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Paper apresentado por Omid Bürgin
em Novembro 2004, no I Seminário Música Ciência Tecnologia: Acústica Musical.
AcMus - Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Software para Cálculo, Análise e
Simulação de Acústica de Salas para Prática Musical no Instituto de Matemática e
Estatística, Universidade de São Paulo.
Paper publicado pela AcMus em
Março 2005 pelo GSD/IME/USP: Distributed Systems Research Group - Grupo de
Sistemas Distribuídos. Instituto de Matemática e Estatística. Universidade de
São Paulo.
Omid Burgin
OMiD international audio academy
www.omid.com.br
Link direto:
http://gsd.ime.usp.br/acmus/publi/textos/13_burgin.pdf
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Aproveite as
possibilidades que seu estúdio caseiro pode oferecer
| Resumo: Atualmente, a maior parte das gravações são realizadas em
Homestudios, entretanto, elas não aproveitam as possibilidades que os
ambientes acústicos caseiros podem oferecer. Com base nas teorias de
acústica e nas concepções de produção, pretende-se mostrar as principais
estratégias de captação de áudio em Homestudio que possibilitem uma captação
e gravação sonora de alta fidelidade, com o intuito de obter matéria-prima
sonora de alta qualidade para produções musicais, cinematográficas,
etnomusicológicas e para documentários. |
1. INTRODUÇÃO
Adinaldo Neves, em seu artigo 'Music Recording in Brazil Hot Sounds, Big
Business' da revista Mix, salienta o crescente mercado da produção
fonográfico no Brasil:
"O Brasil sempre teve fama por sua música, especialmente sua 'world music'
(pagode, axé, samba e outros, incluindo a música de Caetano Veloso, considerada
'world music' no sistema de classificação internacional) e jazz (incluindo bossa
nova). O que muitas pessoas não sabem é que o Brasil tem o terceiro maior
mercado do mundo. Isso é impressionante, especialmente porque o mercado é
extremamente auto-suficiente: Artistas Brasileiros raramente saem fora do país
para gravar ou mixar e a maior parte da musica é vendido no próprio país. Os
amantes de musica sustentam a própria vitalidade de sua comunidade musical."
(Neves, 1998:70 – tradução do autor)
"O nosso mercado, nos últimos quatro anos, tem dobrado em tamanho",
segundo Sergio de Carvalho, Diretor Artístico da Universal Music. "Hoje em
dia cerca de 100 milhões de CDs são vendidos por ano [1998] e neste momento, a
produção doméstica representa 75% do mercado". (citado em Neves, 1998:70 –
tradução do autor)
Este artigo apresenta a acústica musical aplicada por pessoas que normalmente
estão trabalhando dentro da industria de produção fonográfica comercial, mas não
estão envolvidos na produção acadêmica do país. Acreditamos que este artigo
possa enriquecer este seminário por introduzir um público que representa uma
nova dimensão da produção fonográfica do país. É de grande importância que, no
Brasil, o mercado musical ativo de comunidades de estúdios de gravação tenha um
convívio mais próximo com a comunidade acadêmica.
Quando começou a revolução dos home-studios, trinta anos atrás, este tipo de
gravação não foi considerado profissional por três razões:
- os home-studios não
podiam oferecer a mesma qualidade de equipamento que os estúdios profissionais
ofereciam;
- os donos de
home-studios jamais iriam ter os conhecimentos técnicos dos técnicos
profissionais;
- a acústica de um
dormitório ou de uma garagem não pode ser comparada a uma sala de captação
profissional, acusticamente projetada.
Desde então, dois de três destes argumentos perderam força: a qualidade de
equipamentos num home-studio melhorou muito nos últimas décadas e os técnicos
melhoraram muito as técnicas da gravação através de livros, revistas e internet,
às vezes ate superando técnicos de estúdios profissionais. O terceiro argumento
foi o mais difícil de superar pois obter acústicas profissionais era um assunto
caro. Sem ter dezenas de milhares de dólares à disposição, ficamos sem esta
acústica ao nosso alcance e a locação de uma sala de captação envolve grandes
investimentos: em São Paulo custaria na media R$100/hora, nos EUA R$400/hora.
