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PG Music Band-in-a-Box 7 - software para arranjo musical


Band-in-a-Box

Nesta versão do Band-in-a-Box foram incluídos vários recursos interessantes, que fazem com que o software continue sendo uma excelente ferramenta para quem precisa compor com rapidez e qualidade.

Se você usa computador com alguma finalidade musical, provavelmente já conhece alguma coisa do Band-in-a-Box, o software mais famoso para a criação de arranjo. A primeira versão foi criada em 1989 pelo músico canadense Peter Gannon, e rodava em sistema operacional DOS (na época ainda não havia Windows). Gannon decidiu criar seu próprio software musical depois de muitas frustrações e dificuldades com os outros que experimentou. Desde então, o Band-in-a-Box tornou-se bastante popular, e tem sido constantemente aprimorado em cada nova versão.

Para quem gosta de música, e quer criar bons arranjos sem ter muito trabalho, o Band-in-a-Box é uma "mão-na-roda". A razão do sucesso deste software é não só o resultado final excelente, mas a facilidade para usá-lo. Como nas versões anteriores, o Band-in-a-Box 7.0 também vem com o sequenciador Power Tracks incluído no pacote, o que é, sem dúvida, um brinde de grande valor. Neste artigo, mostraremos, em linhas gerais, como o software funciona, dando destaque para os recursos incorporados na nova versão.


Visão geral

O Band-in-a-Box pode criar uma música a partir de informações da harmonia (cifras) indicadas pelo usuário. Esse processo é muito similar ao usado pelos teclados de acompanhamento automático, exceto pelo fato de que no Band-In-A-Box você escreve a harmonia previamente, ao invés de executá-la no teclado, em tempo-real. A criação dos arranjos se baseia em condições peculiares de cada estilo, que você determina previamente. Dessa forma, o grau de naturalidade e "não-repetitismo" vai depender tão somente da qualidade dos padrões usados por cada instrumento. Os padrões são "trechos de compassos" que já vêm com o software (mas você também pode criar os seus), formando assim uma "biblioteca" de pedaços de acompanhamento, que é utilizada no momento da "composição". No Band-in-a-Box, há uma infinidade de recursos que permitem que o arranjo seja montado conforme os critérios mais naturais e humanos desejados.

É como se o software tivesse "capturado" a característica de execução de cada instrumento (piano, baixo, bateria, violão, etc) para cada estilo. Digamos que no estilo "Balada" o piano toque arpejado; então, para esse estilo, há diversos tipos de padrões (trechos) com variações de arpejos. Cada um desses padrões é utilizado pelo software ao compor o acompanhamento de "Balada", de acordo com critérios definidos previamente (exemplo: um padrão que tenha sido definido como "pre-fill" só poderá ser usado no arranjo antes de uma "virada").

Cerca de 100 estilos já vêm com o software, e outros mais estão disponíveis como opcionais, em disquetes. Muitos deles são excelentes. Mas se por acaso você não gostar de alguma coisa nos estilos prontos, ou se quiser criar um novo estilo que não está disponível, poderá usar o recurso do "StyleMaker" e alterar os padrões de estilos existentes, ou criar seus novos padrões.


Facilidade de uso

Para configurar o Band-in-a-Box, o usuário seleciona o setup específico de seu equipamento, dentre os que estão em uma lista. Uma vez configurado adequadamente, o software é capaz de controlar de forma correta os timbres no sintetizador que está sendo usado. Ah, mas e se o seu sintetizador não estiver nessa lista? Bem, então você pode criar um setup específico, que irá atender plenamente às características do seu equipamento. No caso de sintetizadores compatíveis com os padrões GM, Roland GS e Yamaha XG, o software pode controlar inclusive os respectivos processadores de efeitos (reverb e chorus). Você pode configurar todos os recursos de MIDI, ajustando à sua vontade os canais desejados por onde quer que o software transmita cada parte do arranjo.

A tela principal do software traz um painel onde o você pode definir, para cada "músico virtual" que toca no arranjo, qual o timbre que vai ser utilizado (piano, órgão, etc), e os respectivos volumes, posição no stereo (pan), e intensidade dos efeitos de reverb e chorus (no caso de sintetizadores que possuam esses recursos). Nesse mesmo painel, você pode cortar ("mute") quaisquer das partes, que não quiser ouvir (ótimo para ouvir as partes individuais do arranjo). Ainda na janela principal, dois teclados "virtuais" mostram as notas que estão sendo tocadas, em tempo-real, para todas as partes do arranjo (em cores diferentes): isso não é só um "feature" visual, mas também uma grande ajuda para quem aprender a tocar de verdade.

