|
CURSOS EM VÍDEO
CUBASE
SONAR
X1
SONAR
7
SONAR
6
SONAR
5
SONAR
4
MASTERIZAÇÃO
MIXAGEM
REASON
SOUND
FORGE 9
SOUND
FORGE 8
A
ARTE DA MIXAGEM
FINALE
2007
ADOBE
PREMIERE PRO
AUDITION
PHOTOSHOP
AFTER
EFFECTS
MANUAIS
CUBASE
5
SONAR
X1
LOGIC
PRO 9
SONAR
8
SONAR
7
SONAR
6
SONAR
5
SONAR
4
SONAR
3
SONAR
2 XL
CAKEWALK
PRO AUDIO 9.0
PRO
TOOLS M-POWERED
PRO
TOOLS HD
PRO
TOOLS MIX
PRO
TOOLS TDM
PRO
TOOLS LE
CUBASE
3 SX/SL
NUENDO
3
ABLETON
LIVE 7
ABLETON LIVE
6
ABLETON
LIVE 5
REASON
4
REASON
3
REASON
2.5
MAGIX
SAMPLITUDE
FRUITYLOOPS
SOUND
FORGE 10
SOUND
FORGE 9
SOUND
FORGE 8
SOUND
FORGE 7
SOUND
FORGE 6
SOUND
FORGE 5
SOUND
FORGE 4.5
ACID
PRO 6
ADOBE
PREMIERE PRO
SONY
MEDIA VEGAS 8
SONY
MEDIA VEGAS 7
SONY
MEDIA VEGAS 6
SIBELIUS
5
DVD
ARCHITECT 4
GVOX ENCORE
MELODYNE
EDITOR
ANTARES
AUTO TUNE
WAVES
RESTORATION
NI
ABSYTH
NI
AKOUSTIK PIANO
NI
B4
NI
ELEKTRIK PIANO
NI
BATTERY 3
NI
KONTAKT
M-AUDIO
AUDIOPHILE 2496
M-AUDIO
DELTA 1010LT
REAPER
A
ARTE DA MIXAGEM
A
ARTE E A CIÊNCIA DA MASTERIZAÇÃO
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
1. GUIAS E TUTORIAIS GRATUITOS - Clique aqui.
2. Todos os Guias e Vídeos comercializados e disponibilizados
gratuitamente em nosso site são produzidos por nossa equipe.
3. Todos os Guias e vídeos foram produzidos baseados em Softwares com
suas VERSÕES OFICIAIS E REGISTRADAS.
4.
Todos os Guias são fornecidos em formato PDF, para serem
lidos/impressos com o utilitário Adobe Acrobat Reader versão 7.0
ou superior.
5. As aulas em vídeo são em formato AVI, codec de
licença livre, e podem ser assistidas em qualquer player
compatível (Windows Media Player, MPlayer, QuickTime
e outros).
6.
A entrega dos Guias pode ser feita por remessa de link para efetivação
de download, quando esta opção estiver disponível, por intermédio de
mensagem de correio eletrônico.
7. A entrega dos vídeos é feita por Remessa Postal Registrada.
|
|
Aproveite as possibilidades que seu estúdio caseiro pode oferecer
Resumo:
Atualmente, a maior parte das gravações são realizadas em Homestudios,
entretanto, elas não aproveitam as possibilidades que os ambientes
acústicos caseiros podem oferecer. Com base nas teorias de acústica e
nas concepções de produção, pretende-se mostrar as principais
estratégias de captação de áudio em Homestudio que possibilitem uma
captação e gravação sonora de alta fidelidade, com o intuito de obter
matéria-prima sonora de alta qualidade para produções musicais,
cinematográficas, etnomusicológicas e para documentários.