Isso é relevante se pensarmos que um projeto comercial de produção fonográfica
usaria em media 120 horas de estúdio para produzir um disco comercialmente
lançado.
Neste caso ficaríamos presos aos ambiente que temos. Mas isso significaria que
os nossos projetos seriam de segunda classe? Este artigo pretende mostrar o
contrário. Nossas casas têm uma diversidade de espaços acústicos, em muitos
casos, que possuem maior variedade de espaços sônicos do que muitos estúdios de
gravação. Aproveitar os espaços caseiros pode ser complicado, mas com um pouco
de orientação e prática pode-se capturar gravações de ótima qualidade sonora no
conforto de casas comuns. Temos inúmeros exemplos, incluindo projetos comerciais
como Ringo Starr (Vertical Man), Ozzy Osbourne, etc.
Neste artigo concentramos-nos em quatro tipos de ambientes sonoros para
captação, que são encontrados em quase todas as casas ou apartamentos:
- salas pequenas vivas (banheiros)
- salas grandes vivas (garagens ou salas de estar)
- salas pequenas secas (closets)
- salas grandes secas (dormitórios)
Todas as casas são diferentes, o que torna necessário fazer certas adaptações:
por exemplo, se sua sala de estar possui carpete e seu dormitório possui
assoalho você poderia revezar os ambientes. É necessário, primeiramente, fazer
uma avaliação dos ambientes disponíveis e colocá-los nas quatro categorias
descritas acima.
Devemos entender que instrumentos musicais diferentes soam melhor quando tocados
e gravados em certos ambientes acústicos, por exemplo, não existe melhor lugar
para gravar o baixo elétrico que num espaço seco, ou então, que gravar um violão
num banheiro dá um resultado mais rico do que gravar num closet.
Depende muito de qual resultado a produção requer de uma produção fonográfica. O
produtor/técnico deveria sempre pensar à frente, mentalizar a mixagem final da
musica; o técnico/produtor precisa também decidir o quanto da ambiência quer
captar: quanto mais próximo o microfone estiver da fonte menos o ambiente será
captado. Mas mesmo fazendo microfonação próxima deveria-se considerar a captação
da acústica da sala inteira e mesmo assim deveria-se otimizar a sala
acusticamente em relação ao instrumento ou produção. Também deveria ser lembrado
que, no pior dos casos, pode-se adicionar ambiência após a gravação com o uso de
um processador, quando o som captado não pode ser removido. Mas esta prática
deveria ser evitada, pois, como o som do ambiente natural tem uma vantagem
sonora muito forte, é necessário estar ciente da sua mixagem final para poder
aproveitá-lo ao máximo.
O que deve ser seguido são técnicas de captação que, se comprovarem ser úteis e
valiosas, não deveriam ser interpretadas como regras. Além do mais, o leitor
deveria procurar por soluções próprias e até mais interessantes.
2. SALA PEQUENA VIVA - NO CHUVEIRO
2.1 Voz em salas pequenas vivas
Porque as pessoas cantam no chuveiro? Em parte por causa da ambiência: um
chuveiro com azulejos produz uma reverberação rica, similar às câmeras de
reverberação usadas nas gravações antigas. Os banheiros são os melhores amigos
do proprietário de um Home-studio para captar um reverb natural. A captação de
vocais é um dos mais usados neste contexto. É necessário posicionar o vocalista
e o microfone com muito cuidado para não captar mais ambiência do que o sinal
direito da voz:
Tirar a cortina do chuveiro. Se o chuveiro possui portas de correr o resultado
não é tão bom, pois é preciso uma abertura completa para isso. Coloca-se o
cantor perto da parede dos fundos e no centro do chuveiro ou banheira, sendo que
o microfone deve estar posicionado de vinte a trinta centímetros em frente ao
vocalista e aproximadamente quinze a vinte centímetros acima da cabeça, com a
cápsula direcionada à boca num angulo de aproximadamente trinta graus. É
necessário movimentar o microfone para achar o 'sweet spot' e monitorar com
fones de ouvidos quando posicionar o microfone (por exemplo o Sennheiser 600).