Se você prefere trabalhar com música em notação convencional, o Band-in-a-Box oferece representação em forma de partitura, onde você pode visualizar, separadamente, as execuções de cada parte do arranjo (piano, baixo, bateria, violão/guitarra, cordas), juntamente com as cifras da harmonia. Na partitura, você pode também editar (alterar) notas. Nesse caso, somente as alterações da melodia são preservadas; as demais só podem ser preservadas se, após a edição, se a música for exportada para um arquivo Standard MIDI File. A partitura também pode ser impressa, mostrando as cifras e até mesmo a letra da música, caso você a tenha digitado. Caso você queira usar o Band-in-a-Box para executar música de fundo, enquanto trabalha ao computador, há o recurso do Jukebox, que permite que as músicas/arranjos existentes no disco sejam executadas pelo software uma a uma, em determinada ordem, ou aleatoriamente.


Criando um arranjo

De uma forma geral, o processo de criação do arranjo é relativamente simples, bastando você indicar as cifras da harmonia, ao longo da música, para cada compasso. Isso pode ser feito em um quadro onde os compassos são representados por retângulos, ou então escrevendo-se as cifras nos tempos desejados, numa pauta convencional. O Band-in-a-Box aceita quatro tipos alternativos de notação de cifras. Uma vez escritas as cifras da harmonia, então você seleciona o estilo da música (Jazz, Blues, Waltz, etc) e indica também a sua estrutura e tamanho: onde ela começa (Intro), onde acaba (Tag) e onde está o trecho que deve ser repetido (Chorus), e o número de repetições. Esse artifício permite que você escreva o Chorus uma única vez, e o software se encarrega de repeti-lo tantas vezes quantas forem indicadas.

Da mesma forma que nos teclados de auto-acompanhamento, no Band-in-a-Box também há uma opção de "Variation", pela qual você pode definir pontos na música onde o arranjo passa para a outra variação (A ou B) do estilo. As variações são precedidas de uma virada de ritmo ("fill").

Os estilos que já vêm com o Band-in-a-Box cobrem uma boa gama de gêneros: Jazz, Blues, Rock, Pop, Funk, Ballad, Bossa-Nova, Country, Waltz, Jazz Waltz, Reggae, Rhumba, Cha-Cha, Irish, Ethnic, e mais diversas variações deles. Os estilos ficam armazenados em arquivos individuais, no disco rígido do computador. Cada estilo possui informações particulares de como devem ser usados, indicando como são executadas as partes de arranjo (piano, baixo, bateria, violão/guitarra, cordas e metais).

Há inúmeros parâmetros condicionais que são ajustados pelo usuário, ao criar o arranjo. Alguns deles são indicados na própria música, como é o caso das viradas ("fills"), variações de estilo e execuções adiantadas ("pushes"). Outros são parte do estilo (intrínsecos aos padrões) e, dependendo de como foram criados, podem fazer com que o arranjo fique bastante real.

Uma vez criado o arranjo do acompanhamento, você pode gravar a melodia, a partir de um teclado ou outro instrumento MIDI, ouvindo o acompanhamento. A melodia também pode ser editada, tanto na pauta quanto em uma lista de eventos MIDI. Se você prefere usar seu software sequenciador para gravar a melodia, não há problema: o Band-in-a-Box também pode importar a melodia a partir de um arquivo Standard MIDI File. Existem ainda outros recursos que atuam sobre a melodia, como adiantar/atrasar sua execução em relação ao acompanhamento, transposição e também a harmonização.

A música criada no Band-in-a-Box pode ser "exportada" sob a forma de arquivo em formato Standard MIDI File, incluindo a melodia e eventuais harmonizações e solos, podendo esse arquivo ser usado por qualquer software sequenciador MIDI ou outro equipamento que possa "ler" Standard MIDI Files.

O arranjo pode ser sofisticado ainda mais, usando-se os recursos de harmonização e solista. O primeiro cria uma harmonização sobre a melodia, usando como referência a harmonia (cifras) que você escreveu nos compassos. O Band-in-a-Box já vem com dezenas de tipos de harmonização, algumas delas "marcas registradas" de grandes músicos e arranjadores, como Glen Miller, Pat Metheny, Wes Montgomery, Paul Shaffer e outros. As harmonizações podem usar instrumentos específicos (exemplo: a harmonização "a la Glen Miller" usa um clarinete e 4 saxes). Mas você também pode criar suas próprias harmonizações, inclusive construindo-as a partir das que já existem. Você pode indicar os instrumentos que executam as partes da harmonização da melodia, seus respectivos volumes e regiões (oitavas), e outros parâmetros adicionais.