1. INTRODUÇÃO
Adinaldo Neves, em seu artigo 'Music Recording in Brazil Hot Sounds,
Big Business' da revista Mix, salienta o crescente mercado da produção
fonográfico no Brasil:
"O Brasil sempre teve fama por sua música, especialmente sua 'world
music' (pagode, axé, samba e outros, incluindo a música de Caetano
Veloso, considerada 'world music' no sistema de classificação
internacional) e jazz (incluindo bossa nova). O que muitas pessoas não
sabem é que o Brasil tem o terceiro maior mercado do mundo. Isso é
impressionante, especialmente porque o mercado é extremamente
auto-suficiente: Artistas Brasileiros raramente saem fora do país para
gravar ou mixar e a maior parte da musica é vendido no próprio país. Os
amantes de musica sustentam a própria vitalidade de sua comunidade
musical." (Neves, 1998:70 – tradução do autor)
"O nosso mercado, nos últimos quatro anos, tem dobrado em tamanho",
segundo Sergio de Carvalho, Diretor Artístico da Universal Music. "Hoje
em dia cerca de 100 milhões de CDs são vendidos por ano [1998] e neste
momento, a produção doméstica representa 75% do mercado". (citado em
Neves, 1998:70 – tradução do autor)
Este artigo apresenta a acústica musical aplicada por pessoas que
normalmente estão trabalhando dentro da industria de produção
fonográfica comercial, mas não estão envolvidos na produção acadêmica
do país. Acreditamos que este artigo possa enriquecer este seminário
por introduzir um público que representa uma nova dimensão da produção
fonográfica do país. É de grande importância que, no Brasil, o mercado
musical ativo de comunidades de estúdios de gravação tenha um convívio
mais próximo com a comunidade acadêmica.
Quando começou a revolução dos home-studios, trinta anos atrás, este
tipo de gravação não foi considerado profissional por três razões:
- os home-studios não podiam oferecer a mesma qualidade de equipamento que os estúdios profissionais ofereciam;
- os donos de home-studios jamais iriam ter os conhecimentos técnicos dos técnicos profissionais;
- a
acústica de um dormitório ou de uma garagem não pode ser comparada a
uma sala de captação profissional, acusticamente projetada.
Desde
então, dois de três destes argumentos perderam força: a qualidade de
equipamentos num home-studio melhorou muito nos últimas décadas e os
técnicos melhoraram muito as técnicas da gravação através de livros,
revistas e internet, às vezes ate superando técnicos de estúdios
profissionais. O terceiro argumento foi o mais difícil de superar pois
obter acústicas profissionais era um assunto caro. Sem ter dezenas de
milhares de dólares à disposição, ficamos sem esta acústica ao nosso
alcance e a locação de uma sala de captação envolve grandes
investimentos: em São Paulo custaria na media R$100/hora, nos EUA
R$400/hora. Isso é relevante se pensarmos que um projeto comercial de
produção fonográfica usaria em media 120 horas de estúdio para produzir
um disco comercialmente lançado.
Neste caso ficaríamos presos aos ambiente que temos. Mas isso
significaria que os nossos projetos seriam de segunda classe? Este
artigo pretende mostrar o contrário. Nossas casas têm uma diversidade
de espaços acústicos, em muitos casos, que possuem maior variedade de
espaços sônicos do que muitos estúdios de gravação. Aproveitar os
espaços caseiros pode ser complicado, mas com um pouco de orientação e
prática pode-se capturar gravações de ótima qualidade sonora no
conforto de casas comuns. Temos inúmeros exemplos, incluindo projetos
comerciais como Ringo Starr (Vertical Man), Ozzy Osbourne, etc.
Neste artigo concentramos-nos em quatro tipos de ambientes sonoros para
captação, que são encontrados em quase todas as casas ou apartamentos:
- salas pequenas vivas (banheiros)
- salas grandes vivas (garagens ou salas de estar)
- salas pequenas secas (closets)
- salas grandes secas (dormitórios)
Todas
as casas são diferentes, o que torna necessário fazer certas
adaptações: por exemplo, se sua sala de estar possui carpete e seu
dormitório possui assoalho você poderia revezar os ambientes. É
necessário, primeiramente, fazer uma avaliação dos ambientes
disponíveis e colocá-los nas quatro categorias descritas acima.
Devemos entender que instrumentos musicais diferentes soam melhor
quando tocados e gravados em certos ambientes acústicos, por exemplo,
não existe melhor lugar para gravar o baixo elétrico que num espaço
seco, ou então, que gravar um violão num banheiro dá um resultado mais
rico do que gravar num closet.
Depende muito de qual resultado a produção requer de uma produção
fonográfica. O produtor/técnico deveria sempre pensar à frente,
mentalizar a mixagem final da musica; o técnico/produtor precisa também
decidir o quanto da ambiência quer captar: quanto mais próximo o
microfone estiver da fonte menos o ambiente será captado. Mas mesmo
fazendo microfonação próxima deveria-se considerar a captação da
acústica da sala inteira e mesmo assim deveria-se otimizar a sala
acusticamente em relação ao instrumento ou produção. Também deveria ser
lembrado que, no pior dos casos, pode-se adicionar ambiência após a
gravação com o uso de um processador, quando o som captado não pode ser
removido. Mas esta prática deveria ser evitada, pois, como o som do
ambiente natural tem uma vantagem sonora muito forte, é necessário
estar ciente da sua mixagem final para poder aproveitá-lo ao máximo.