Em caso de estar com reflexões demais, pode-se pendurar um cobertor ou outro
material absorvente na parede atrás do cantor, em sua frente ou nas paredes
laterais, permitindo eliminar reflexões não-desejadas.
2.2 Violões em salas pequenas vivas
Violões também soam bem em banheiros: posiciona-se o violonista no meio do
chuveiro, numa cadeira de bar, no mesmo lugar que o vocalista anterior;
coloca-se microfone inferior, aproximadamente cinco a oito centímetros do
violão, pois, utilizando-se do microfone superior, há reflexões demais do piso
do chuveiro. Geralmente, um bom lugar seria colocar o microfone na base dos
trastes, mas seria preciso monitorar com fones de ouvido. Se for necessário
gravar violonista e voz simultaneamente, pode-se usar dois microfones: coloque
um 'baffle' pequeno entre eles, do tipo cartolina.
2.3 Guitarras em salas pequenas vivas
Uma aplicação garantida é gravar o amplificador da guitarra no chuveiro, usando
volume alto: verifica-se a situação com os vizinhos, pois, se bem feito, pode
ter um som gigantesco; coloca-se o amplificador no meio do banheiro, contra a
parede, direcionado ao centro da sala. São necessários dois microfones: um
dinâmico, de aproximadamente dois centímetros do cone do speaker e outro,
condensador, localizado a um metro do speaker. Gravam-se os sinais em duas
pistas separadas para poder misturar no mix depois. Para um som ainda maior,
coloque mais microfones de ambiente na parte oposta da sala, direcionando-os
para baixo num angulo de 45 graus. Esse procedimento realiza uma boa imagem de
estéreo que pode ser misturada posteriormente ao microfone dinâmico para
encorpar o som. Verifica-se o cancelamento de fase somando-se as pistas em mono
através do botão de mono ou colocando-se no mesmo pan L/R.
3. SALA GRANDE VIVA - A SALA DE ESTAR
Um banheiro grande pode ser usado para muitas aplicações, mas pode ser que a
bateria não caiba. É necessário verificar se há uma sala de estar grande, cujo
piso seja liso e com pe direito alto. Em caso de não haver, a garagem ou
qualquer outro espaço que não esteja lotado com materiais absorventes pode ser
adaptado. Deve-se lembrar que, quanto menor o espaço, mais os materiais
absorventes vão atenuar o ambiente. De qualquer forma, transforme a maior sala
disponível em sua sala ambiente.
3.1 Vocais em salas grandes vivas
O famoso sofá de canto: o sofá-L no canto da sala deixa o cantor confortável,
possibilita um o som bem firme (tight) e absorve as reflexões. Para captar uma
boa imagem de estéreo coloque o vocalista mais alto no centro dos sofás, longe
dos microfones; coloque um par de microfones condensadores, aproximadamente 1.5m
à frente dos sofás, com os microfones direcionados num ponto atrás do cantor
central. Existem várias maneiras de montar isso, com diversas pessoas, mas
procure sempre equilibrar a imagem de estéreo; isso também funciona para outros
conjuntos instrumentais de vários tipos e tamanhos.
3.2 Instrumentais em salas grandes vivas
Santana gravou os primeiros discos colocando as percussões num ginásio de
esportes. Deveríamos colocar a percussão e/ou bateria na maior sala possível.
Instrumentos únicos, como 'shakers', congas, etc. soam melhor com microfonação
próxima e condensadores, mas, ao gravar uma seção de percussão, seria bom gravar
também a ambiência. Uma maneira boa de captar um set-up de percussão grande
seria microfonar por cima: usa-se um par de microfones estéreo e coloca-se o
mais alto possível do instrumentista, através de fita crepe. Deve-se lembrar que
quanto mais longe os microfones da fonte, mais distante eles tem que estar entre
eles para preservar a imagem de estéreo e ficar livre de efeitos de fase
não-desejados.
