa, chamada Mix Core (responsável pela
conexão à interface e pelo processamento dos plug-ins em
tempo real, com capacidade 3 vezes superior às DSP Farms). O
sistema pode possuir várias configurações. Permite
a gravação/reprodução de 32 pistas de
áudio em 16 ou 24-bit (expansível até 64 pistas),
possui recursos básicos de MIDI e plug-ins em tempo real pelo
sistema TDM. Disponível na versão Macintosh e Windows NT.
- Pro
Tools 24 Mix Plus: Software Pro Tools e várias
opções entre interfaces de áudio. O sistema
é composto de software e duas placas, a Mix Core
(responsável pela conexão à interface e pelo
processamento dos plug-ins em tempo real) e a Mix Farm (4 vezes o
processamento da DSP Farm). O sistema pode possuir várias
configurações. Permite a
gravação/reprodução de 32 pistas de
áudio em 16 ou 24-bit (expansível até 64 pistas),
possui recursos básicos de MIDI e plug-ins em tempo real pelo
sistema TDM. Disponível na versão Macintosh e Windows NT.
As
linhas de Pro Tools TDM (PT 24, Mix e Mix Plus) não possuem
conexões MIDI. Para utilizar esta função é
necessário o uso de placa ou interface MIDI.
Interfaces para o software Pro Tools:
•
882/20 – Interface de áudio com 8 entradas e 8
saídas analógicas mais 2 entradas e saídas S/Pdif
coaxial. Conversores A/D e D/A de 20-bit. Conexões P-10
balanceadas ou não-balanceadas.
•
888/24 – Interface de áudio com 8 entradas e 8
saídas analógicas mais 8 entradas e 8 saídas
digitais AES/EBU. Conversores A/D e D/A de 24-bit. Conexões XLR.
•
1622 – Interface de áudio com 16 entradas e 2
saídas analógicas P-10 balanceadas ou
não-balanceadas, 2 entradas e saídas digitais S/Pdif
coaxiais. Conversores A/D e D/A de 20-bit.
•
ADAT Bridge/24Interface de áudio com 16 entradas e 16
saídas de áudio digitais no formato ADAT, mais 2 entradas
e saídas S/Pdif coaxiais. Gravação e
reprodução em 24-bit. A Adat Bridge na verdade trabalha
como duas interfaces em uma só, sendo necessário um cabo
“Y” e um cabo extra para funcionamento dos 16 canais
simultaneamente.
Acessórios para o sistema Pro Tools:
• Motormix – mesa de automação com 8 canais.
•
Pro Control – Mesa de automação que permite total
controle de superfície do seu sistema Pro Tools. Com 8 canais de
automação de todos os parâmetros do Pro Tools.
•
Fader Pack – Console para a mesa Pro Control que permite
adição de mais 8 canais de controle. A Pro Control
permite o uso de até cinco Fader Packs adicionais, com um total
de 48 canais de automação.
•
Edit Pack – Console para a mesa Pro Control complementando o
sistema com maiores funções (entre elas, teclado e
trackball USB independentes e joysticks para controle de efeitos
“surround”).
• HUI – Interface da Mackie, para controle MIDI das automações do Pro Tools.
•
Control 24 – Último lançamento da Digidesign
incorpora em um único equipamento uma mesa de som de 24 canais
(com 16 pré-amplificadores Focusrite) e superfície de
automação para os Sistemas Pro Tools Mix e Pro Tools Mix
Plus.
Plug-ins para o sistema Pro Tools:
• Digi Rack:
• Digidesign plug-ins: D-fi, D-Fx, D-verb, Focusrite D2/D3, Maxim, DINR,
•
Development Partners: Mais de uma centena de fabricantes se associam a
Digidesign para desenvolvimento de Plug-ins e outros acessórios.
Visite a página da Digidesign (www.digidesign.com) para maiores
informações.
Novidades na versão 5.1:
Dentre
as maiores mudanças na nova versão do software Pro Tools
estão a implementação de gravação e
mixagem em Surround, maior nível de “undos” (16) e
auto-save definido pelo usuário, possibilidade de
abertura/criação de pistas estéreo (e surround em
vários formatos), implementação de event list em
MIDI. A versão TDM do Pro Tools 5.1 permitirá ainda o uso
de plug-ins em RTAS, utilizando o processador da própria
máquina, liberando maior espaço dentro das placas de DSP.
O que é mixagem ?
Confunde-se um
pouco o conceito entre mixagem e masterização. Seria
difícil traçar um divisor entre essas duas
operações, mas vamos tentar de modo simples e objetivo
explicar o sentido e a finalidade de cada uma dessas rotinas que
são feitas no dia-a-dia, do músico amador ao
técnico dos grandes estúdios profissionais.