O que deve ser seguido são técnicas de captação que, se comprovarem ser
úteis e valiosas, não deveriam ser interpretadas como regras. Além do
mais, o leitor deveria procurar por soluções próprias e até mais
interessantes.
2. SALA PEQUENA VIVA - NO CHUVEIRO
2.1 Voz em salas pequenas vivas
Porque as pessoas cantam
no chuveiro? Em parte por causa da ambiência: um chuveiro com azulejos
produz uma reverberação rica, similar às câmeras de reverberação usadas
nas gravações antigas. Os banheiros são os melhores amigos do
proprietário de um Home-studio para captar um reverb natural. A
captação de vocais é um dos mais usados neste contexto. É necessário
posicionar o vocalista e o microfone com muito cuidado para não captar
mais ambiência do que o sinal direito da voz:
Tirar a cortina do
chuveiro. Se o chuveiro possui portas de correr o resultado não é tão
bom, pois é preciso uma abertura completa para isso. Coloca-se o cantor
perto da parede dos fundos e no centro do chuveiro ou banheira, sendo
que o microfone deve estar posicionado de vinte a trinta centímetros em
frente ao vocalista e aproximadamente quinze a vinte centímetros acima
da cabeça, com a cápsula direcionada à boca num angulo de
aproximadamente trinta graus. É necessário movimentar o microfone para
achar o 'sweet spot' e monitorar com fones de ouvidos quando posicionar
o microfone (por exemplo o Sennheiser 600). Em caso de estar com
reflexões demais, pode-se pendurar um cobertor ou outro material
absorvente na parede atrás do cantor, em sua frente ou nas paredes
laterais, permitindo eliminar reflexões não-desejadas.
2.2 Violões em salas pequenas vivas
Violões também soam bem
em banheiros: posiciona-se o violonista no meio do chuveiro, numa
cadeira de bar, no mesmo lugar que o vocalista anterior; coloca-se
microfone inferior, aproximadamente cinco a oito centímetros do violão,
pois, utilizando-se do microfone superior, há reflexões demais do piso
do chuveiro. Geralmente, um bom lugar seria colocar o microfone na base
dos trastes, mas seria preciso monitorar com fones de ouvido. Se for
necessário gravar violonista e voz simultaneamente, pode-se usar dois
microfones: coloque um 'baffle' pequeno entre eles, do tipo cartolina.
2.3 Guitarras em salas pequenas vivas
Uma aplicação garantida é
gravar o amplificador da guitarra no chuveiro, usando volume alto:
verifica-se a situação com os vizinhos, pois, se bem feito, pode ter um
som gigantesco; coloca-se o amplificador no meio do banheiro, contra a
parede, direcionado ao centro da sala. São necessários dois microfones:
um dinâmico, de aproximadamente dois centímetros do cone do speaker e
outro, condensador, localizado a um metro do speaker. Gravam-se os
sinais em duas pistas separadas para poder misturar no mix depois. Para
um som ainda maior, coloque mais microfones de ambiente na parte oposta
da sala, direcionando-os para baixo num angulo de 45 graus. Esse
procedimento realiza uma boa imagem de estéreo que pode ser misturada
posteriormente ao microfone dinâmico para encorpar o som. Verifica-se o
cancelamento de fase somando-se as pistas em mono através do botão de
mono ou colocando-se no mesmo pan L/R.
3. SALA GRANDE VIVA - A SALA DE ESTAR
Um banheiro grande pode
ser usado para muitas aplicações, mas pode ser que a bateria não caiba.
É necessário verificar se há uma sala de estar grande, cujo piso seja
liso e com pe direito alto. Em caso de não haver, a garagem ou qualquer
outro espaço que não esteja lotado com materiais absorventes pode ser
adaptado. Deve-se lembrar que, quanto menor o espaço, mais os materiais
absorventes vão atenuar o ambiente. De qualquer forma, transforme a
maior sala disponível em sua sala ambiente.
3.1 Vocais em salas grandes vivas
O famoso sofá de canto: o
sofá-L no canto da sala deixa o cantor confortável, possibilita um o
som bem firme (tight) e absorve as reflexões. Para captar uma boa
imagem de estéreo coloque o vocalista mais alto no centro dos sofás,
longe dos microfones; coloque um par de microfones condensadores,
aproximadamente 1.5m à frente dos sofás, com os microfones direcionados
num ponto atrás do cantor central. Existem várias maneiras de montar
isso, com diversas pessoas, mas procure sempre equilibrar a imagem de
estéreo; isso também funciona para outros conjuntos instrumentais de
vários tipos e tamanhos.