3.3 Bateria em salas grandes vivas
Coloca-se a bateria na parede olhando para o centro da sala e fixa-se um
cobertor na parede atrás da bateria. A microfonação depende do tamanho da sua
sala: em salas grandes seria recomendado fazer a captação utilizando uma
microfonação próxima à bateria e colocar dois pares de condensadores – um par
acima da bateria e outro no lado oposto da sala; coloca-se o par oposto
aproximadamente 30 cm acima do prato maior e faceta-se o kit, formando um
triangulo eqüilateral com a bateria. Ao trabalhar com salas menores, pode-se
utilizar quatro microfones: um no kick, outro na caixa, e um par para overhead.
Pode-se, ainda, adicionar um par de microfones de ambiente - se for feito
corretamente, a sensação é de estar dentro da sala com a bateria.
3.4 Guitarras em salas grandes vivas
Pode-se criar reverb natural usando grandes espaços vivos, a técnica é parecida
com a gravação da guitarra elétrica no banheiro: coloca-se a amplificadora num
canto, um microfone dinâmico e um par de microfones condensadores em frente ao
amplificador para capturar ambiência; deve-se tirar todos os moveis que possam
atenuar as reflexões desejadas.
4. SALA PEQUENA SECA - O CLOSET
Um closet é um espaço muito valioso para home-studios se for necessário um som
seco, pois possibilita gravar praticamente todo tipo de som. A melhor parte é
que não é necessário movimentar muitos móveis para fazer esta gravação; sua
aplicação mais famosa é gravar o amplificador do baixo elétrico.
Para melhores resultados, coloca-se o baixo contra a parede dos fundos do
closet, evitando-se cantos por causa das ondas estacionárias, uma vez que o som
continuará reverberando muito tempo em freqüências graves. Para gravar o baixo,
pode-se misturar DI (direct box), microfone dinâmico e microfone condensador. O
microfone dinâmico -pode-se usar os mesmos dos kick - é colocado diretamente em
frente ao cabinete; o condensador, ou o microfone dinâmico, é colocado
aproximadamente um metro do speaker (se for necessário usar um dinâmico, pode-se
captar um baixo bem 'punchy'; se for condensador, capta-se um baixo com mais
peso nos graves. O segundo microfone é importante, como nas freqüências graves
do baixo elétrico na qual as ondas graves precisam de um espaço maior para ser
captado, mas o primeiro microfone não deve ser descartado, pois ele capta o 'punch'
das cordas, sem ele o baixo fica um 'rumble'. O Baixo também pode ser gravado em
dormitórios que tenham carpete – especialmente se o baixista trouxer a torre de
caixas, tocada em volumes altos, típica de produções de musica rock.
4.1 Voz e guitarra em salas pequenas secas
Pode-se colocar o vocalista em frente ao closet se quiser um vocal de guia, que
muitas vezes se grava bem seca – com pouca reverberação - ou se a música
requerer um som seco: coloca-se o cantor em frente ao closet e o microfone da
mesma forma que no banheiro, explicado anteriormente. Pode-se também colocar a
guitarra através da aplicação de mais cobertores perto do microfone e do
amplificador para tirar mais ainda as reflexões.
5. SALA GRANDE SECA - O DORMITÓRIO
Uma das maneiras mais seguras de gravar a bateria é no dormitório, sem usar
microfonação próxima em todo kit. Há sonoridades muito interessantes em salas
grandes secas que se cria o efeito de 'killer drum sound'. Como a bateria é
difícil de gravar e de mixar, é muito recomendado começar por captações secas
que dão mais flexibilidade à mixagem. Set-up típica: coloca-se a bateria contra
a parede num quarto com carpete, de preferência com pé direito baixo; coloca-se
um microfone no kick e outro na caixa, assim como dois 'overheads' acima
facetando a bateria. Os microfones podem ser mistos, sendo que aquele situado ao
lado do surdo pode ter uma resposta maior nos graves; deve-se evitar colocar
alto demais para não perder o sustenuto dos tom-tons, entretanto, se for
colocado baixo demais pode-se captar efeitos de fase quando os pratos forem
tocados. Através deste procedimento, a bateria soará cheia (fat) e powerful,
possibilitando flexibilidade total na mixagem para fazer ajustes. Uma maneira
mais econômica seria trabalhar somente com três microfones: um no kick e um par
de estéreos facetando a bateria do meio da sala, possibilitando captar um som
com muito mais detalhes. Também pode-se verificar o delay que porventura venha a
surgir entre o kick e os microfones de ambiência e corrigi-los posteriormente
com delay eletrônico.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
6.1 Juntando tudo
Algumas complicações podem surgir quando for necessário gravar a banda inteira
ou, no mínimo, a seção rítmica. O ideal, nesta situação de home-studio, seria
captar cada instrumento com uma acústica separada. Para fazer isso é preciso
isolar fisicamente cada instrumento, especialmente se forem usados microfones
condensadores sensíveis. O mais difícil a isolar é a bateria, especialmente por
causa de seu volume.