O outro recurso de sofisticação é o "Soloist", que pode ser denominado como um "gerador de solos e improvisos". As características do solo segue não só a harmonia (cifras) da música, mas também certos critérios de estilo e "personalidade", como veremos mais adiante.


Personalizando estilos

Se você quiser criar novos padrões de acompanhamento, arregace as mangas e entre nas opções do "StyleMaker". O potencial para a criação de novas possibilidades é muito grande e, embora o processo de edição dos estilos seja complexo, nem por isso é impossível de ser usado se você é leigo em computador. Os estilos, são montados a partir de uma coletânea de padrões para cada parte do arranjo (piano, baixo, bateria, etc), de 1, 2, 4 ou 8 tempos. Ao criar um padrão, você define as diversas condições para que ele (o padrão) possa ocorrer dentro da música. Como já foi dito, pode-se criar um padrão que só deva ser usado antes de uma virada (pre-fill), ou outro que só seja usado quando houver uma mudança de harmonia de um acorde para outro que esteja uma terça acima. As condições são muitas, e permitem a você "amarrar" o uso dos padrões somente para onde eles foram concebidos. Quanto mais padrões você cria - cada qual com condições diferentes para serem usados - mais realista será o arranjo, dando uma característica mais natural, mais próxima daquilo que um (bom) músico faria, ao tocar a música naquele estilo. Podem ser criados mais de duzentos tipos de padrões diferentes, para cada "instrumentista" do arranjo, sendo que a parte de bateria e percussão pode ter até 120 padrões diferentes.

Para criar os padrões das partes do arranjo (exceto bateria e percussão), você tem que tocar manualmente as frases desejadas para eles. Este processo de gravação é relativamente simples, não exigindo grande habilidade, pois todos os padrões são gravados em Dó (ao montar o arranjo, o Band-in-a-Box transpõe os padrões devidamente, conforme a harmonia da música). Para criar os padrões rítmicos, no entanto, você tem que escrever em uma grade (matriz) quais são os instrumentos de percussão que soam em cada tempo do compasso do padrão. Você pode ouvir todos os padrões para observar o resultado, imediatamente.


Novidades da versão 7.0

De acordo com a PG Music (fabricante do software), a versão 7.0 traz mais de 60 recursos novos e aprimoramentos, mas o "Soloist" é com certeza a grande novidade. O que ele pode fazer é realmente impressionante, principalmente em músicas de gêneros apropriados para improvisos, como jazz e blues. Para o "Soloist" atuar, basta você selecionar o tipo de "solista virtual" que você quer usar (há mais de 100 disponíveis) e o Band-in-a-Box cria e toca o solo/improviso naquele estilo, junto com qualquer música. Com o "Soloist Maker", você também pode configurar seus próprios "solistas": além do estilo musical, você define os parâmetros essenciais de execução do solo, como por exemplo o instrumento que ele usa (sax, flauta, piano, etc), os tipos de notas que ele costuma usar (colcheias, semicolcheias, etc), a extensão (região) dos solos, em que partes da música ele tocará, e ainda outras condições. E funciona mesmo! Os exemplos que acompanham o Band-in-a-Box demostram isso. Com a inclusão do "Soloist", o software também ganhou mais uma trilha que pode ser usada para a melodia.

A nova versão trouxe uma outra facilidade que muitos usuários vinham desejando: agora você pode alterar o estilo no meio de uma música. É possível inserir informações de mudança de estilo em qualquer compasso, de forma que você pode começar uma música em Jazz e depois cair para um Blues, por exemplo.

A quantização da melodia foi aprimorada, com a inclusão de recursos de "humanização". Agora, o Band-in-a-Box pode criar efeitos mais reais na melodia, variando a quantidade de "swing" de sua execução em colcheias ou semicolcheias, bem como alterando levemente o andamento.

Outra novidade é o reconhecimento de acordes via MIDI. Agora você pode "escrever" a harmonia (cifra) do tempo do compasso tocando o acorde em seu instrumento MIDI. O Band-in-a-Box reconhece instantaneamente as notas e insere a cifra correspondente na posição para onde está apontada a música. Embora o software detecte o acorde e dê a ele uma cifra, você pode sugerir uma cifra alternativa para ele.