3.2 Instrumentais em salas grandes vivas
Santana gravou os
primeiros discos colocando as percussões num ginásio de esportes.
Deveríamos colocar a percussão e/ou bateria na maior sala possível.
Instrumentos únicos, como 'shakers', congas, etc. soam melhor com
microfonação próxima e condensadores, mas, ao gravar uma seção de
percussão, seria bom gravar também a ambiência. Uma maneira boa de
captar um set-up de percussão grande seria microfonar por cima: usa-se
um par de microfones estéreo e coloca-se o mais alto possível do
instrumentista, através de fita crepe. Deve-se lembrar que quanto mais
longe os microfones da fonte, mais distante eles tem que estar entre
eles para preservar a imagem de estéreo e ficar livre de efeitos de
fase não-desejados.
3.3 Bateria em salas grandes vivas
Coloca-se a bateria na
parede olhando para o centro da sala e fixa-se um cobertor na parede
atrás da bateria. A microfonação depende do tamanho da sua sala: em
salas grandes seria recomendado fazer a captação utilizando uma
microfonação próxima à bateria e colocar dois pares de condensadores –
um par acima da bateria e outro no lado oposto da sala; coloca-se o par
oposto aproximadamente 30 cm acima do prato maior e faceta-se o kit,
formando um triangulo eqüilateral com a bateria. Ao trabalhar com salas
menores, pode-se utilizar quatro microfones: um no kick, outro na
caixa, e um par para overhead. Pode-se, ainda, adicionar um par de
microfones de ambiente - se for feito corretamente, a sensação é de
estar dentro da sala com a bateria.
3.4 Guitarras em salas grandes vivas
Pode-se criar reverb
natural usando grandes espaços vivos, a técnica é parecida com a
gravação da guitarra elétrica no banheiro: coloca-se a amplificadora
num canto, um microfone dinâmico e um par de microfones condensadores
em frente ao amplificador para capturar ambiência; deve-se tirar todos
os moveis que possam atenuar as reflexões desejadas.
4. SALA PEQUENA SECA - O CLOSET
Um closet é um espaço
muito valioso para home-studios se for necessário um som seco, pois
possibilita gravar praticamente todo tipo de som. A melhor parte é que
não é necessário movimentar muitos móveis para fazer esta gravação; sua
aplicação mais famosa é gravar o amplificador do baixo elétrico.
Para
melhores resultados, coloca-se o baixo contra a parede dos fundos do
closet, evitando-se cantos por causa das ondas estacionárias, uma vez
que o som continuará reverberando muito tempo em freqüências graves.
Para gravar o baixo, pode-se misturar DI (direct box), microfone
dinâmico e microfone condensador. O microfone dinâmico -pode-se usar os
mesmos dos kick - é colocado diretamente em frente ao cabinete; o
condensador, ou o microfone dinâmico, é colocado aproximadamente um
metro do speaker (se for necessário usar um dinâmico, pode-se captar um
baixo bem 'punchy'; se for condensador, capta-se um baixo com mais peso
nos graves. O segundo microfone é importante, como nas freqüências
graves do baixo elétrico na qual as ondas graves precisam de um espaço
maior para ser captado, mas o primeiro microfone não deve ser
descartado, pois ele capta o 'punch' das cordas, sem ele o baixo fica
um 'rumble'. O Baixo também pode ser gravado em dormitórios que tenham
carpete – especialmente se o baixista trouxer a torre de caixas, tocada
em volumes altos, típica de produções de musica rock.
4.1 Voz e guitarra em salas pequenas secas
Pode-se colocar o vocalista em frente ao closet se quiser um vocal de
guia, que muitas vezes se grava bem seca – com pouca reverberação - ou
se a música requerer um som seco: coloca-se o cantor em frente ao
closet e o microfone da mesma forma que no banheiro, explicado
anteriormente. Pode-se também colocar a guitarra através da aplicação
de mais cobertores perto do microfone e do amplificador para tirar mais
ainda as reflexões.