Como uma casa tem muitos ambientes acústicos diferentes não é tão difícil de
conseguir uma boa isolação ou separação acústica; a solução mais obvia seria
colocar cada instrumento num ambiente diferente da casa, p.ex., a bateria no
quarto, a guitarra rítmica no banheiro e o baixo no closet do outro quarto:
juntam-se todos os músicos no local da bateria usando fones de ouvidos. Claro
que seriam precisos vários metros de cabos, mas o vazamento é o mínimo possível.
6.2. Alternativas
Se não for possível separar todas os instrumentos, pode-se tentar trabalhar com
'baffles': coloca-se baffles em redor da bateria, colocam-se as caixas o mais
longe possível e os 'baffles' neles, gravando o baixo direto. Se houver um
vocalista, deve-se colocá-lo numa sala diferente com fones de ouvidos. Pode-se
construir 'baffles' com coisas achadas em casa: colchões e futons são ótimos 'baffles';
venezianas também podem ser usadas, especialmente se forem colocados cobertores
acima. Sacos de dormir e carpetes são úteis para separar amps de guitarra, kick,
etc; pode-se ainda construir um baffle usando uma madeira compensada cobrindo-a
com material absorvente: pode-se cortar duas peças e colocar dobradiças para que
fique em pé; este procedimento é ainda melhor pois separa por tempo, isto é,
grava as coisas todas em 'overdubs' e depois junta no mix.
6.3 Em estúdios
Quem trabalha em estúdio pode usar o banheiro no lugar de sala pequena viva, a
recepção ou as escadas no lugar da sala grande viva, o soundlock como sala
pequena seca. Muitas vezes um estúdio de gravação não possui todos os recursos
encontrados numa casa e é por isso que incorporamos a nossos projetos acústicos
de estúdios uma fiação 'open-ended' permitindo incluir outros ambientes
acústicos de casa - como a recepção, a copa e o banheiro - parecidos àqueles
tratados neste artigo.
7. CONCLUSÃO
Gravar instrumentos acústicos é um dos maiores desafios na produção de um CD,
mas com conhecimento acústico pode-se conseguir resultados incríveis. O segredo
é estar familiarizado com vários elos de captação, que consiste em relação não
só aos instrumentos e aos microfones, mas aos vários espaços acústicos também.
Ter domínio acústico é uma das ferramentas que possibilita elevar as gravações
dos nossos artistas a um nível profissional comparado aos grandes estúdios. A
quantidade de espaços acústicos diferentes encontrados numa casa é muito grande
– obtivemos excelentes resultados com a utilização de pias, fogões e geladeiras
- portanto o limite é a própria criatividade.
8. BIBLIOGRAFIA CITADA
Neves, Adinaldo. 1998. Mix. 'Music Recording in Brazil Hot Sounds, Big Business'.
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Paper apresentado por Omid Bürgin
em Novembro 2004, no I Seminário Música Ciência Tecnologia: Acústica Musical.
AcMus - Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Software para Cálculo, Análise e
Simulação de Acústica de Salas para Prática Musical no Instituto de Matemática e
Estatística, Universidade de São Paulo.
Paper publicado pela AcMus em
Março 2005 pelo GSD/IME/USP: Distributed Systems Research Group - Grupo de
Sistemas Distribuídos. Instituto de Matemática e Estatística. Universidade de
São Paulo.
Omid Burgin
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