Para aqueles que gostam de acompanhar a execução olhando para a pauta no Band-in-a-Box, agora ficou mais fácil, pois a pauta pode ser mostrada adiantada à execução, um ou dois compassos, mas sem atrapalhar a visualização do compasso que está tocando (o mesmo pode ser feito com a letra da música - o que é muito bom para karaokê). Além disso, a nota que está sendo tocada é mostrada em outra cor (e por falar em cor: na versão 7.0 você pode personalizar as cores das telas do Band-in-a-Box). Ainda na escrita da pauta, agora os acidentes (bemóis ou sustenidos) das notas da melodia são mostrados em concordância com a tonalidade e o acorde. E a impressão da partitura foi aprimorada, com a possibilidade de ajuste das margens do papel, símbolos de repetição e fontes escalonáveis.

Foram incorporadas diversas melhorias no suporte a equipamentos MIDI. Além de poder ser configurado facilmente para trabalhar com sintetizadores compatíveis com o padrão Yamaha XG, o Band-in-a-Box agora também permite, de maneira muito fácil, a seleção de timbres de qualquer banco em sintetizadores mais sofisticados, como o Roland JV-1080, por exemplo.

Se você possui um processador de efeitos de harmonização, como o Digitech Vocalist, pode usá-lo em conjunto com o Band-in-a-Box, pois o software agora pode transmitir, por um canal de MIDI separado, os acordes da harmonia, na posição fundamental ou não. Esse recurso também pode ser usado com os módulos de arranjo da Roland (série RA).


Conclusão

O Band-In-A-Box continua atendendo às necessidades de usuários de diversos níveis. Uma de suas grandes vantagens, fora a poderosa capacidade de criar ótimos arranjos em pouco tempo, é a versatilidade, pois você pode experimentar, na mesma música, diversos tipos de estilos diferentes, com diversas harmonizações e diversos solos. As possibilidades são infinitas.

O software pode auxiliar na composição eficiente de arranjos profissionais, principalmente quando o prazo para a realização do trabalho é o fator limitante. Bons compositores podem desenvolver seus próprios estilos e, ainda que usando um software para compor, podem obter resultados mais personalizados.

Para aqueles que precisam de acompanhamento para apresentações ao vivo, esta pode ser uma opção aos teclados de acompanhamento automático, principalmente para guitarristas. As músicas criadas no Band-in-a-Box e salvas em arquivos Standard MIDI Files, podem ser executadas ao vivo por qualquer sequenciador portátil acoplado a um teclado ou módulo multitmbral.

E para os amadores, o Band-In-A-Box certamente é um enorme auxílio para o aprendizado de estilos e arranjos, sem falar na possibilidade de ser usado como um simples "tocador de música", nos momentos de lazer.


FICHA TÉCNICA

  • Descrição: software para composição e arranjo (PC/Windows);
  • Estilos: 100 estilos incluídos na versão Pro; inúmeros estilos adicionais disponíveis; recurso "StyleMaker" permite ao usuário criar ou alterar estilos; cada estilo pode ter inúmeras opções para viradas, padrões de acompanhamento e finalizações;
  • Partes timbrais: pode compor arranjos com até sete partes (piano, bass, drums, guitar, strings, melody e soloist); controle individual de seleção de timbre, volume, pan, reverb e chorus; memorização de configurações favoritas de bandas;
  • Recursos operacionais: harmonia em cifras; pautas individuais das partes do arranjo podem ser impressas; ajustes de andamento, tonalidade e compasso; transposição; recursos de corte e colagem de compassos; harmonização da melodia (mais de 100 harmonizações prontas; o usuário pode criar novas); permite mudança de estilo no meio da música; melodia pode ser gravada por um teclado MIDI; melodia automática pode ser gerada a partir do teclado do computador; mostra a execução das notas no teclado; permite a escrita da letra da música;
  • Outras facilidades: recurso "Soloist" - cria solos e improvisos sobre a harmonia/estilo da música; diversos "solistas" virtuais disponíveis (Django Reinhardt, John Coltrane, etc); detecta a harmonia a partir de teclado MIDI; jukebox; ajustes de cores das telas;
  • Compatibilidade: salva músicas em formato Standard MIDI File; importa melodia e padrões em formato Standard MIDI File; pode operar com qualquer sintetizador ou placa de som; suporte aos padrões GM, Roland GS e Yamaha XG; opera em conjunto com harmonizadores Vocalist e módulos arranjadores RA;
  • Requisitos mínimos: computador PC (386DX ou melhor), Windows 3.x ou Windows 95, 4 megabytes de memória RAM, placa de som (Sound Blaster ou similar) ou interface MIDI com instrumento MIDI externo;





 

 

 

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