5. SALA GRANDE SECA - O DORMITÓRIO
Uma das maneiras mais seguras de gravar a bateria é no dormitório, sem
usar microfonação próxima em todo kit. Há sonoridades muito
interessantes em salas grandes secas que se cria o efeito de 'killer
drum sound'. Como a bateria é difícil de gravar e de mixar, é muito
recomendado começar por captações secas que dão mais flexibilidade à
mixagem. Set-up típica: coloca-se a bateria contra a parede num quarto
com carpete, de preferência com pé direito baixo; coloca-se um
microfone no kick e outro na caixa, assim como dois 'overheads' acima
facetando a bateria. Os microfones podem ser mistos, sendo que aquele
situado ao lado do surdo pode ter uma resposta maior nos graves;
deve-se evitar colocar alto demais para não perder o sustenuto dos
tom-tons, entretanto, se for colocado baixo demais pode-se captar
efeitos de fase quando os pratos forem tocados. Através deste
procedimento, a bateria soará cheia (fat) e powerful, possibilitando
flexibilidade total na mixagem para fazer ajustes. Uma maneira mais
econômica seria trabalhar somente com três microfones: um no kick e um
par de estéreos facetando a bateria do meio da sala, possibilitando
captar um som com muito mais detalhes. Também pode-se verificar o delay
que porventura venha a surgir entre o kick e os microfones de ambiência
e corrigi-los posteriormente com delay eletrônico.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
6.1 Juntando tudo
Algumas complicações podem surgir quando for necessário gravar a banda
inteira ou, no mínimo, a seção rítmica. O ideal, nesta situação de
home-studio, seria captar cada instrumento com uma acústica separada.
Para fazer isso é preciso isolar fisicamente cada instrumento,
especialmente se forem usados microfones condensadores sensíveis. O
mais difícil a isolar é a bateria, especialmente por causa de seu
volume.
Como uma casa tem muitos ambientes acústicos diferentes não é tão
difícil de conseguir uma boa isolação ou separação acústica; a solução
mais obvia seria colocar cada instrumento num ambiente diferente da
casa, p.ex., a bateria no quarto, a guitarra rítmica no banheiro e o
baixo no closet do outro quarto: juntam-se todos os músicos no local da
bateria usando fones de ouvidos. Claro que seriam precisos vários
metros de cabos, mas o vazamento é o mínimo possível.
6.2. Alternativas
Se não for possível separar todas os instrumentos, pode-se tentar
trabalhar com 'baffles': coloca-se baffles em redor da bateria,
colocam-se as caixas o mais longe possível e os 'baffles' neles,
gravando o baixo direto. Se houver um vocalista, deve-se colocá-lo numa
sala diferente com fones de ouvidos. Pode-se construir 'baffles' com
coisas achadas em casa: colchões e futons são ótimos 'baffles';
venezianas também podem ser usadas, especialmente se forem colocados
cobertores acima. Sacos de dormir e carpetes são úteis para separar
amps de guitarra, kick, etc; pode-se ainda construir um baffle usando
uma madeira compensada cobrindo-a com material absorvente: pode-se
cortar duas peças e colocar dobradiças para que fique em pé; este
procedimento é ainda melhor pois separa por tempo, isto é, grava as
coisas todas em 'overdubs' e depois junta no mix.
6.3 Em estúdios
Quem trabalha em estúdio pode usar o banheiro no lugar de sala pequena
viva, a recepção ou as escadas no lugar da sala grande viva, o
soundlock como sala pequena seca. Muitas vezes um estúdio de gravação
não possui todos os recursos encontrados numa casa e é por isso que
incorporamos a nossos projetos acústicos de estúdios uma fiação
'open-ended' permitindo incluir outros ambientes acústicos de casa -
como a recepção, a copa e o banheiro - parecidos àqueles tratados neste
artigo.
7. CONCLUSÃO
Gravar instrumentos acústicos é um dos maiores desafios na produção de
um CD, mas com conhecimento acústico pode-se conseguir resultados
incríveis. O segredo é estar familiarizado com vários elos de captação,
que consiste em relação não só aos instrumentos e aos microfones, mas
aos vários espaços acústicos também. Ter domínio acústico é uma das
ferramentas que possibilita elevar as gravações dos nossos artistas a
um nível profissional comparado aos grandes estúdios. A quantidade de
espaços acústicos diferentes encontrados numa casa é muito grande –
obtivemos excelentes resultados com a utilização de pias, fogões e
geladeiras - portanto o limite é a própria criatividade.
8. BIBLIOGRAFIA CITADA
Neves, Adinaldo. 1998. Mix. 'Music Recording in Brazil Hot Sounds, Big Business'.
|
|