Mixagem é o
ato de após a gravação, “dosar” os
instrumentos, timbres, vozes enquanto ainda estão em pistas
separadas de gravação. Nessa fase o músico e o
técnico procuram o melhor balanço para obter o resultado
que esperam daquela gravação. Aumentar um volume, ajustar
o panorâmico, ajeitar o reverb de uma caixa, equalizar uma
guitarra, adicionar efeitos ou corrigir pequenos problemas da voz
são feitos nesta fase. Isso é importante pois neste ponto
as pistas ainda estão separadas, o que permite estas
alterações individuais. Depois de finalizada a mixagem
é feito o “bouncing” que significa juntar todas as
pistas numa só (na verdade em duas pois falamos de um trabalho
em estéreo; uma pista para o lado esquerdo, outra para o lado
direito).
O que é masterização ?
A
masterização envolve o mesmo princípio da mixagem:
Obter o melhor resultado. Porém agora a música é
um todo, não está mais separada em pistas, trilhas
diferentes. Nela você define a melhor equalização,
verifica se há necessidade de maximizar o ganho, utilizar um
compressor, reduzir ruídos, e ainda adiciona alguns efeitos que
atuariam na música toda (por exemplo, um pequeno reverb). A
masterização é importante pois seu resultado
é o que será ouvido. Na verdade masterizar é
“esquentar o som” para que ele fique o mais perfeito
possível, em termos de qualidade sonora e fidelidade.
O que são pistas simultâneas de playback ?
É o
número máximo de pistas que um software consegue
reproduzir ao mesmo tempo. Este limite pode ser previamente dado pelo
software, pelo conjunto software e placa de áudio ou conforme a
configuração de seu computador. Alguns softwares
reproduzem apenas 16 pistas de áudio, outros softwares gravam
“infinitas” pistas de áudio mas a sua placa
só permite a reprodução de 24 canais
simultaneamente. Em alguns casos o software e a placa permitem
“infinitas” pistas de áudio, porém pode ter
certeza.... Mais cedo ou mais tarde seu micro vai travar, pois
não agüentou tamanho processamento.
Placa de áudio grava MIDI ?
Não. As
placas que possuem apenas funções de áudio
trabalham apenas com áudio. Porém é
possível gravar a execução MIDI do seu teclado ou
módulo para a placa de som, utilizando as saídas de
áudio do seu teclado.
Como gravar arquivos MIDI em um CD de áudio?
Primeiro ponto
é ter em vista de que o MIDI na verdade não é um
áudio, e sim dados que informam certo dispositivo (placa,
teclado ou módulo) que geram o som ouvido (para mais
esclarecimentos consulte a seção DICAS MIDI).
Então é necessário gravar este MIDI em
áudio em um programa que possua esta função. O
Sound Forge grava este áudio e automaticamente salva em wav que
é o formato no qual o CD será gravado. Outros softwares
como o Cakewalk, Logic Audio ou Vegas gravam em áudio, mas esses
arquivos nem sempre são em wav mas sim em formatos
específicos de cada programa. Neste caso é
necessário antes fazer uma conversão exportando o arquivo
para o formato wav.
Ao gravar mais de duas pistas de áudio é preciso antes de
tudo fazer uma operação chamada “bouncing”
(também utiliza-se expressões como “bounce to
disk”, “Mixdown Audio”, “Export to Wave
File” e outras) que salva todas as pistas em um só arquivo
wav.
Como gravar MIDI e áudio em um notebook ?
O MIDI do notebook
é conectado na saída para impressora (paralela)
identicamente ao computador desktop. Pode-se utilizar interfaces como a
Portman, Ou as da Mark of The Unicorn (MOTU). Já o áudio
é uma grande complicação. Geralmente os
áudios do notebook não oferecem qualidade
satisfatória para gravação ou
reprodução. Então faz-se necessário a
utilização de uma placa de áudio com melhor
qualidade. Mas onde instalar uma placa em um notebook? Bem, existe uma
solução chamada DOC STATION que é um tipo de uma
“caixa” que pode ser conectada a notebooks que tenham
suporte para este tipo de equipamento. Nessa “caixa”
existem slots para instalação de placas. Porém
é uma solução bem cara e pouco utilizada.
Os modelos mais
recentes de notebook contam com conexões USB e Firewire, que
permitem a ligação de periféricos e Hds externos
para gravação. Atualmente o mercado possui uma grande
linha de produtos MIDI USB. A tendência atual do mercado, com o
desenvolvimento deste protocolo USB (Universal Serial Bus) fez com que
os fabricantes desenvolvessem interfaces de áudio também
para este sistema. Assim hoje ficou muito mais fácil gravar e
reproduzir áudio e MIDI em um notebook. Já é
possível montar-se um estúdio profissional
portátil, utilizando um Powerbook Mac, chassi de expansão
Magma, DIGI 001 com Pro Tools e HD Firewire.
Quantas pistas de áudio um software pode rodar simultaneamente ?
Na teoria muitas.
Na prática se aplica o mesmo conceito dos plug-ins e outras
funções, sendo que na gravação e
reprodução a peça mais importante da
máquina é seu HD. HDs dedicados especialmente a
áudio apresentam resultados melhores. Se forem SCSI
obterão um resultado ainda melhor. Uma boa máquina deve
rodar 16 a 20 pistas de áudio sem maiores dificuldades. E
não se esqueça de que certos softwares ou placas possuem
um número limitado de pistas já pré-determinado.
Para conhecer as particularidades da configuração de um
computador para áudio, visite a seção “Dicas
– Computadores”.
Qual software é indicado para restauração de áudio de discos de vinil ou fitas?
Indicamos o Sound
Forge atuando juntamente com seu plug-in Noise Reduction para
plataforma PC e o Ray Gun da Arboretum, para plataforma Mac. Ambos
constituem uma ótima opção para
restauração de áudio.
Qual é a placa de áudio ideal para se trabalhar com mesas digitais ?
Estas mesas
possuem entradas e saídas digitais e analógicas. Se
você preferir utilizar as saídas digitais o ideal é
utilizar placas que possuam o mesmo formato. As mais conhecidas e
utilizadas são as mesas com entradas e saídas no formato
ADAT, e para isso existem diversos sistemas ou placas no mercado.
Atualmente o ideal é utilizar uma DIGI 001 da Digidesign, a MOTU
2408 da Mark of The Unicorn ou a Wavecenter/PCI ou a Dakota, ambas da
empresa Frontier.
O que significa áudio em 16, 20, ou 24-bit ? E 44.1, 48 ou 96 kHz ?
Normalmente existe
uma grande preocupação com a resolução
(número de bits) do áudio digital de uma placa ou sistema
de gravação. Porém muita confusão é
feita nesse caso. A melhora da qualidade de áudio se deve a uma
série de fatores e não somente à
resolução. Ela deve ser considerada como mais um dos
fatores determinantes na compra de um produto. Existem placas
profissionais gravando em 16 bit e placas totalmente amadoras gravando
em 20-bit. Isso não indica qualidade final de áudio. O
mais importante é considerar também a qualidade dos
conversores de áudio ou a relação de
sinal/ruído. Ah, e não confunda o número de bits
da conversão analógica para digital (ou vice-versa) com o
número de bits de processamento interno da placa (processamento
de efeitos, por exemplo).
Por que as funções em tempo real nos software de áudio são limitadas ?
Na verdade o
limite está no computador utilizado. Tudo que roda em tempo real
(Plug-ins e automações) necessitam de bastante capacidade
de processamento. Caso contrário o software poderá
“travar” a máquina. É importante sempre saber
dosar o limite da máquina de acordo com suas necessidades e ter
em vista de que quanto mais poderosa a máquina maior seu
resultado.
O que são entradas e saídas de áudio digital ? E
quais são os padrões de áudio digital ?
São
conexões que permitem a transferência de áudio bit
a bit sem perdas. Desta forma um áudio transferido digitalmente
não perde nenhuma de suas características originais.
Atualmente existem muitas placas e interfaces de áudio que
possuem entradas e saídas digitais. Estas placas e interfaces
comunicam-se digitalmente com outras placas ou equipamentos que possuam
as mesmas saídas e entradas digitais como ADATs, DATs,
Mini-discs, mesas digitais e outros. Cada um destes equipamentos
possuem um ou mais padrões de transferência. Vamos falar
um pouco sobre eles:
- AES/EBU: foi
desenvolvido pela AES (Audio Engineering Society) juntamente com a EBU
(European Broadcasting Union). Este formato utiliza conectores do tipo
XLR (Canon) e pode ser usado cabos de até 100 metros. Este
formato é considerado um dos mais profissionais do mercado.
- S/PDIF
(Sony/Philips Digital Interface Format) foi derivado do AES/EBU.
Utiliza cabos coaxiais de até 10 metros com conectores RCA ou em
formato óptico com conexão TosLink e cabos
ópticos. Praticamente todas as placas e interfaces do mercado
usam este protocolo devido a maior simplicidade e custo menor.
- ADAT LitePipe
(Alesis): Formato ótico de transferência digital capaz de
transmitir por apenas um cabo ótico até 8 canais de
áudio. Apesar de utilizar a mesma conexão do S/PDIF
ótico são formatos totalmente diferentes. Algumas placas
e interfaces fazem uso da mesma conexão, porém com
opção de escolha entre os protocolos via software. O
tamanho máximo permitido ao cabo é de 10 metros, e
encontra-se no mercado cabos de 1, 2 e 5 metros.
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